O lucro da Jerónimo Martins caiu 6,8% no primeiro trimestre, face ao mesmo período de 2025, para 119 milhões de euros, anunciou a empresa esta quarta-feira.
Em comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), a dona da cadeia de supermercados Pingo Doce e da polaca Biedronka justifica o resultado com “os efeitos, no trimestre, dos juros e das diferenças cambiais apurados com a capitalização das rendas, de acordo com a IFRS16”.
As vendas cresceram 6,3% para €8,9 mil milhões de euros, “contando também com a antecipação, em relação a 2025, da época de Páscoa que, em 2026, foi no início de abril, beneficiando, por isso e em certa medida, as vendas de março”.
O EBITDA aumentou 8,4%, com a margem a cifrar-se em 6,4%, 13 pontos acima do primeiro trimestre de 2025.
A empresa admite que “os acontecimentos geopolíticos registados no primeiro trimestre do ano agravaram os níveis de incerteza enfrentados pelas empresas e pelos consumidores”, mas acrescenta que “neste cenário, e perante a já evidente subida dos custos – em particular dos combustíveis -, os consumidores mantiveram-se prudentes relativamente ao consumo alimentar, continuando a privilegiar preços baixos e promoções”.
A Assembleia Geral de Acionistas da Jerónimo Martins aprovou, a 23 de abril, a proposta do Conselho de Administração para distribuir um dividendo de 0,65 euros por ação (valor bruto), num total de 408,5 milhões de euros a pagar no dia 12 de maio.
Os acionistas “aprovaram ainda a afetação de 40 milhões de euros dos resultados de 2025 à Fundação Jerónimo Martins, que impactará a demonstração dos resultados” no segundo trimestre.