Horas antes do (provável) ‘dia D’ – de demissão – de Keir Starmer, esta segunda-feira, já Donald Trump anunciava nas redes sociais a sentença do primeiro-ministro britânico, apontando o dedo às falhas do líder trabalhista. “Keir Starmer vai demitir-se do cargo de primeiro-ministro do Reino Unido. Falhou redondamente em duas questões muito importantes: IMIGRAÇÃO E ENERGIA (ABRIREM O PETRÓLEO DO MAR DO NORTE!)”, escreveu Trump na Truth Social. Por fim, o Presidente norte-ametricano terminou afirmando: “Desejo-lhe tudo de bom!”
A contagem decrescente para o fim da era Starmer já começou em Westminster — e na imprensa britânica. Empurrado para a saída, o primeiro-ministro britânico enfrenta uma forte pressão dentro do próprio Executivo. Caso não apresentar uma data para a saída, um grupo de ministros já preparou um ultimato que poderá resultar num “cenário de demissões em massa”, em pleno Conselho de Ministros, afirmava uma fonte ao The Telegraph.
Figuras de peso do Executivo — como Yvette Cooper (Negócios Estrangeiros), Shabana Mahmood (Interior) e Ed Miliband (Energia) — decidiram quebrar o silêncio e formaram uma frente unida para exigir que Starmer marque o dia exato em que abandonará Downing Street. “Já não há ninguém com ele. Só amigos pessoais ou quem tem familiares a trabalhar no Número 10”, desabafou ao mesmo jornal um deputado trabalhista considerado leal ao primeio-ministro.
O Labour fecha fileiras em torno de uma saída pacífica de Starmer, instando o líder a não dar luta para que Andy Burnham possa assumir a liderança do partido sem sobressaltos numa transição de poder “ordeira”.
A confirmar-se, o Reino Unido prepara-se para conhecer o seu sétimo inquilino no Número 10 na última década, prolongando a instabilidade política que se instalou em Londres desde a saída da União Europeia, votada no referendo que aconteceu há 10 anos.
Por agora, o primeiro-ministro — que aproveitou o fim de semana com a família na casa de férias de Chequers para refletir — mantém oficialmente a posição de que irá lutar pela liderança do partido ainda que seja desafiado por Andy Burnham.
“Dizem que ele está genuinamente indeciso sobre se deve ceder à enorme pressão dos deputados do Labour”, escreveu o The Times que falou com fontes próximas de Starmer.
“Acabou, Keir”. Ministros preparam ultimato ao primeiro-ministro Keir Starmer para provocar demissão