A Igreja Católica portuguesa reafirmou esta quarta-feira “tolerância zero” aos abusos sexuais e admitiu que está a estudar o modo de enquadramento das estruturas diocesanas e nacionais que lidam com o fenómeno.

A tolerância zero, a escuta das vítimas, a prevenção dos abusos, a formação e a promoção de ambientes seguros continuam a fazer parte das prioridades e do compromisso assumido pela Igreja em Portugal”, refere a direção da Conferência Episcopal Portuguesa, que esteve reunida esta quarta-feira em Fátima em Assembleia Plenária extraordinária.

“No seguimento do trabalho desenvolvido nos últimos anos pela Igreja Católica em Portugal na área da Proteção de Menores e Adultos Vulneráveis”, a assembleia “analisou uma proposta relativa ao futuro enquadramento das estruturas diocesanas e nacionais que atuam no acolhimento, acompanhamento, formação e prevenção” destes casos, refere o comunicado, sem adiantar pormenores.

“Tendo em conta que vamos entrar numa nova fase, o diálogo e o processo de aprofundamento desta matéria prosseguirão com as estruturas atualmente em funcionamento, tendo em vista a definição da forma mais adequada de continuar esta missão”, referem os bispos, que também homologaram a composição das Comissões Episcopais e da Comissão Mista para o triénio 2026-2029.

Na nota divulgada, os bispos católicos portugueses manifestaram o seu “profundo pesar” com a notícia do homicídio de Osório Citora Afonso, bispo de Quelimane (Moçambique).

“Neste momento de dor e luto, os bispos portugueses confiam o seu eterno descanso à misericórdia de Deus e expressam a sua proximidade fraterna à Igreja em Moçambique, à Diocese de Quelimane, aos seus familiares, amigos e a todos os fiéis que com ele partilharam o caminho da fé e do serviço à Igreja”, pode ler-se no comunicado.