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Mau tempo. Projeto para recuperação da praia de Moledo concluído este ano

Este artigo tem mais de 6 meses

Secretário de Estado do Ambiente garante início do projeto de estabilização da praia destruída pelas intempéries em Caminha. Câmara já começou trabalhos de emergência no paredão.

Embarcação de um pescador desportivo que morreu afogado após esta se ter virado perto da praia de Moledo em Caminha, 4 de maio de 2011.   ARMENIO BELO/LUSA
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▲Os trabalhos de estabilização do paredão da praia de Modelo, indicados pela APA, começaram na terça-feira e ficaram concluídos no dia seguinte

ARMENIO BELO/LUSA

▲Os trabalhos de estabilização do paredão da praia de Modelo, indicados pela APA, começaram na terça-feira e ficaram concluídos no dia seguinte

ARMENIO BELO/LUSA

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O secretário de Estado do Ambiente, João Manuel Esteves, disse esta segunda-feira que o projeto de recuperação da praia de Moledo, em Caminha, que desapareceu com o avanço do mar durante as últimas intempéries, vai ficar concluído este ano.

“Este ano vamos começar a desenvolver o projeto de estabilização, arranjo e recuperação de toda a zona da praia de Moledo. A intervenção será subsequente”, afirmou o governante.

Em declarações à agência Lusa, a propósito da visita que realizou esta manhã às zonas mais afetadas pelo mau tempo em Caminha, no distrito de Viana do Castelo, João Manuel Esteves disse ter ficado “estabelecido que a Câmara e a Agência Portuguesa do Ambiente (APA) vão identificar as obras prioritárias e urgentes”.

“Terão de encontrar soluções e os orçamentos para que possam ser apoiadas, o que se espera que venha a ocorrer no âmbito de protocolos a estabelecer entre as câmaras e o Ministério do Ambiente”, referiu.

Questionado sobre a comparticipação do Governo nas obras de estabilização do paredão da praia de Moledo, assumidas pela autarquia, o secretário do Ambiente disse que a Câmara e a APA estão “a fazer uma avaliação dos prejuízos, no âmbito dos apoios que [o Governo] está a tratar com os municípios”.

A presidente da Câmara de Caminha, Liliana Silva, afirmou ter ficado “o compromisso de identificar as obras prioritárias e que o município está a assumir, no imediato, para estabilizar em toda a orça costeira e ribeirinha”.

Os trabalhos de estabilização do paredão da praia de Modelo, indicados pela APA, começaram na terça-feira e ficaram concluídos no dia seguinte.

A autarca social-democrata adiantou que esse levantamento vai ser submetido ao Governo “para garantir algum apoio”.

“É fundamental porque são empreitadas com valores muito elevados, devido à destruição causada pela agitação marítima e pela subida do caudal do rio Coura. Precisamos de algum apoio para fazer estas intervenções”, disse Liliana Silva, adiantando não estar estimado o valor global os prejuízos causados pelas intempéries.

A 7 de fevereiro, a autarquia interditou a passagem no paredão devido ao “colapso de partes do passeio”, uma vez que “a ação do mar originou a escavação da areia sob a estrutura, deixando o pavimento suspenso e sem suporte adequado”, descreveu o município nas redes sociais.

“Face ao risco iminente de queda de novos blocos e do próprio pavimento, mantém-se interdita a circulação de viaturas e pessoas nas zonas do paredão”, informou então o município, que especificou que a “extremidade norte” era a mais afetada pela forte agitação marítima, “com deslocação de pedras de grandes dimensões e destruição da base de proteção”.

Dezasseis pessoas morreram em Portugal na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.

A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.

As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo foram as mais afetadas.

A situação de calamidade que abrangia os 68 concelhos mais afetados terminou no domingo.

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