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O primeiro-ministro britânico, Andy Burnham, afirmou esta quarta-feira que o Governo acredita no envolvimento do Irão na tentativa de ataque à base aérea de Fairford, no Reino Unido, no domingo. “Vamos dizer mais no devido tempo, mas podemos confirmar […] que acreditamos que o Irão desempenhou um papel”, afirmou à BBC, sem acrescentar mais detalhes.

Burnham assegurou, ainda, que tem atualizado os Estados Unidos sobre a investigação que está em curso e manifesta “confiança completa” nos serviços de segurança britânicos.

No domingo, a polícia retirou vários moradores das suas casas nas proximidades da base aérea utilizada pelos EUA e deteve cinco homens por suspeita de crimes relacionados com explosivos. O caso, considerado de “elevada gravidade”, está a ser investigado pela polícia antiterrorismo.

Cinco suspeitos detidos por crimes com explosivos perto de base aérea no Reino Unido usada pelos EUA

Questionado sobre o motivo pelo qual os suspeitos tinham sido libertados sob fiança, Burnham insistiu que os homens estão sujeitos às “condições de fiança mais rigorosas possíveis” e acrescentou que as autoridades britânicas “têm esta situação sob o controlo mais rigoroso e a supervisão mais atenta”.

Na segunda-feira, a embaixada iraniana em Londres rejeitou qualquer envolvimento, afirmando que a acusação se trata de uma “especulação infundada e de má-fé”.

Inaugurada em janeiro de 1944, a base militar de RAF Fairford situa-se na fronteira entre os condados de Gloucestershire e Wiltshire, a cerca de 160 quilómetros a oeste de Londres. O local alberga a sede da 501.ª Ala de Suporte de Combate da Força Aérea dos Estados Unidos (USAF), e serve como ponto de operações avançado para o Comando de Ataque Global da USAF.

Após o início da guerra dos Estados Unidos e de Israel contra o Irão, em 28 de fevereiro, o Governo britânico autorizou as forças armadas norte-americanas a utilizar a base para atacar instalações de mísseis iranianos. Em julho, a Guarda Revolucionária do Irão tinha avisado que qualquer base utilizada em ataques seria um alvo legítimo.