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O Chega vai propor no Parlamento que um trabalhador possa reformar-se quando atingir 40 anos de descontos ou 65 de idade e quer colocar um teto máximo para as pensões mais altas de 4.500 euros. O anúncio foi feito pelo líder do Chega em conferência de imprensa na sede do partido, em Lisboa.
André Ventura disse que o partido quer “garantir que quem tenha 40 anos de descontos possa reformar-se, independentemente da idade”, e descer a idade da reforma para os 65 anos, como tem vindo a defender nas últimas semanas. O Chega vai propor também que as “reformas milionárias sejam limitadas a 4.500 euros mensais” e que na administração pública ninguém receba um salário superior ao do primeiro-ministro.
Em entrevista à CNN, André Ventura apresenta um custo para a medida. “Estamos a falar de 1,8 mil milhões de euros” de gastos a mais para o Estado, afirmando ser o equivalente a “dois anos de desperdício na saúde”. Questionado se a ministra do Trabalho, Maria do Rosário Palma Ramalho, enganou-se ao avançar um custo de 2,5 mil milhões de euros para a medida, André Ventura afirma: “Tanto que se enganou como não conseguiu demonstrá-lo com alguma clareza”.
O líder do Chega justifica que o valor poderá sair dos valores pagos pelos imigrantes à Segurança Social. “Temos um excedente na segurança social, que dizem que os imigrantes trazem, de 4 mil milhões de euros”, afirma André Ventura. “Não me parece muito se os imigrantes que chegam a Portugal, para além de todos os benefícios que têm na saúde, na habitação e no acesso a subsídios, puderem dar uma parte deste contributo para quem já cá está e começou a trabalhar mais cedo no país, possa ter uma reforma”, sugerindo que metade, “ou menos da metade”, seja destinada a pagar o custo extra das reformas antecipadas, e “para que os portugueses tenham uma idade de reforma mais digna”.
Ventura reclama “grande vitória” na revisão constitucional e acredita na conclusão do processo
O Chega reclamou esta terça-feira uma “grande vitória” na revisão constitucional e considerou haver condições para alterar a Lei Fundamental, após o acordo com o PSD que estima a conclusão do processo até ao final da próxima sessão legislativa.
“O PSD pretendia evitar discutir isto só no final da legislatura e não agora. Portanto, eu diria que foi uma grande vitória que o Chega conseguiu, pois conseguiu uma coisa decisiva, que o PSD vai mesmo participar neste processo de revisão constitucional”, afirmou o presidente do Chega, em declarações aos jornalistas na sede do partido, em Lisboa.
André Ventura afirmou também que há condições para haver efetivamente uma revisão constitucional, “porque entre o Chega e o PSD está praticamente uma maioria de dois terços” e a IL “também já manifestou concordância em vários setores, em várias áreas”.
PSD e Chega apresentaram um requerimento conjunto para suspender o prazo de entrega de projetos de revisão constitucional até 30 de dezembro e manifestaram vontade de concluir esse processo até ao final da próxima sessão legislativa.