Mais um ponto, menos dois pontos. O FC Porto empatou com o Famalicão e abriu a porta a uma possível aproximação do Sporting, que ainda tem um jogo em atraso e pode colocar-se a dois pontos da liderança da Primeira Liga. E Francesco Farioli, depois do apito final, não escondeu a desilusão.

Farioli e a dificuldade em fugir ao cheiro a esturro (a crónica do FC Porto-Famalicão)

“O que falhou? Acho que o desempenho dos jogadores esteve abaixo dos nossos padrões, apesar de termos estado em vantagem até ao último lance do jogo. Foi uma desilusão não termos conseguido o resultado que queríamos frente aos nossos adeptos. Uma vez mais, preciso de agradecer aos nossos adeptos por puxarem pela equipa. Dentro de alguns dias temos o primeiro jogo dos quartos de final da Liga Europa para disputar, não temos muito tempo”, começou por dizer.

Mais à frente, o treinador italiano comentou a pausa para os compromissos das Seleções Nacionais. “É normal, os jogadores ficam durante 15 dias fora, fazem e treinam coisas diferentes, e não é fácil viajarem tantos quilómetros e estarem no seu melhor momento de forma. O Famalicão também tem vindo a fazer uma boa época. Jogaram mais ou menos da mesma forma que fizeram aqui, no Dragão, para a Taça. Hoje não conseguimos estar energéticos o suficiente e acho que é um pouco por aí”, sublinhou.

Depois de reconhecer que a equipa não colocou em campo “tudo o que devia”, Farioli não escondeu o impacto do empate. “Hoje era muito importante conseguirmos a vitória. Não fizemos o nosso melhor jogo, mas tivemos o nosso momento no jogo. É doloroso estar sempre a repetir o mesmo todos os dias, mas hoje parece-me novamente que as imagens são claras. É um problema que está sempre a repetir-se”, disse, antes de tecer novas críticas à arbitragem.

“A ação sobre o Deniz Gül é um penálti claro. Esta área, à qual chamamos de área cinzenta, parece estar cada vez mais a tornar-se cada vez mais uma área verde, e a vergonha sobre tudo o que a imprensa internacional disse sobre a Liga… acho que o futebol português não merece isto. Mas é o que é. Quando cheguei aqui, no primeiro dia, disseram-me este ‘slogan’, que tínhamos de jogar contra tudo e contra todos, a mensagem é muito clara”, atirou, deixando ainda a ideia de que Rodrigo Mora dificilmente vai recuperar para a primeira mão dos quartos de final da Liga Europa, na quinta-feira, contra o Nottingham Forest.