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O presidente do Chega, André Ventura, defendeu esta quarta-feira que chamar invasão à entrada de uma comitiva liderada pelas deputadas Rita Matias e Madalena Cordeiro no estúdio da Rádio Universidade de Coimbra (RUC) é “uma coisa ridícula”.

“Eu ontem vi as notícias sobre aquilo que era noticiado quase como se tivesse sido uma invasão a um órgão de comunicação social, e isso é uma coisa ridícula”, afirmou, recusando que as deputadas tenham entrado “à força” naquele órgão de comunicação social.

André Ventura falava aos jornalistas em conferência de imprensa na sede do Chega, em Lisboa, um dia depois de uma delegação do partido, liderada pelas deputadas Rita Matias e Madalena Cordeiro, ter invadido o estúdio da RUC, em protesto contra a proibição da Associação Académica de Coimbra (AAC) de entrada no edifício, por parte de elementos daquele partido, numa decisão aprovada por larga maioria em assembleia magna em fevereiro.

“Os meus deputados sabem que tudo o que defende a liberdade e o pluralismo merece o meu apoio”, indicou, quando questionado se tinha sido avisado desta iniciativa.

O líder do Chega criticou a decisão da AAC e recusou que os dirigentes do partido sejam “tratados discriminatoriamente”.

“Mas está tudo maluco, aceitamos isso normalmente em democracia?”, questionou, comparando uma proibição de acesso a certos órgãos de comunicação social à sede do Chega por “não gostar” do trabalho de alguns meios.

André Ventura considerou também que o “único mecanismo” que o partido tem para contestar são os dirigentes do Chega estarem nos locais e manifestarem que querem ser ouvidos.

“A lei é o que é. Aliás, penso que a lei também não permite que um órgão de comunicação social exclua uma pessoa do Chega de entrar nas suas instalações”, argumentou.

O líder do Chega criticou a postura da RUC, sustentando que é “uma má atitude” o “segundo maior partido do país ter de ficar à distância porque há uma deliberação da associação que não quer o partido dentro das suas instalações” e acusou a rádio de Coimbra de tratamento diferenciado “por razões ideológicas”.

Na altura, o líder do Chega foi questionado também sobre a alegada invasão ao seu gabinete na Assembleia da República, no final de julho, e disse ainda não ter prestado depoimento por escrito por ainda não ter recebido as perguntas.

Vários membros do Chega invadiram na manhã de segunda-feira o estúdio da RUC e a deputada Rita Matias foi identificada pela PSP, “enquanto responsável por uma manifestação que não cumpria os requisitos legais”.

Rita Matias foi identificada pela PSP após invasão de estúdio de rádio em Coimbra

No estúdio da RUC, que se situa no edifício da AAC, decorria um novo programa de debate político, em que participariam as várias juventudes partidárias dos partidos com assento na Assembleia da República.

O Chega também tinha sido convidado a participar no programa, mas de forma remota, face à decisão aprovada em assembleia magna em fevereiro, contou à agência Lusa Jaime Raposo Nunes, do Departamento de Informação da RUC.

O locutor disse que o líder da distrital do partido, Paulo Seco, tinha dado indicação de que o partido não estaria presente no programa, mas, na manhã de segunda-feira, o debate acabou interrompido, com a entrada de vários elementos do Chega, com Rita Matias a pegar num dos microfones do estúdio.

O Sindicato dos Jornalistas repudiou esta ação do Chega, considerando que o ato configura um crime, e espera abertura de inquérito pelo Ministério Público.

O Movimento Associativo Estudantil (MAE) endereçou hoje uma carta dirigida ao presidente do Chega a condenar a invasão, considerando que poderá tratar-se de um atentado contra a liberdade de programação e informação, consagrada na legislação portuguesa.

[Annie conhece o ministro do Interior de Cuba há muito tempo, mas a paixão que os une é relativamente recente. É justamente nessa altura que Zé Manel, como ela lhe chama, vai ser implicado num dos maiores escândalos da liderança de Fidel Castro. O “Caso Ochoa” envolve droga, fuzilamento, prisão e o narcotraficante mais conhecido do mundo: Pablo Escobar. Já pode ouvir o quinto episódio de “Os Escândalos de uma Revolucionária”, o novo Podcast Plus do Observador. Está disponível no site do Observador, na Apple Podcasts, no Spotify e no Youtube.]