A presidente da Câmara de Coimbra defendeu esta segunda-feira a atualização da taxa turística de um para dois euros e defendeu que o município tem de pensar numa forma de aplicar taxa a autocarros que chegam em excursões.
“Infelizmente, nós temos muitos turistas que têm custos para a cidade e que não pagam taxa turística. Entram os autocarros, causam o caos e, portanto, temos também de pensar nesses inconvenientes que esse tipo de turismo traz e se queremos esse tipo de turismo”, afirmou Ana Abrunhosa, eleita pela coligação Avançar Coimbra (PS/Livre/PAN).
A proposta de atualização da taxa turística (aplicada sobre as dormidas) foi aprovada com os votos a favor dos vereadores da coligação Avançar Coimbra e da ex-vereadora do Chega, Maria Lencastre, tendo merecido a abstenção de Margarida Pocinho, do Juntos Somos Coimbra. Os restantes membros da coligação encabeçada pelo PSD votaram contra.
Para Ana Abrunhosa, o município tem de pensar se “os autocarros que vêm em excursão não têm que pagar também taxa turística”.
“É sobre isso que temos de conversar e não o contrário. É sobre a congestão que esses autocarros turísticos trazem para a cidade e que não pagam”, disse, vincando que não se tem de pedir desculpa por se atualizar a taxa.
Anteriormente, na discussão da proposta, o vice-presidente, Miguel Antunes, que tem a pasta do turismo, afirmou que “ninguém gosta do aumento” e disse que preferia “também não aumentar”.
Perante essas declarações, Ana Abrunhosa quis esclarecer que não concordava com a afirmação do vice-presidente de que preferia não aumentar a taxa turística.
“Peço imensa desculpa. O turismo implica custos para a cidade e esses custos têm que ser refletidos na taxa turística. Ponto final”, vincou, salientando que a taxa turística “é para manter e para subir”.