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Teerão considera pressão dos EUA como ato de "terrorismo económico"

Teerão respondeu ao "Dia D" económico de Trump com linguagem dura. Bessent avisou aliados: quem não apoiar as sanções está "contra Washington".

epa13178256 Copies of the Iranian daily newspaper Hamshahri carrying a title that reads in Persian 'The Strait of Hormuz remains closed' on display outside a kiosk in Tehran, Iran, 19 August 2026. Iranian parliament speaker Mohammad Bagher Ghalibaf said that the Strait of Hormuz will remain closed until the United States lifts its blockade and ends sanctions.  EPA/ABEDIN TAHERKENAREH RESTRICTIONS: NO Access Israel Media/Persian Language TV Stations Outside Iran/Strictly No Access BBC Persian/VOA Persian/Manoto TV/Iran International TV. (As mandated by Iran's Directorate General for Foreign Media) --
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▲"Os seus autores e instigadores merecem ser julgados e punidos por terem cometido tais crimes hediondos", prosseguiu a diplomacia de Teerão

ABEDIN TAHERKENAREH/EPA

▲"Os seus autores e instigadores merecem ser julgados e punidos por terem cometido tais crimes hediondos", prosseguiu a diplomacia de Teerão

ABEDIN TAHERKENAREH/EPA

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O Ministério dos Negócios Estrangeiros iraniano considerou esta quinta-feira que as sanções e a “guerra económica” anunciadas pelo Presidente norte-americano, Donald Trump, contra o Irão constituíam um caso de “terrorismo económico” e de “crimes contra a humanidade”.

“Não há dúvida de que as sanções económicas norte-americanas contra o Irão, que violam os direitos fundamentais de todos os cidadãos iranianos, constituem um caso de terrorismo económico e de crimes contra a humanidade”, declarou a diplomacia de Teerão num comunicado, divulgado pela agência iraniana IRNA.

“Os seus autores e instigadores merecem ser julgados e punidos por terem cometido tais crimes hediondos”, prosseguiu a nota.

Segundo o ministério, com base na “experiência de sete décadas de resistência abrangente contra as políticas dos Estados Unidos (EUA) de pressão, intervenção, agressão militar e terrorismo de Estado contra o Irão, a República Islâmica do Irão recorrerá a todos os meios e capacidades para repelir a agressão do inimigo israelo-americano e salvaguardar os interesses nacionais do Irão”.

“Qualquer Governo que acredite nos princípios e objetivos da Carta das Nações Unidas, incluindo o princípio do respeito pela soberania nacional dos países, não pode permanecer indiferente à persistência do flagrante desrespeito pela lei e da beligerância dos Estados Unidos em relação às normas internacionais fundamentais”, acrescentou o comunicado.

Esta reação do Ministério dos Negócios Estrangeiros da República Islâmica à guerra económica anunciada por Trump surge após o secretário do Tesouro norte-americano, Scott Bessent, ter avisado que os aliados que não apoiem a ofensiva económica contra o Irão estarão contra Washington.

EUA querem “derrubar o regime” iraniano com sanções e avisam aliados: quem não apoiar está “contra” Washington

“Isto vai funcionar no Irão e vamos derrubar este regime”, disse Scott Bessent, em entrevista à estação norte-americana CNBC, na qual se referiu à “maior operação coordenada de isolamento económico do mundo”, reforçando palavras no mesmo sentido de Trump, que na véspera anunciou “um dia D” contra a economia iraniana.

Bessent apelou também à China para que “se alinhe” caso deseje “ver o Estreito [de Ormuz] reaberto e os preços da energia a baixarem”.

Mais de um quarto do comércio do Irão em 2024 foi realizado com a China, um grande consumidor de hidrocarbonetos iranianos.

Antes das declarações de Scott Bessent, o ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano, Abbas Araghchi, já tinha criticado o plano anunciado por Washington, classificando-o como uma continuação de “políticas destinadas ao fracasso”.

“O chamado Dia D económico visa desviar a atenção da crise que os Estados Unidos enfrentam: dívida sem precedentes e custos de empréstimo crescentes”, afirmou Araghchi.

Para o ministro, “a continuidade dessas políticas [dos EUA] destinadas ao fracasso só levará a uma derrota ainda maior e à hostilidade dos iranianos”.

Na quarta-feira, na sua rede social, a Truth Social, Donald Trump anunciou “a operação económica mais devastadora já realizada contra um país”, referindo-se a uma “guerra económica sem precedentes”, sem fornecer detalhes sobre as medidas em causa.

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