Os dois homens detidos em Vila Nova de Gaia por furto, extorsão, falsificação de documentos e fraude fiscal, no âmbito de uma investigação por tráfico e viciação de automóveis, ficaram esta sexta-feira em liberdade, mas proibidos de saírem do país.
Os arguidos foram presentes a primeiro interrogatório perante um juiz de instrução criminal, que aplicou a ambos as medidas de coação de prestação de uma caução de 50 mil euros, cada um, ficando também proibidos de viajarem para fora do país e de contactarem entre si e com os demais intervenientes no processo.
Fonte judicial acrescentou à agência Lusa que um dos arguidos ficou igualmente sujeito a apresentações diárias às autoridades e outro terá de se apresentar às autoridades três vezes por semana.
Em comunicado divulgado na quarta-feira, a Polícia Judiciária (PJ) deu conta de que as detenções ocorreram no decurso de uma investigação relacionada com o tráfico e viciação de viaturas de alta cilindrada, provenientes dos Estados Unidos da América (EUA).
Um dos detidos é Eduardo Santos, proprietário de um stand de automóveis de luxo, em Vila Nova de Gaia, distrito do Porto, avançou nesse dia à Lusa fonte judicial, acrescentando que em causa está o negócio, superior a meio milhão de euros, de dois automóveis de marcas Ferrari e Rolls Royce.
“Após ilicitamente tomarem posse de duas viaturas de gama alta, oriundas dos EUA, falsificaram documentos para que às mesmas fossem atribuídas matrículas de um país da União Europeia para que, de seguida, e no decurso da legalização em Portugal, conseguissem furtar-se ao pagamento dos impostos devidos”, referiu ainda a PJ.
Os detidos, de 39 e 41 anos, estão indiciados pela prática dos crimes de furto qualificado, extorsão, falsificação de documentos, fraude fiscal qualificada e burla qualificada, na forma tentada.