Do novo Striker pouco se sabe, a não ser que adopta uma denominação em linha com os mais recentes modelos da Dacia, com terminação em “er” tal como o Duster, o Jogger e o Bigster. Tudo indica que o Striker adoptará a forma de uma carrinha, um pouco à semelhança do Jogger, mas que promete ser mais esguia e com linhas mais modernas.
A Dacia, como membro do Grupo Renault, é um caso raro de sucesso, tendo nascido como marca low-cost e sabido evoluir de um construtor barato para outro que fornece apenas o que os clientes necessitam e querem (ou podem) pagar. A realidade é que foi esta estratégia que a tornou na marca europeia que viu as vendas subir de forma mais sustentada, o que lhe tem permitido continuar a reforçar a sua gama de veículos. E o próximo modelo desta marca romena, o Striker, ao contrário da moda actual, promete não ser um SUV, similar ao Duster e ao Bigster.
Com a garantia de que o Striker irá ser um modelo acessível, é possível antever com uma ligeira margem de erro que a Dacia se prepara para, depois de fortalecer a gama dos SUV, ao lançar o Bigster para reforçar o Duster, repetir a mesma abordagem com o Jogger. Isto porque tudo indica que o Striker será uma versão maior e mais moderna de uma carrinha, que alguns clientes poderão aceitar caracterizar como crossover, ou seja, uma versão mais baixa e menos volumosa de um SUV.
Além das formas do Striker, antecipa-se igualmente o tipo de mecânicas a que este modelo pode recorrer, não sendo de todo provável que avance para versões 100% eléctricas alimentadas por bateria, tecnologia que continuará por mais algum tempo a ser exclusiva do Spring. A Dacia irá disponibilizar na sua gama, a seu tempo, modelos eléctricos, mas o Striker não será o portador desta tecnologia, com o construtor a deixar para mais tarde o arranque desta oferta. O Striker não se deverá afastar muito das motorizações disponibilizadas pelo Jogger, ou seja, os motores com 122 cv bi-fuel a GPL bem como as unidades com 156 cv dos full hybrids. A gama deverá incluir ainda uma versão de entrada, que será a mais acessível por não ser sequer electrificada.