A Unidade Local de Saúde do Alto Minho (ULSAM) revelou esta quarta-feira a presença do mosquito transmissor de doenças como dengue, zika e chikungunya em três concelhos da região.

Em comunicado enviado às redações, a ULSAM não especifica os concelhos onde foi confirmada a presença do mosquito invasor Aedes albopictus, também conhecido como mosquito-tigre.

“Após a identificação inicial, a Unidade de Saúde Pública reforçou a vigilância no âmbito da Rede de Vigilância de Vetores (REVIVE) — programa nacional que monitoriza a presença e a atividade de mosquitos e carraças”, refere a ULSAM, acrescentando que, depois desse reforço, “foi confirmada a presença da espécie”.

Segundo a ULSAM, “até ao momento não foram detetados mosquitos infetados, nem registados casos de doenças transmitidas localmente“.

O Aedes albopictus é considerado uma espécie invasora e apresenta capacidade para transmitir doenças como dengue, zika e chikungunya.

No comunicado, refere-se também que a deteção do mosquito serve para acompanhar a dispersão geográfica da espécie e agir de forma preventiva.

A ULSAM revela ainda estar “em curso uma intervenção intersetorial, em estreita articulação com entidades locais, com o objetivo de prevenir e controlar a proliferação deste mosquito invasor no Alto Minho”.

A principal forma de combater o mosquito-tigre é eliminar sistematicamente os focos de água parada, onde as fêmeas depositam os ovos, sendo importante o envolvimento de todas as pessoas na implementação de medidas simples como manter limpos e sem água parada os pratos de vasos de plantas, caleiras e ralos, bebedouros e taças de animais, sendo que neste caso a água deve ser mudada diariamente, esfregando bem as paredes do recipiente.

[Annie está de volta a Havana. Apesar das relações privilegiadas com altas figuras do regime, quer viver como os cubanos, divertir-se como os cubanos e… sofrer como os cubanos. Mas continua a ser filha do diretor da PIDE. E Fernando Silva Pais e Armanda Palhota não estão dispostos a deixá-la passar tão facilmente para o lado do inimigo. Já pode ouvir o terceiro episódio de “Os Escândalos de uma Revolucionária”, o novo Podcast Plus do Observador. Está disponível no site do Observador, na Apple Podcasts, no Spotify e no YouTube.]

Manter tapados os depósitos e bidões de água e manter limpos e secos outros objetos que possam acumular água como, por exemplo, pneus, baldes e sacos plásticos.

Relativamente à proteção física (evitar picadas), a Autoridade de Saúde Pública aconselha a utilização de repelente, uso preferencial de roupas largas e claras, sobretudo nos períodos de amanhecer e entardecer, momentos de maior atividade do mosquito, e a colocação de redes mosquiteiras nas janelas para evitar a entrada do mosquito nas habitações.

A ULSAM apela à participação de todos na prevenção e controlo do Aedes albopictus.