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Três navios foram atacados na manhã desta quarta-feira no Estreito de Ormuz, revelaram a agência de operações de comércio marítimo do Reino Unido (UKMTO, na sigla em inglês) e fontes de segurança marítima. A Guarda Revolucionária do Irão revelou, entretanto, que apreendeu duas dessas embarcações.

O primeiro ataque foi divulgado no X por volta das 5h pela UKMTO, que indicava que o comandante da embarcação relatou que foram abordados por um barco da Guarda Revolucionária do Irão (IRGC). Os elementos a bordo dispararam contra o porta-contentores, “o que provocou danos significativos na ponte [de comando]”.

O incidente aconteceu a 15 milhas náuticas a nordeste de Omã. A agência britânica acrescentou que não tinha registo de feridos. O navio é identificado pela imprensa britânica como sendo o Epaminondas, propriedade de uma empresa grega.

O segundo ataque foi também relatado pela UKMTO, cerca de três horas depois do primeiro. A agência marítima britânica indica que um cargueiro foi atingido a oito milhas náuticas a oeste do Irão. “O comandante de um navio cargueiro relatou que foi alvo de disparos e que agora está parado na água”, lê-se na publicação.

A imprensa britânica refere que esta embarcação se chama Euphoria e pertence a uma empresa dos Emirados Árabes Unidos. Não terá ficado danificada no ataque, disse a UKMTO, que acrescentou que não há registo de feridos.

O terceiro ataque foi o único sobre o qual a UKMTO não se pronunciou, mas foi confirmado à Reuters por fontes de segurança marítimas e à BBC Verify pela empresa marítima Vanguard. O navio MSC Francesca, de bandeira do Panamá, foi atingido a seis milhas náuticas da costa do Irão, quando navega rumo ao Golfo de Omã. A embarcação sofreu danos no casco e na zona dos alojamentos.

Horas depois dos ataques a Guarda Revolucionária revelou que apreendeu dois dos navios: o MSC Francesca e o Epaminondas. Alegou, segundo a CNN, que estavam a “operar sem as autorizações necessárias, a violar repetidamente as regulações e a manipular os sistemas de navegação, pondo assim em risco a segurança marítima ao tentar sair clandestinamente do Estreito de Ormuz”. As embarcações foram transportadas para águas iranianas.