Eduardo Bolsonaro, irmão do candidato presidencial derrotado este domingo, Flávio Bolsonaro, criticou a vitória de Lula da Silva e pediu “pressão internacional” para anular o resultado das eleições.
“Sem dúvida, como disse Flávio, precisamos de anular esta eleição. Foi claramente fraudulenta. Mas precisamos de pressão internacional. Precisamos que partilhem este vídeo. Certifiquem-se de que todos estejam alinhados e não permitam que algo assim seja acatado”, defendeu num vídeo publicado nas redes sociais em inglês.
Bolsonaro afirma que é “estatisticamente impossível” o aumento de cerca de dez milhões de votos em Lula da primeira para a segunda volta, apresentando como exemplo o total de votos dos candidatos derrotados da primeira, que corresponde a cerca de nove milhões. No entanto, não refere a diminuição da abstenção. Na segunda volta, votaram cerca de três milhões de eleitores a mais do que na primeira.
De seguida, critica a extensão do horário de votação — apesar de também ter sido requerida pela candidatura de Bolsonaro, mas ao Tribunal Superior Eleitoral —, decretada pelo juiz do Supremo Tribunal Federal, Cristiano Zanin. Eduardo Bolsonaro afirma que a decisão beneficiou Lula da Silva, lembrando que foi advogado do candidato apoiado pelo Partido dos Trabalhadores (PT).
No entanto, foram registados apenas 35.521 votos durante essas duas horas, enquanto a diferença de votos entre o atual Presidente e Bolsonaro ter sido de mais de quatro milhões, de acordo com o levantamento do portal G1, da Globo, com base em dados do Tribunal Superior Eleitoral.
WE WILL NEVER GIVE UP THE FIGHT
This is what happened in Brazil’s election – and this is just the beginning.
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— Eduardo Bolsonaro???????? (@BolsonaroSP) October 26, 2026
Após o anúncio oficial da vitória de Lula da Silva, Flávio Bolsonaro criticou o ato eleitoral e pediu a anulação do resultado, afirmando que as “regras do jogo” foram alteradas “a meio do jogo pelos amigos de Lula do Supremo Tribunal Federal”.
“É inexplicável o que aconteceu, inclusive nas palavras de algum ministro [juiz] aí que a própria imprensa publicou, as eleições deveriam ter sido anuladas nas condições que as coisas aconteceram”, sublinhou.
[Em dezembro de 2009, uma mulher é encontrada assassinada a tiro no estado do Rio de Janeiro. A polícia brasileira há-de confirmar que o corpo é de Rosalina Ribeiro, a herdeira de um milionário português, que tinha sido dada como desaparecida. A última pessoa conhecida a vê-la com vida tinha sido o advogado português dela, o ex-deputado e antigo líder parlamentar do PSD Domingos Duarte Lima. Já pode ouvir, em antestreia, o primeiro episódio de “As Sombras de Duarte Lima”, o novo Podcast Plus do Observador. Está disponível no site do Observador, na Apple Podcasts, no Spotify e no Youtube.]