Na noite da passada sexta-feira, em Edimburgo, as autoridades receberam vários telefonemas de cidadãos que relatavam roubos, ataques violentos, ameaças e até episódios de vandalismo. Nessa mesma noite, pelo menos cinco homens (entre os 22 e os 39 anos) ficaram feridos, avança o jornal escocês The Herald, acrescentando que a polícia de combate ao terrorismo está agora a investigar a vaga de violência.

Num comunicado enviado às redações este sábado, a polícia escocesa informou que a primeira chamada foi registada por volta das 20h50, na área de Sighthill, havendo dois feridos. Esses dois homens foram depois transportados para o hospital Royal Infirmary de Edimburgo.

Durante a noite registaram-se mais chamadas alusivas a atos de violência nas zonas norte e oeste da cidade, havendo a registar mais três feridos, detalha ainda o comunicado citado pelo jornal escocês, que adianta ainda que nenhum dos feridos ficou em estado grave.

Menos de uma hora depois da primeira chamada, por volta das 21h30, as autoridades depararam-se com um homem com uma arma na mão, em concreto um taser, e após o confrontarem acabaram por o deter. Está agora sob custódia. Trata-se de um homem branco, escocês, com 36 anos — a única detenção até ao momento.

“O policiamento local continuará em toda a área e as nossas comunidades verão uma presença policial mais visível nos próximos dias”, garantiu a polícia da Escócia, que confirmou ainda que a unidade contraterrorismo está a investigar os crimes da passada sexta-feira.

Segundo a Associação Escocesa de Mesquitas, citada pelo Herald, os incidentes tiveram como alvo homens muçulmanos e membros de comunidades de minorias étnicas.

“Este foi um ataque chocante e os meus pensamentos estão com aqueles que ficaram feridos. Quero enviar uma mensagem clara de apoio a todas as nossas comunidades, não há lugar para racismo ou ódio baseado na fé numa Escócia que só é melhor quando estamos unidos”, disse Catriona Paton, comandante adjunta da polícia escocesa, num ponto de situação realizado esta tarde.

E acrescentou que “está em andamento um grande trabalho para esclarecer todas as circunstâncias”. “Estamos a ser apoiados pela unidade contraterrorismo e a trabalhar sob direção do Ministério Público.”