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O Presidente francês, Emmanuel Macron, condenou esta quarta-feira os ataques contra infraestruturas civis nos Emirados Árabes Unidos e contra navios no golfo Pérsico, anunciando ainda o reforço da presença naval francesa no estreito de Ormuz.
Macron transmitiu essas posições durante uma conversa telefónica com o Presidente iraniano, Massud Pezeshkian, indicou a Presidência francesa.
O chefe de Estado francês denunciou “os ataques injustificados contra infraestruturas civis” nos Emirados Árabes Unidos e “contra vários navios”, numa referência aos incidentes registados nas últimas semanas no golfo e no estreito de Ormuz.
Durante a conversa, Macron sublinhou igualmente “a utilidade” da missão multinacional preparada pela França e pelo Reino Unido para garantir a segurança da navegação naquela rota estratégica.
“Convidei o Presidente iraniano a aproveitar esta oportunidade e pretendo discutir este assunto com o Presidente [dos Estados Unidos, Donald] Trump”, escreveu Macron nas redes sociais.
Je viens de m’entretenir avec le Président iranien Massoud Pezeshkian.
J’ai marqué ma vive préoccupation sur l'escalade en cours, et condamné les frappes injustifiées contre les infrastructures civiles émiriennes et plusieurs navires.
Toutes les parties doivent lever le blocus…
— Emmanuel Macron (@EmmanuelMacron) May 6, 2026
Entretanto, o Ministério das Forças Armadas francês confirmou já que o porta-aviões “Charles de Gaulle” atravessou o canal do Suez rumo ao sul do mar Vermelho.
O “Charles de Gaulle” transporta cerca de 20 caças Rafale e é acompanhado por várias fragatas.
Inicialmente destacado para o Atlântico norte, o grupo naval foi redirecionado em março para o Mediterrâneo oriental devido ao agravamento das tensões entre Israel, Irão e Estados Unidos.
O Ministério das Forças Armadas francês indicou que a presença do porta-aviões vai permitir avaliar o ambiente operacional regional e acelerar o eventual lançamento da missão multinacional de segurança marítima.
Para Paris, o destacamento do navio pretende demonstrar que a coligação liderada pela França e pelo Reino Unido está preparada para garantir a segurança do estreito de Ormuz, bloqueado pelo Irão desde o início do conflito regional em 28 de fevereiro.
A Presidência francesa indicou que mais de 40 países participam nos trabalhos de planeamento da missão, coordenados em Londres.
A França defendeu que a questão da reabertura do estreito de Ormuz deve ser tratada separadamente das negociações entre Washington e Teerão sobre o conflito regional.
Segundo responsáveis franceses, Paris propôs ao Irão a possibilidade de voltar a utilizar livremente o estreito para exportação de petróleo, caso Teerão aceite participar em negociações substanciais com os Estados Unidos.
Ao mesmo tempo, França pediu a Washington que suspenda o bloqueio aos portos iranianos e facilite um ambiente favorável às negociações.
O bloqueio iraniano do estreito de Ormuz mantém-se apesar do cessar-fogo que entrou em vigor a 8 de abril.