O ex-futebolista internacional italiano Andrea Pirlo deixou de ser candidato ao cargo de selecionador de Itália, levando-o a lamentar a decisão.

“Soube ontem [domingo] à noite que já não sou candidato ao cargo de selecionador de Itália. (…) Lamento que uma decisão baseada em critérios desportivos se tenha tornado tão rapidamente numa controvérsia pública, na qual intenções e ideias que não refletem a minha personalidade acabaram por me ser atribuídas”, escreveu o antigo jogador na rede social Instagram.

Pirlo explica, nessa mensagem, que “a colaboração profissional que está no centro da recente polémica [contrato publicitário com uma empresa de apostas russa] surgiu durante o período em que trabalhei nos Emirados Árabes Unidos e é de natureza puramente comercial e desportiva. Atribuir um caráter político a esta colaboração implica que defendo opiniões que nunca expressei e que não partilho”.

De acordo com a imprensa transalpina, Pirlo, de 47 anos, deveria ser anunciado esta semana como o novo treinador da squadra azzurra – que falhou o apuramento para os Mundiais de 2018, 2022 e 2026 -, mas a sua nomeação terá gerado desconfiança.

As críticas apontam para a pouca experiência do antigo médio como treinador, com passagens, desde 2020, pela Juventus, Karagumruk, Sampdoria e Dubai United, e o contrato de publicidade que tem com uma empresa russa de apostas.

A imprensa avança que o presidente da Federação italiana, Giovanni Malagò era um dos opositores à contratação de Pirlo, ao contrário do diretor técnico, Paolo Maldini, e do seu braço direito, o também ex-futebolista Leonardo.

Itália chama por Guardiola, mas 20 milhões e uma promessa à família devem mantê-los afastados

Segundo a Gazzetta dello Sport, este confronto de ideias poderá levar à saída de Maldini e Leonardo, apenas três semanas depois de terem iniciado funções e quando em cima da mesa esteve também o nome de Pep Guardiola, que se terá mostrado indisponível.