O advogado de Lindsay Clancy, a mãe acusada de matar os três filhos nos Estados Unidos, pediu a um juiz para investigar a conduta do único jurado que recusou absolver Clancy após um julgamento que, por falta de consenso entre o júri, acabou sem resultados.
Segundo a Associated Press, num requerimento que deu entrada na sexta-feira passada, o advogado de Clancy, Kevin Reddington, pediu que o tribunal questione o membro do júri Michael Desronvil por alegadamente ter usado um telemóvel durante o período de deliberações.
A defesa de Clancy coloca também em dúvida a veracidade das respostas que Desronvil deu nos questionários entregues a potenciais jurados, antes do início do julgamento, e das respostas que deu ao juiz antes do final do processo.
A agência noticia que o advogado pediu ao tribunal que obtenha um registo das chamadas e mensagens do jurado no dia em que o júri (não) deliberou — o uso do telemóvel durante o período de deliberações é proibido.
O julgamento não teve resultados precisamente porque Desronvil queria condenar Clancy, enquanto os outros onze jurados concordaram com a argumentação da defesa — que defendia que o estado raro e grave de psicose pós-parto em que a mãe estava a levou a matar os filhos, atirando-se depois da janela de sua casa e ficando paraplégica como resultado — e queriam retirar-lhe responsabilidade criminal.
As deliberações dependem de um consenso total entre os elementos do júri. Desronvil veio depois explicar publicamente a sua posição, num comunicado divulgado pelo seu advogado, Edward Paltzik, dizendo não ter “nenhumas dúvidas” sobre a decisão que tomou.
“Com base nas provas físicas, testemunhas-chave e o que a procuradoria apresentou, penso que eram provas suficientes de que [Clancy] sabia exatamente o que estava a fazer”, argumentou. Outros jurados vieram acusar Desronvil de ter sido demasiado inflexível durante o período de discussão do júri.
Ainda não se sabe o que acontecerá ao caso de Clancy e se voltará a tribunal, sendo que continua acusada de homicídio e está internada num hospital psiquiátrico.
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