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Fonte: Tribunal Superior Eleitoral (TSE)

Antigo deputado Wilmer Azuaje regressa à Venezuela após sete anos de exílio

Dirigente da oposição, expulso em 2008 depois de denunciar abusos de poder e corrupção do então presidente Hugo Chávez, foi recebido no aeroporto por dezenas de pessoas a gritar "Liberdade!".

epaselect epa13006059 A person waves a Venezuelan flag at a demonstration in Maracaibo, Venezuela, 30 May 2026. More than a thousand Venezuelans, along with several of the country’s leading opposition figures, gathered in Maracaibo, the capital of Zulia state to demand the holding of presidential elections and the release of all political prisoners.  EPA/Henry Chirinos
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▲Vários membros da oposição regressaram à Venezuela nas últimas semanas, no âmbito da nova fase política

Henry Chirinos/EPA

▲Vários membros da oposição regressaram à Venezuela nas últimas semanas, no âmbito da nova fase política

Henry Chirinos/EPA

O antigo deputado Wilmer Azuaje, que esteve detido em várias ocasiões na Venezuela e alega ter sido torturado, regressou ao país, após sete anos de exílio.

O dirigente da oposição, expulso do Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV, no poder) em 2008 depois de ter denunciado alegados abusos de poder e corrupção da família do então presidente Hugo Chávez (1954-2013), foi recebido no Aeroporto Internacional Simón Bolívar, em Maiquetía, perto de Caracas, por dezenas de pessoas que cantaram o hino venezuelano e gritaram repetidamente “Liberdade!”.

Azuaje chegou acompanhado pelo antigo deputado e membro do partido de oposição Primero Justicia (PJ), Julio Montoya, com quem segurava uma bandeira venezuelana, segundo um vídeo publicado na rede social Instagram. Azuaje escreveu que espera que em breve possam “acolher da mesma forma todos aqueles que anseiam regressar” ao país. “Continuemos a trabalhar juntos por uma Venezuela de amor, paz, liberdade e reconciliação“, disse.

O dirigente da oposição manifestou ainda apoio à vencedora do Prémio Nobel da Paz, María Corina Machado, como líder do processo de transição.

Azuaje e Montoya viajaram da República Dominicana.

Vários membros da oposição regressaram à Venezuela nas últimas semanas, no âmbito da nova fase política anunciada pelo Governo da presidente interina, Delcy Rodríguez, após a captura de Nicolás Maduro em janeiro, em Caracas, pelos Estados Unidos.

O ativista Marcos Velazco, membro do partido Vento Venezuela (VV) — liderado por Corina Machado — anunciou no sábado o regresso, depois de mais de um ano no exílio.

Na quinta-feira, o político Roberto Marrero, antigo chefe de gabinete do líder da oposição Juan Guaidó, e o antigo deputado José Guerra anunciaram também o regresso.

Regressaram ainda Lester Toledo, que se encontrava em Espanha, e Yon Goicoechea, membros do Voluntad Popular (VP), partido fundado por Leopoldo López, bem como o antigo autarca Carlos Ocariz.

Na quarta-feira, foi noticiado o regresso da ativista hispano-venezuelana Rocío San Miguel, que ainda enfrenta um processo judicial.

Corina Machado e Edmundo González Urrutia exigiram na quinta-feira a libertação integral dos presos políticos e garantias para o regresso em segurança dos exilados, bem como a “normalização do espaço cívico e político, incluindo o desmantelamento do aparelho repressivo e dos grupos armados, ilegais ou terroristas”.

Na sexta-feira, Delcy Rodríguez apelou ao regresso dos emigrantes venezuelanos no estrangeiro, referindo que “é tempo de regressarem à pátria” para que possam ser reconhecidos.

Há anos que a Venezuela mantém o programa “Regresso à Pátria”, através do qual milhares de pessoas regressaram, muitas delas depois de terem sido deportadas dos Estados Unidos para países terceiros.

Quase 7,9 milhões de pessoas abandonaram a Venezuela em busca de proteção e de uma vida melhor, segundo dados do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR), a maioria delas — 6,7 milhões — foram acolhidas por outros países da América Latina e Caraíbas.

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