O Ministério Público acusou um homem de 36 anos que, em outubro do ano passado, disparou com uma pistola de ar comprimido (air soft) contra um médico-psiquiatra depois de uma consulta no Hospital Santo André, em Leiria. Por isso, o agressor foi acusado por dois crimes de ofensa à integridade física qualificada, um dos quais grave, e de um crime de detenção de arma proibida.
“O arguido, depois de se ter munido de armas, vulgo pistolas de ar comprimido, deslocou-se à residência de um médico que o tinha acompanhado em sede de consulta de psiquiatria, e efetuou disparos contra este”, lê-se na nota publicada no site do MP. O crime ocorreu pelas 23h58, perto da casa do profissional de saúde.
Como adiantou o Observador na altura, o ataque provocou ferimentos a um homem de 56 anos que acompanhava o médico três anos mais novo. Segundo o MP, o arguido agrediu “a pessoa que acompanhava a primeira vítima”. Esta segunda vítima ficou com ferimentos de menor gravidade, adiantou fonte da Proteção Civil de Leiria.
O atirador esteve em fuga mais de dez dias, até ter sido detido pela PJ, em colaboração com a PSP. “O crime ocorreu fora do contexto hospitalar, não existindo, para já, qualquer relação com as profissões das vítimas, nem mesmo com a comunidade médica ou hospitalar”, chegou a dizer a PJ, em comunicado, apesar de ter admitido que o suspeito era um ex-utente de uma das vítimas e que padece de doença mental diagnosticada.
O suspeito ficou desde logo em prisão preventiva, medida de coação que ainda se mantém. “O inquérito foi dirigido sob a direção do Ministério Público do DIAP de Leiria, com a coadjuvação da Polícia Judiciária do DIC de Leiria”, remata o MP.