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A guerra que começou há pouco mais de uma semana no Irão, com os ataques de EUA e Israel, e se alastrou entretanto a vários pontos do Médio Oriente, já terá provocado a morte de mais de 200 crianças e de 200 mulheres, de um total de 1.200 vítimas mortais, avançou o Ministério da Saúde do Irão.

De acordo com os dados citados esta segunda-feira pelo jornal israelita Haaretz, registam-se já mais de 10.000 feridos. O porta-voz daquele ministério, Hossein Karmanpour, estima que aproximadamente 1.400 mulheres tenham sofrido ferimentos, num momento em que vários hospitais já foram atingidos por bombardeamentos.

As autoridades iranianas revelaram mesmo que pelo menos 25 hospitais e dois centros de saúde distritais estão danificados, mas também foram destruídos 18 postos de emergência pré-hospitalares e 14 ambulâncias desde o início da guerra, no dia 28 de fevereiro.

Uma das ameaças mais recentes à população civil iraniana prende-se, segundo o Haaretz, com o ataque de Israel a infraestruturas petrolíferas perto da capital Teerão, que resultou nos incêndios de depósitos de combustível.

O Crescente Vermelho emitiu alerta este domingo para o risco de fumos tóxicos sobre a capital iraniana, chegando inclusivamente a formar-se uma espessa nuvem negra na sequência das explosões e incêndios ocorridos na estruturas petrolíferas.

Entretanto, a escolha de Mojtaba Khamenei, filho do aiatola Ali Khamenei, como novo líder supremo do Irão foi já acompanhada de novos avisos das Forças de Defesa de Israel (IDF, na sigla em inglês), que anunciou que iria visar todos os sucessores do anterior líder, morto no primeiro dia da guerra.

As IDF prosseguem também os seus ataques ao regime iraniano em diferentes latitudes e visaram nas últimas 24 horas várias posições no Líbano. Um desses ataques terá resultado na morte de cinco comandantes das Forças Quds da Guarda Revolucionária iraniana, em Beirute, com um ataque preciso à capital libanesa.