O objetivo do piloto do avião da Flydubai que, no final de setembro, aterrou de emergência na Arábia Saudita seria despenhar o avião contra o aeroporto Ben Gurion, em Telavive, com o objetivo de matar o máximo de pessoas possível, incluindo passageiros e viajantes no aeroporto. É esta a conclusão da investigação preliminar das autoridades dos Emirados Árabes Unidos, de onde o voo descolou, citada pela CNN.

Agressões no cockpit e “heroísmo” dos passageiros: o dia em que se evitou uma “terrível tragédia” no avião da Flydubai

O voo aterrou em Tabuk, na Arábia Saudita, depois de se terem registado “altercações a bordo” — o copiloto teria tentado agredir o comandante e tomar controlo da aeronave e só a reação dos tripulantes e passageiros a bordo permitiu impedir que o Boeing 737 se despenhasse. O plano do alegado agressor, de nacionalidade omanense, seria precisamente despenhar o avião, mas apenas na chegada ao aeroporto de destino, na cidade israelita.

“[Tratou-se de] um plano premeditado com um objetivo terrorista que visava tomar controlo do avião e utilizá-lo para perpetrar um ataque suicida contra o terminal de passageiros do aeroporto Ben Gurion, [causando] o máximo possível de vítimas”, pode ler-se no comunicado da procuradoria-geral dos Emirados. As autoridades vão prosseguir com a investigação.

O ministro da Defesa de Israel classificou o incidente como uma “tentativa de ataque jihadista”, mas as autoridades israelitas também ainda estão a investigar o caso. As investigações tinham como objetivo apurar se o incidente a meio do voo Dubai-Telavive fazia parte de um ataque falhado contra Israel ou de uma tentativa de suicídio por parte do copiloto.

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