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Setenta e seis organizações juvenis de esquerda subscreveram uma carta aberta, esta quinta-feira divulgada, exigindo a retirada de uma lei israelita que torna a pena de morte a sentença a aplicar aos presos palestinianos.
A iniciativa, promovida pela Juventude Comunista Portuguesa (JCP), surge em reação à aprovação pelo parlamento israelita, a 30 de março, da nova lei, que tem como destinatários “os presos palestinianos que tenham exercido o legítimo direito à resistência face à violenta e ilegal ocupação, colonização e opressão imposta por Israel”.
Num comunicado, a JCP sublinhou que os signatários consideram que esta “iníqua e inaceitável lei de execução dos prisioneiros palestinianos” constitui “um novo e grave passo na política genocida de Israel contra o povo e a juventude palestinianos”, pelo que exigem às autoridades israelitas a sua retirada.
“Trata-se de uma lei que se aplica apenas a palestinianos, excluindo, por isso, os israelitas, nomeadamente os militares e os colonos israelitas que assassinam palestinianos”, indicou a carta, intitulada “A Juventude do Mundo Está com o Povo Palestiniano” e “subscrita por 76 organizações comunistas, progressistas e anti-imperialistas de todo o mundo”.
“Trata-se de uma lei seletiva e racista que aprofunda um regime de facto de ‘apartheid’ sionista. Uma lei que pretende dar suporte e reforçar a brutal agressão perpetrada por Israel contra o povo palestiniano, visando a ocupação e a colonização de todo o território da Palestina”, argumentaram os signatários.
Nos termos do texto, “o genocídio em curso na Faixa de Gaza, a ocupação da Cisjordânia e de Jerusalém Leste, a perseguição, prisão e assassínio de milhares de palestinianos, constitui o maior crime do nosso tempo cometido contra um povo inteiro”.
“Israel, com os seus aliados e cúmplices, em particular os Estados Unidos da América, a NATO e a União Europeia, são os principais responsáveis pela desestabilização do Médio oriente, tendo atacado países, como o Iraque, o Líbano, a Síria, ou o Irão, e constituindo a maior ameaça para a Paz e a Humanidade”, vincaram.
“Solidarizamo-nos com a luta do povo palestiniano, pelo seu direito à resistência contra a brutal e ilegal ocupação, colonização e opressão por Israel, pelo fim do genocídio, pela libertação dos prisioneiros palestinianos, pela concretização do Estado da Palestina e do direito ao retorno dos refugiados palestinianos, como determina o direito internacional”, defenderam os organismos signatários.
Assinaram esta carta aberta movimentos de países como África do Sul, Alemanha, Argentina, Austrália, Áustria, Bangladesh, Brasil, Bulgária, Canadá, Chile, Chipre, Colômbia, Coreia do Sul, Croácia, Equador, Espanha, Estados Unidos, Geórgia, Grécia, Guiné-Bissau, Índia, Indonésia, Iraque, Irlanda, Itália, Japão e Jordânia.
Também subscreveram o documento Mauritânia, Marrocos, México, Namíbia, Nepal, Nigéria, Países Baixos, Panamá, Paquistão, Peru, Portugal (JCP), Quénia, Reino Unido, República Checa, Roménia, Rússia, Sérvia, Sri Lanka, Suíça, Tunísia, Turquia, Uruguai e Venezuela.
Israel está representado pela Liga da Juventude Comunista de Israel e a Palestina, por três organizações: a União da Juventude Democrática Palestiniana, a Frente Democrática para a Libertação da Palestina e a Juventude do Partido do Povo Palestiniano.
A elas se juntaram igualmente as juventudes de regiões como a Catalunha e a Galiza e também do Saara Ocidental, e a carta aberta “continua disponível para novas subscrições”, indicou a JCP.
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