O líder do grupo 1143 e militante neonazi, Mário Machado, foi transferido da prisão de Alcoentre para o estabelecimento prisional de Paços de Ferreira, considerada de alta segurança. A notícia foi avançada esta quinta-feira pela SIC Notícias e confirmada ao Observador pelo advogado que representa Mário Machado, José Manuel Castro.
Segundo José Manuel Castro, a transferência de estabelecimento prisional deveu-se a “questões administrativas” e rejeitou qualquer a associação às buscas realizadas pela Polícia Judiciária à cela de Mário Machado a dia 20 de janeiro. “Amanhã [esta sexta-feira], vou falar com ele”, adiantou ainda o advogado ao Observador.
Contudo, a SIC Notícias apurou que a transferência de prisão ocorreu precisamente depois das buscas que a Polícia Judiciária (PJ) levou a cabo na cela onde estava detido Mário Machado na prisão de Alcoentre.
A Polícia Judiciária desconfiava que, apesar de estar detido, Mário Machado continuava a liderar o grupo desde a cela. Aliás, de acordo com o que avançou o Jornal de Notícias, a investigação da PJ apurou que o militante neonazi continuava a contactar outros membros a partir da cela em Alcoentre.
Por sua vez, a defesa do militante neonazi entende que não foi encontrado nada relevante na cela de Mário Machado no Estabelecimento Prisional de Alcoentre, apesar de a investigação sustentar que o grupo 1143 continuava a ser liderado a partir da prisão.
Na passada sexta-feira, a Justiça decidiu aplicar a Mário Machado um cúmulo jurídico de quatro anos de prisão e recusou a possibilidade de suspender a pena.
Este cúmulo jurídico é relativo à pena de prisão efetiva que Mário Machado está a cumprir desde maio do ano passado pela condenação a dois anos e 10 meses de prisão por discriminação e incitamento ao ódio e violência, e à pena suspensa de três anos por incitamento ao ódio e à violência.
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