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Irão: Carneiro satisfeito com acordo de paz entre os EUA e o Irão e espera que seja duradouro

José Luís Carneiro referiu que para o PS "esta era uma guerra errada, desde a primeira hora, e por isso ilegítima, porque à margem do direito internacional e à margem da Carta das Nações Unidas".

José Luis Carneiro
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▲"Aquilo que eu desejo é que o acordo seja duradouro e seja estável e garanta condições de paz no Médio Oriente", sustenta

RUI MINDERICO/LUSA

▲"Aquilo que eu desejo é que o acordo seja duradouro e seja estável e garanta condições de paz no Médio Oriente", sustenta

RUI MINDERICO/LUSA

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O secretário-geral do PS mostrou-se esta segunda-feira satisfeito com o anúncio do acordo de paz entre os Estados Unidos e o Irão, mas disse esperar que seja duradouro, para ter condições para produzir os seus efeitos e resultados.

José Luís Carneiro, que falava à margem de uma visita aos estaleiros da West Sea, em Viana do Castelo, referiu que para o PS “esta era uma guerra errada, desde a primeira hora, e por isso ilegítima, porque à margem do direito internacional e à margem da Carta das Nações Unidas”.

“Agora, tendo em consideração que ela existiu, provocou imensos danos na vida das pessoas, é importante que se tenha chegado a um acordo e aquilo que eu desejo é que o acordo seja duradouro e seja estável e garanta condições de paz no Médio Oriente, porque é uma região cujas populações bem precisam de um período longo de paz para reconstituírem as suas vidas e reconstituírem as suas instituições”, sustentou.

No domingo, o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou ter chegado a um acordo com o Irão para reabrir o estreito de Ormuz, cujo encerramento provocou graves perturbações, uma vez que cerca de 20% do petróleo mundial transita por essa via.

Em troca da reabertura, os Estados Unidos levantarão o bloqueio marítimo imposto à entrada e saída de navios nos portos iranianos, segundo disse Trump na rede social Truth Social.

Com este acordo, será posto fim à guerra iniciada a 28 de fevereiro, na sequência da ofensiva lançada pelos Estados Unidos e por Israel contra o Irão.

Embora ainda existam questões técnicas relativas ao programa nuclear iraniano, as delegações vão realizar reuniões preparatórias durante a semana, antes da assinatura oficial prevista para sexta-feira, 19 de junho, na Suíça.

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