A Cerealis, dona das massas Nacional e Milaneza, deu um passo grande em Espanha, com o acordo feito para a aquisição aos fundos de investimento Afendis e DK do negócio de massas alimentícias da concorrente ibérica Cerealto.

O valor do negócio não foi revelado, mas representará um investimento significativo. Para a Cerealis representa chegar a quase 900 trabalhadores e a um volume de negócios de 400 milhões de euros. Só à conta da Cerealto soma cerca de 100 milhões que é quanto a empresa espanhola fatura no negócio das massas, que é o que vai ser compra.

Em comunicado a empresa portuguesa indica que “a aquisição da unidade de produção da Cerealto vai permitir à Cerealis alcançar uma presença relevante no mercado espanhol”. Localizada em Castela e Leão, tem uma capacidade de produção de aproximadamente 90 mil toneladas anuais “que continuarão a destinar-se em exclusivo ao mercado espanhol”.

A operação terá agora de ser analisada pelos reguladores, nomeadamente a Autoridade da Concorrência e a CNMC (Comisión Nacional de los Mercados y la Competencia). A Cerealto explica que vendeu este negócio por ter definido como estratégia a concentração de esforços nos produtos de snacks. “A Cerealto considera que o negócio das massas, um ativo rentável que foi objeto de investimentos continuados nos últimos anos, ficará mais protegido e terá um maior desenvolvimento debaixo da liderança de uma empresa especializada em massas como a Cerealis”, diz a empresa espanhola em comunicado, assumindo que a unidade de Venta de Baños se vai manter. Segundo o jornal espanhol Expansión, a Mercadona é o principal cliente da Cerealto que produz para marcas da distribuição e outros fabricantes.

A Cerealis prossegue assim a sua estratégia de crescimento não orgânico, depois de ter comprado na Chéquia, em 2024, ter chegado a acordo para comprar a Europasta. “Este movimento responde à necessidade de reforço de escala e competitividade que o negócio industrial baseado num mercado com a dimensão do português exige”, diz a empresa portuguesa, adquirida há cerca de três anos pela Teak Capital, de Carlos Moreira da Silva e da família Silva Domingues.

Recentemente a Cerealis tinha anunciado a fusão com a Better Foods do negócio de moagem.

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