Quatro em cada dez jovens portugueses recorrem a um segundo emprego ou a um projeto profissional paralelo ao emprego principal para poderem pagar as contas ao final do mês, de acordo com o estudo “Os Jovens e o Consumo”, do Observador Cetelem (centro de estudos do BNP Paribas), citado esta terça-feira pelo Diário de Notícias.
Os jovens entre os 18 e os 34 anos têm, em Portugal, um rendimento médio mensal de 1.489 euros, considerado insuficiente para responder às despesas quotidianas, pelo que 40% dos jovens do país recorrem a fontes de rendimento adicionais — e um terço admite ponderar fazê-lo no futuro.
O recurso a um segundo emprego ou projeto paralelo é menos prevalente entre os mais velhos: só 27% dos inquiridos com mais de 35 anos dizem recorrer a fontes de rendimento adicionais.
A habitação é o elemento que mais pesa nas contas dos jovens portugueses, diz ainda o estudo: 37% têm casa própria (dos quais 23% estão a pagar crédito à habitação), 26% vivem em casa arrendada e 30% vivem com familiares. No universo dos que pagam renda ou prestação, quase um terço dos jovens gastam entre 31% e 50% dos seus rendimentos mensais com a casa, diz ainda o Diário de Notícias.
Mais de metade dos jovens inquiridos no estudo (que ouviu uma amostra de 1.200 pessoas) diz ter projetos por concretizar, como viagens, casas ou obras, para as quais não tem dinheiro neste momento.