A bielorrussa Aryna Sabalenka, líder do ranking mundial, admitiu esta terça-feira que os tenistas podem vir a organizar um boicote aos Grand Slam, caso não recebam uma maior fatia dos lucros.

“Sem nós não haveria torneio e não havia entretenimento. Eu sinto que, definitivamente, merecíamos receber uma maior percentagem. Penso que, em algum momento, vamos fazer um boicote. Sinto que esse será a única forma de lutarmos pelos nossos direitos”, assumiu, em declarações antes do Masters 1.000 de Roma.

Na segunda-feira, vários tenistas, entre os quais Sabalenka e o italiano Jannik Sinner, assinaram um comunicado a demonstrar “profundo desapontamento” pelos prémios monetários de Roland Garros, segundo Grand Slam da temporada.

Em abril, os organizadores do torneio parisiense anunciaram um aumento de cerca de 5,3 milhões de euros nos prémios monetários para a edição de 2026, um aumento de 10% em relação a 2025, com um total de 61,7 milhões de euros.

Contudo, os tenistas falam numa “história diferente” e consideram que recebem uma fatia menor das receitas de Roland Garros, que desceu de 15,5% em 2024 para uns projetado 14,9% em 2026.

A polaca Iga Swiatek, quatro vezes campeã do ‘major’ parisiense, considerou que “a coisa mais importante é ter uma comunicação adequada e poder negociar com os organizadores“.

“Esperamos que antes de Roland Garros possa haver a oportunidade de ter este tipo de encontros e vamos ver como correm. Mas boicotar o torneio parece-me uma situação um pouco extrema”, referiu.

Roland Garros disputa-se de 24 de maio a 7 de junho.

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