A água da rede pública de cinco freguesias de Vila Franca do Campo, na ilha de São Miguel, nos Açores, já pode ser consumida “sem qualquer restrição”, informou esta segunda-feira a Câmara Municipal.

Em comunicado divulgado esta terça-feira, a Câmara Municipal de Vila Franca do Campo refere que “as novas análises efetuadas à água da rede pública comprovam que a água continua sem contaminação bacteriológica e, como tal, com boa qualidade para consumo humano”.

Nas “zonas altas” das freguesias de São Pedro e São Miguel (a norte da Avenida da Liberdade e da Rua Teófilo Braga) e das freguesias de Ribeira Seca, Ribeira das Tainhas e Ponta Garça, a água tem estado imprópria para consumo desde terça-feira da semana passada, devido a uma derrocada que atingiu a nascente do Galego.

Na sexta-feira, a Câmara Municipal de Vila Franca do Campo publicou um edital, assinado pela presidente Graça Melo, a informar que as análises efetuadas à água não apresentavam contaminação bacteriológica, mas, atendendo a que os serviços camarários ainda se encontravam a efetuar trabalhos de limpeza e manutenção na rede, a população era aconselhada a ferver a água antes de a consumir e na confeção de alimentos.

Esta segunda-feira, também através de um edital, este município da ilha de São Miguel avisou que, “uma vez restabelecidos os serviços de abastecimento de água na rede pública e conforme parecer emitido pela Delegada de Saúde de Vila Franca do Campo”, a população “poderá consumir a água da torneira sem qualquer restrição”.

A presidente da autarquia, Graça Melo, adiantou na sexta-feira à agência Lusa que naquele dia esteve na nascente do Galego com elementos da Secretaria Regional do Ambiente para avaliação dos danos e da área circundante, tendo decorrido, posteriormente, uma reunião para “encontrar possíveis soluções para a situação”.

A autarca referiu que as eventuais soluções passarão “por um estudo geológico e geotécnico da área e também pela reconstrução do edifício de proteção à nascente”.

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