Dois cidadãos britânicos, uma norte-americana, uma francesa, um belga e um espanhol estão entre as primeiras vítimas identificadas das 13 pessoas que morreram no incêndio em Los Gallardos, na Andaluzia, sul de Espanha, anunciaram esta segunda-feira as autoridades.

“As primeiras seis identificações das vítimas do incêndio em Los Gallardos foram concluídas”, afirmou, em comunicado, o organismo público responsável pela identificação dos corpos, referindo-se a “três homens e três mulheres, cinco dos quais estrangeiros”.

A par dos 13 mortos registados, há dezenas de feridos e desaparecidos.

O incêndio florestal de Los Gallardos, que deflagrou na quinta-feira passada, destruiu cerca de 7.000 hectares – o equivalente ao território do concelho de Almada – e tornou-se o fogo mais mortífero da história da Andaluzia.

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O combate ao fogo e a retirada de mais de 1.000 pessoas da zona decorreram em condições muito severas, com várias vítimas a serem apanhadas pelas chamas enquanto tentavam fugir, num cenário que foi comparado aos incêndios de 2017 em Pedrógão Grande, que provocaram 66 mortos e mais de duas centenas de feridos.

O fogo ainda está ativo, apesar de as autoridades o terem dado como controlado na madrugada desta segunda-feira, permitindo o regresso gradual da população à zona.

As investigações preliminares apontam para a queda de um cabo elétrico que abastecia infraestruturas abandonadas como o possível rastilho para o início do fogo, tendo este, depois, avançado com grande velocidade devido ao vento e às altas temperaturas.

A região foi visitada esta segunda-feira pelo primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, e pelo presidente da Andaluzia, Juan Manuel Moreno, que destacaram a colaboração entre as administrações no combate ao incêndio.

Sánchez reiterou o seu apelo a um grande pacto nacional contra a emergência climática e prometeu recursos para as vítimas do incêndio.

O pacto, acrescentou, deve servir não só para responder a emergências, mas também para as prevenir.

O número de vítimas e a devastação causados pelo incêndio já foram lamentados por vários líderes europeus, entre os quais se conta o primeiro-ministro português.

Luís Montenegro enviou uma mensagem de condolências no fim de semana, salientando que os fogos florestais são um desafio comum a Espanha e Portugal, países que se “socorrem mutuamente”.

Outros dirigentes, como a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, ou a primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, manifestaram solidariedade e enalteceram o trabalho de bombeiros e socorristas.