O site de reservas de hotéis e alojamentos Booking.com foi alvo de um ciberataque, no qual “partes não autorizadas” acederam a informações de clientes. A plataforma não revelou o número de utilizadores afetados, mas garantiu, através de um porta-voz, que não houve acesso a dados financeiros.

“Com base nas conclusões da nossa investigação até à data, as informações acedidas podem incluir detalhes da reserva e nomes, e-mails, moradas, números de telefone associados à reserva e qualquer outra informação que possa ter partilhado com o alojamento”, pode ler-se num e-mail enviado pela plataforma aos clientes afetados, citado pelo The Guardian.

“Ao descobrirmos a atividade, tomámos medidas para conter o problema“, afirmou o Booking.com.  “Procedemos à atualização dos códigos PIN das reservas afetadas e notificámos os respetivos hóspedes”.

Esta não é a primeira vez que a plataforma digital de reservas de alojamento enfrenta um ciberataque. De acordo com o jornal britânico, o Booking.com tem registado um aumento de fraudes online. Sob o pretexto de pré-autorização ou verificação de reservas, são solicitados dados de pagamento que acabam por ser utilizados para cobranças indevidas de valores elevados.

Em 2018, através de esquemas de phishing, os hackers conseguiram obter credenciais de acesso de funcionários de hotéis nos Emirados Árabes Unidos. Posteriormente, usaram essas informações para aceder aos dados de reserva de mais de 4 mil utilizadores da plataforma. Esta reportou o crime a uma autoridade de proteção de dados holandesa apenas 22 dias depois, o que resultou numa multa de 475 mil euros.

Entretanto, no ano passado, a empresa enfrentou uma ação coletiva europeia movida por hotéis de vários países, incluindo Portugal, devido a práticas consideradas abusivas e anticoncorrenciais.

O Booking.com pertence a uma empresa norte-americana, a Booking Holdings, avaliada em 137 mil milhões de dólares (aproximadamente 116 mil milhões de euros), segundo o The Guardian. A entidade detém ainda plataformas digitais como a OpenTable, a Agoda e o Kayak.

[Depois de assassinar Carlos Castro, Renato Seabra vai passar 95 dias numa ala psiquiátrica. É lá que diz ter agido como um instrumento de Deus e ser “Jesus Cristo”. “Os ficheiros do caso Carlos Castro”, o novo Podcast Plus do Observador, conta os bastidores nunca revelados da investigação a um crime brutal. Uma série em seis episódios, narrada pela atriz Joana Santos, com banda sonora original de Júlio Resende. Pode ouvir aqui o segundo episódio, no site do Observador, e também na Apple Podcasts, no Spotify e no Youtube Music. E pode ouvir aqui o primeiro episódio]