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Mundial 2026. Craig Gordon, o jogador mais velho do Mundial, arriscou morrer para conseguir jogar

O jogador mais velho deste Mundial, Craig Gordon, recuperou recentemente de uma lesão grave no pescoço. Para participar na competição, teve de se submeter a um tratamento que podia ter sido fatal.

Craig Gordon
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O jogo frente à Dinamarca, que garantiu à Escócia o regresso ao Mundial, continua a ser recordado com carinho pelo guarda-redes

Instagram de Craig Gordon

O jogo frente à Dinamarca, que garantiu à Escócia o regresso ao Mundial, continua a ser recordado com carinho pelo guarda-redes

Instagram de Craig Gordon

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Craig Gordon, guarda-redes escocês, já teve várias lesões no tornozelo, nos braços, nas pernas e no ombro ao longo da sua carreira. Em março, devido a uma lesão no pescoço, Gordon viajou para Londres para ver um médico chamado Usamah Jannoun, especialista em coluna vertebral, mas o prognóstico do tratamento não foi muito positivo.

Podes ficar paralisado, podes morrer“, alertou o médico, citado pelo The Scottish Sun. Ainda assim, para Gordon, o possível tratamento não afetava só o futebol — podia também influenciar a sua vida a longo prazo. “Preciso de estar em condições para brincar com os meus filhos, para garantir que eles crescem com um pai que possa ser ativo e fazer as coisas que eles querem fazer”, referiu.

O pior cenário não se concretizou. O tratamento correu bem e o guarda-redes chega ao Mundial de 2026 como o jogador mais velho da competição. No entanto, com todos os problemas de saúde que ele teve, perdeu cerca de 1.975 dias de futebol, ou aproximadamente 200 jogos, relatou a BBC, que fez um documentário sobre a sua vida. Como refere o meio de comunicação britânico, entre 2012 e 2014, Gordon ficou sem jogar depois de sofrer uma tendinite patelar.

Passando por especialistas na Suécia e na Espanha, o jogador fez três cirurgias e procurou um psicólogo, já que o Sunderland, o seu clube na altura, achava que a dor dele era apenas psicológica. Mas como se veio a confirmar, era algo bastante real — tanto que um cirurgião o aconselhou a reformar-se.

Porém, o guarda-redes não desistiu: “Definitivamente, houve momentos em que chorei por causa das lesões. Só que provavelmente não mostro isso aos outros“. O jogo frente à Dinamarca, em novembro, que garantiu à Escócia o regresso ao Mundial 28 anos depois, continua a ser recordado com carinho pelo jogador.

“Fiquei emocionado”, disse Gordon à BBC. “Chorei no meu quarto por causa disso, por causa do quanto aquilo significou para todos”, afirmou. Como estava concentrado em ganhar, Craig nem reagiu ao golo de Scott McTominay, apesar de ser “um dos melhores” que já viu. O golo, publicado na página de Facebook da equipa, gerou uma reação entusiástica dos adeptos.

O guarda-redes esteve perto de não jogar esta época. “Estava a considerar ir embora no final da temporada passada”, relatou. Gordon pensava que já tinha deixado escapar a oportunidade de jogar num Mundial, como revelou numa publicação no Instagram, mas isso não aconteceu.

Steve Clarke, o treinador da seleção, terá agora de decidir se escolhe Gordon ou Gunn para jogar como titular contra o Haiti no domingo. “É sempre difícil quando tens guarda-redes que não estão a jogar regularmente, mas desde que eles se esforcem nos treinos, sentes que estão prontos para jogar”, afirmou, citado pela Marca. Clarke acrescentou ainda que Craig “mostrou uma resiliência tremenda para estar na seleção”.

Até agora, o recorde do jogador mais velho na competição continua a pertencer ao egípcio Essam El-Hadary, que participou com 45 anos e 161 dias.

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