Sobre 2024 a presidente da Sonae, Cláudia Azevedo, qualificou-o como um “ano memorável”. Tinha realizado um volume de negócios de 9,9 mil milhões de euros e lucrado 223 milhões de euros. Um ano depois chegam os resultados referentes a 2025. “Um ano extraordinário”. É assim que a presidente da Sonae caracteriza 2025.
O volume de negócios atingiu a marca recorde de 11,4 mil milhões de euros, uma subida de 14%. Os lucros atingiram 247 milhões de euros, mais 11,1%. E com isso a administração do grupo de distribuição quer entregar aos acionistas — que tem a família Azevedo como principal — um dividendo de 6,217 cêntimos por cada ação. Com os seus 53,05%, a Efanor, holding da família, receberá quase 66 milhões de euros dos resultados, de um total de 124,3 milhões a distribuir por todos os acionistas.
A Sonae atingiu a marca histórica ao nível do volume de negócios de 11,4 mil milhões de euros, o que a empresa atribui em particular ao impulso dado pela MC, a holding que detém o negócio do retalho alimentar (dona dos supermercados/hipermercados Continente e Modelo) e o da saúde/beleza. O grupo Sonae tem 75% deste negócio. A Sonae atribui o crescimento também ao negócio da Worten (detido a 100%) e da Musti (de cuidados para animais, no qual detém 80,65%).
O EBITDA (rentabilidade operacional) subiu 17,5% para 1.217 milhões de euros.
2025 foi o ano em que a Sonae reconfigurou os seus negócios, fazendo “investimentos relevantes na Musti e na Druni”, diz Cláudia Azevedo na mensagem que acompanha o comunicado dos resultados. Apesar disso tem sido possível à Sonae diminuir a sua dívida líquida que no final de 2025 se ficou pelos 1.470 milhões de euros, menos 6,5%. “O balanço do grupo mantém-se sólido”, indica a empresa que explica que a venda por parte da Sierra no Parque Dom Pedro, em São Paulo (Brasil) terá impacto na geração de caixa em 2026.
Em 2025 entram as vendas das insígnias de retalho de moda, Mo e Zippy.
“Estamos confiantes na força do nosso portefólio, que se encontra bem posicionado para a criação de valor no longo prazo. É equilibrado tanto do ponto de vista geográfico como setorial, com todos os negócios a deterem posições relevantes nos seus mercados com propostas de valor sólidas, beneficiando da exposição a mercados com fortes tendências estruturais favoráveis”, conclui Cláudia Azevedo.