A Câmara do Porto está a estudar locais com “problemas específicos identificados” para avançar com a quarta fase da videovigilância, que deverá alargar a rede a mais 25 pontos, revelou esta terça-feira o presidente da autarquia.

“Nesta quarta fase, aquilo que vamos fazer não é tanto olharmos para uma área, como tem acontecido em outras fases, e cobri-la. Neste caso será mais olhar para locais específicos, para ruas em concreto, onde há problemas específicos identificados”, avançou Pedro Duarte, eleito pela coligação PSD/CDS-PP/IL, durante a sessão desta terça-feira do ciclo Conversas com o Presidente promovido pela Fundação AEP, sobre o tema “O Porto como hub económico e industrial: os desafios e as oportunidades”.

À margem do evento, o autarca explicou aos jornalistas que a polícia está a fazer o levantamento desses pontos e que, neste momento, estarão identificadas cerca de 25 localizações, “o que não quer dizer que seja o número final da quarta fase”.

Reconhecendo que “o problema da segurança continua a ser um desafio para a cidade, essencialmente associado ao problema da droga“, Pedro Duarte considerou que as câmaras podem ter um efeito dissuasor e que “há áreas da cidade que também vão precisar”.

O social-democrata disse ainda ser cedo para avançar com datas para a instalação destas câmaras.

Em março, o município lançou um concurso público de 1,4 milhões de euros para a instalação de “um conjunto mínimo de 50 câmaras” de videovigilância na freguesia de Ramalde, correspondentes à terceira fase, e que Pedro Duarte afirmou já estar numa fase avançada.

Desde junho de 2023 que na baixa do Porto estão a operar 79 câmaras de videovigilância e desde o final de 2025 que estão a operar mais 117 na zona da Asprela, Campanhã, Estádio do Dragão, Pasteleira e Diogo Botelho.