A Volkswagen Canadá está a pedir de volta mais de oito mil carros aos seus proprietários, devido a “riscos de segurança” associados aos modelos Jetta e Taos fabricados pela marca alemã em 2025. Este ‘recall’ — uma chamada à fábrica — surge cerca de uma semana depois de os modelos T-Roc, fabricado em Portugal, e ID serem visados no Safety Gate, o portal oficial da Comissão Europeia para alertas rápidos sobre produtos perigosos.

O Ministério dos Transportes do Canadá fala num “problema de software” dos dois modelos, que impede “que o painel de instrumentos seja exibido quando o veículo é ligado”. Em comunicado, o Governo canadiano diz que esse erro, em última instância, “pode aumentar o risco de acidentes”, uma vez que os condutores não têm acesso a “velocímetro, indicadores de mudança de velocidades, luzes de aviso e indicadores de avaria”.

Para retificar a irregularidade, a marca alemã “notificará os proprietários por correio aconselhando-os a levarem o veículo a um concessionário para atualizar o software”, acrescenta a tutela, garantido que “o concessionário substituirá o painel de instrumentos, se necessário”.

Do outro lado do Atlântico, houve outro ‘recall’ uma semana antes. A Comissão Europeia também alertou para aumento dos riscos de acidente, mas noutro modelo da Volkswagen, desta feita fabricado em Portugal: o T-Roc. Os motivos prendem-se com o facto de a barra de direção poder “não ter sido aparafusada corretamente na caixa do rolamento da roda”. Por isso, “a função de direção pode ficar comprometida e falhar, o que pode levar a risco de acidente e ferimentos”.

Mas o carro fabricado pela Autoeuropa não é o único na lista de visados de Bruxelas. Também todos os carros da família ID (ID.3, ID.4, ID.5, ID. Buzz, ID. Buzz Cargo) estão sob ordem de ‘recall’. De acordo com a Comissão Europeia, “o produto não está em conformidade com o Regulamento”, uma vez que “os módulos das células da bateria de alta tensão podem superaquecer durante o carregamento” e “isso pode causar um incêndio”.