O acordo firmado esta terça-feira entre um dos sindicatos médicos e o Ministério da Saúde deixou um grande ponto de interrogação no futuro do protesto de recusa a mais horas extras, que está a afetar, há várias semanas, os serviços de urgência hospitalares. Contudo, o mais provável é que as limitações nos hospitais se mantenham e até possam piorar em dezembro, diz ao Observador, uma das porta-vozes do movimento Médicos em Luta, que apela aos colegas para que não retirem as minutas de escusa a mais trabalho suplementar. “Pelo o que percebe, a grande maioria dos médicos quer continuar a luta tal como está e portanto vai continuar indisponível para fazer mais horas extraordinárias”, sublinha Helena Terleira.

Os médicos em Luta têm em curso um inquérito no grupo de Telegram deste movimento (que junta um total de 7 mil profissionais), onde os médicos são questionados quanto à possibilidade de virem a retirar as minutas de escusas a mais horas extra, em resultado do acordo alcançado entre a tutela e o Sindicato Independente dos Médicos (SIM). Ao final da tarde desta quarta-feira, a grande maioria dos médicos que respondeu garantia que ia manter o protesto. De 502 respostas recebidas, apenas cerca de 2% dos médicos afirmaram ter intenção de voltar a fazer horas extraordinárias.

Situação nos hospitais vai agravar-se em dezembro, estimam os Médicos em Luta

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