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O PCP repudiou esta quinta-feira a visita do secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, e considerou que “não é bem-vindo a Portugal”, considerando que este encontro “expõe o vergonhoso alinhamento e subordinação do Governo PSD/CDS aos Estados Unidos da América” (EUA).
“Repudiando a visita do secretário de Estado dos EUA e rejeitando a submissão e o envolvimento de Portugal na política de confrontação, agressão e guerra do imperialismo, o PCP apela ao prosseguimento e ampliação da solidariedade com os povos que resistem às ameaças, à ingerência e à agressão do imperialismo”, pode ler-se num comunicado dos comunistas.
Para o PCP, “a visita de Marco Rubio a Portugal expõe o vergonhoso alinhamento e subordinação do Governo PSD/CDS aos EUA”, considerando que a “recente autorização da utilização da Base das Lajes como plataforma para a agressão militar ao Irão” é exemplo disso mesmo.
“E só poderá representar um ainda maior compromisso e envolvimento por parte do Governo português com os propósitos de domínio e a estratégia belicista do imperialismo norte-americano”, condena ainda.
Os comunistas consideram que “em defesa da Paz, da soberania, dos direitos, Marco Rubio não é bem-vindo a Portugal”, acusando-o de ser “um dos principais responsáveis pela criminosa política de confrontação, agressão e guerra promovida pelo imperialismo norte-americano” que acusam de “desrespeitar abertamente os princípios da Carta da ONU e do direito internacional”.
“Uma política atualmente conduzida pela Administração Trump, que visa impor a dominação dos EUA no plano mundial e que se efetiva, entre outros graves aspetos, no apoio à política de Israel de ocupação, colonização e genocídio contra o povo palestiniano e de agressão militar ao Líbano e a outros países do Médio Oriente”, exemplifica.
Para o PCP, esta política “agrava a exploração, as injustiças e desigualdades sociais”, além de atacar “liberdades e direitos democráticos” e fomentar “conceções e forças reacionárias, obscurantistas e fascizantes”.
Marco Rubio visita esta quinta-feira Portugal, tendo tido encontros com o primeiro-ministro, Luís Montenegro, e com o seu homólogo, Paulo Rangel, no final dos quais deu uma conferência de imprensa conjunta com o ministro dos Negócios Estrangeiros português.
Nessa conferência de imprensa, Marco Rubio afirmou que a utilização da Base das Lajes, nos Açores, pelas forças militares dos Estados Unidos (EUA) segue “os protocolos” e elogiou Portugal como “um grande aliado”.
O chefe da diplomacia portuguesa considerou, esta quinta-feira, que Washington é “o único interlocutor” para o conflito entre Rússia e Ucrânia, enquanto o homólogo norte-americano advertiu contra “uma guerra extremamente perigosa” que só pode acabar com um “acordo negociado”.
Cerca de 300 pessoas reuniram-se na quarta-feira em Lisboa para protestar contra a visita do secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, a Portugal, marcada para quinta-feira.
Antes de chegar a Lisboa, Marco Rubio esteve na Islândia e na Grécia. Na capital grega, Atenas, milhares de pessoas saíram na terça-feira às ruas para contestar a presença do representante norte-americano no país.
[Pela primeira vez em doze anos, Annie regressa finalmente a Lisboa. A revolução está nas ruas e Fernando Silva Pais está preso em Caxias. A filha vai fazer tudo para o tentar libertar, mas também vai aproveitar para festejar — e não só. Já pode ouvir “Uma ‘deusa’ no 25 de Abril”, o quarto episódio de “Os Escândalos de uma Revolucionária”, o novo Podcast Plus do Observador. Está disponível no site do Observador, na Apple Podcasts, no Spotify e no YouTube.]