O homem de 42 anos detido pela suspeita de ter ateado um incêndio florestal em Solveira, no concelho de Montalegre, ficou sujeito a apresentações semanais num posto policial, disse esta sexta-feira fonte da Polícia Judiciária (PJ).
A PJ disse na quinta-feira, em comunicado, que o homem foi detido fora de flagrante delito e é suspeito de ter ateado um incêndio ocorrido a 18 de agosto em Solveira, concelho de Montalegre, norte do distrito de Vila Real.
O suspeito foi presente esta sexta-feira a primeiro interrogatório judicial, no Tribunal de Montalegre, tendo-lhe sido aplicada a medida de coação de apresentações semanais num posto policial da sua área de residência.
A investigação, segundo a Judiciária, permitiu apurar que o incêndio terá sido iniciado mediante a utilização de chama direta, provavelmente um isqueiro.
O homem está “fortemente indiciado” da autoria de um crime de incêndio florestal que consumiu uma área de cerca de seis mil metros quadrados de vegetação herbácea e subarbustiva de silvas e, segundo acrescentou esta polícia, a “pronta intervenção dos bombeiros e de um meio aéreo” permitiu “dominar as chamas”.
“Caso atingisse maiores proporções, colocaria em perigo toda a área envolvente, constituída por povoamentos de castanheiros, carvalhos e outras espécies arbóreas e arbustivas, bem como várias habitações e armazéns agrícolas”, acrescentou a PJ.
A detenção foi feita pelo Departamento de Investigação Criminal de Vila Real da PJ, com a colaboração do Grupo de Trabalho para a Redução das Ignições do Interior Norte, e a investigação prossegue sob a direção do Ministério Público de Montalegre.