A contagem decrescente para a 60ª edição da Super Bowl arrancou e as marcas já se começaram a preparar para o maior evento desportivo dos Estados Unidos, que bateu o recorde de audiências em 2025, com mais de 127 milhões de visualizações. Segundo a revista norte-americana AdWeek, cada espaço publicitário de 30 segundos custou às empresas cerca de 8 milhões de dólares (7,4 milhões de euros), valor que deve ultrapassar o do ano passado. Os anúncios transmitidos durante o intervalo da final da Liga norte-americana de futebol americano (NFL) estão entre os mais caros da história da televisão e são, por alguns, aguardados com tanto ou mais entusiasmo que o próprio evento desportivo.
A Super Bowl 2026 acontece no dia 8 de fevereiro e terá como palco o Levi’s Stadium, em Santa Clara, na Califórnia, onde os Patriots vão defrontar os Seattle Seahawks, depois de afastarem os Denver Broncos e os Los Angeles Rams, respetivamente. Ainda não se sabe o número de marcas que, ao todo, apostaram no curto espaço de publicidade durante o intervalo do evento, mas, devido à elevada procura, o limite de espaço disponíveis para compra pelos anunciantes já foi atingido.
O aumento dos preços dos anúncios deve-se principalmente ao número de audiências da Super Bowl, que nas últimas edições não parou de crescer, batendo recordes históricos a cada ano que passa. O jogo dos Eagles contra os Chiefs na Super Bowl 2025, que teve uma atuação do rapper Kendrick Lamar, foi o programa mais visto de sempre nos EUA e ultrapassou as mais de 123 milhões de visualizações do ano anterior, de acordo com a Forbes.
Para comparação, um anúncio de 30 segundos no Super Bowl de 2025 custou entre 7 e 8 milhões de dólares (6.9 milhões de euros). Em 2024 e 2023, os preços rondaram os 7 milhões de dólares (6.4 milhões de euros), enquanto em 2022 e 2021, o custo foi de 6.5 milhões de dólares e 5.5 milhões de dólares (5.6 milhões de euros).
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Os gastos das marcas não se limitam ao tempo de exibição, que também fazem um grande investimento na produção dos anúncios, que muitas vezes contam com a participação de celebridades. Já foram divulgados alguns teasers para a 60ª edição da Super Bowl e a lista deste ano inclui caras bem conhecidas ao público. A pop star Sabrina Carpenter aparece num teaser de 15 segundos a jogar ao “bem-me-quer, mal-me-quer” com batatas fritas Pringles em vez de pétalas de flores. Matthew McConaughey leva Bradley Cooper à loucura, enquanto este último faz jogging, para o anúncio da Uber Eats. Já Ben Stiller e Benson Boone surgem como artistas de disco-pop europeu para a Instacard. Entre as restantes estrelas das produções desde ano estão nomes como Kendall Jenner, Emma Stone, Lady Gaga, Post Malone, Elijah Wood, Elle Fanning, Andy Samberg, Kurt Stiller, Lewis Pullman, E-jae, Guy Fieri, Parker Posay, Bowen Yang, Shane Gillis e Peyton Manning.
Mesmo com milhões investidos, as marcas não podem utilizar o termo “Super Bowl” nos seus anúncios de 30 segundos. O nome é uma marca registada da NFL e apenas os patrocinadores oficiais têm o direito exclusivo de o utilizar. Qualquer outra empresa precisa de encontrar formas criativas de fazer referência ao evento, sem o mencionar de forma direta.
Veja a lista com alguns dos teasers dos anúncios do intervalo da 60.ª Super Bowl.