Acompanhe o nosso artigo em direto sobre a guerra no Médio Oriente

O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confessou numa chamada telefónica ao jornalista Jonathan Karl, da ABC News, que os possíveis sucessores de Khamenei para liderar o Irão identificados por Washington para assumir o poder como Delcy Rodriguez tinha feito na Venezuela, também morreram nos ataques iniciais conduzidos pelos Estados Unidos e por Israel.

Segundo Trump, revela o jornalista, “o ataque foi tão bem sucedido que eliminou a maioria dos candidatos” a Líder Supremo do Irão. “Não vai ser ninguém que estávamos a pensar porque estão todos mortos. O segundo ou o terceiro da linha [de sucessão] também morreu”, acrescentou.

Em antena, Jonathan Karl foi mais longe, chegando a estabelecer um paralelo entre o que aconteceu com a sucessão de Maduro na Venezuela e o que poderia suceder no Irão. “Trump sugeriu que antes dos ataques tinha identificado possíveis sucessores dentro do regime iraniano que poderiam assumir o poder como Delcy Rodriguez assumiu depois de Nicolas Maduro ter sido capturado na Venezuela mas tinham sido todos mortos”.

Entre as vítimas mortais do ataque estão, além do Líder Supremo Ali Khamenei, o seu conselheiro Ali Shamkani, o comandante da Guarda Revolucionária Mohammad Pakpour e o antigo Presidente iraniano Mahmoud Ahmadinejad. A lista inclui também o ministro da Defesa, Aziz Nasirzadeh, e o chefe dos serviços de informação da polícia, Gholam Reza Rezaeian.

No entanto, durante a chamada com a ABC, Trump não especificou que nomes é que eram considerados favoritos à sucessão do ayatollah.

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Numa outra chamada, Donald Trump comentou com Jonathan Karl a morte de Khamenei. “Apanhei-o antes que ele me apanhasse. Tentaram duas vezes. Mas eu apanhei-o primeiro“, disse, numa referência ao que os serviços secretos norte-americanos acreditam ter sido um alegado plano para assassinar o líder dos Estados Unidos em 2024.

Trump repetiu ainda o que já tinha dito ao Daily Mail e ao New York Times: que o conflito poderá prolongar-se por cerca de quatro a cinco semanas. “Disse que a operação poderia ser mais curta e que estava preparado para a prolongar”, contou o jornalista.

Questionado sobre os três norte-americanos que morreram — esta segunda-feira foi confirmada uma quarta morte –, o Presidente dos Estados Unidos atirou: “É guerra e há baixas na guerra”.