É favorita, é a campeã do mundo e tem o peso de defender o título. A Argentina parte para o Campeonato do Mundo de 2026 a defender um estatuto que todos almejam, mas que poucos alcançaram: venceu a última edição e tem um troféu para reconquistar, o que, em Mundiais, nem costuma dar sorte. Nos últimos 64 anos, nenhuma seleção conseguiu conquistar o Mundial duas vezes seguidas. Ainda assim, a albiceleste é a equipa a abater e aquela que se posiciona na pole position por conta do trabalho desenvolvido por Lionel Scaloni, que transformou a equipa de Lionel Messi num conjunto que vale pelo seu coletivo e que tem muita qualidade. Com a terceira estrela ao peito, este poderá ser mesmo o último Mundial da Pulga, que vai disputar a fase final da competição pela sexta vez.
Como tem sido habitual e se tornou ainda mais evidente com o alargamento do Campeonato do Mundo para 48 seleções, a fase de qualificação da CONMEBOL esteve longe de ser difícil para a Argentina, que nem se precisou de esforçar muito para garantir o apuramento e o primeiro lugar. Os argentinos venceram 12 dos 18 jogos de qualificação e ficaram muito acima dos adversários continentais. Para lá do registo vitorioso, a seleção das pampas terminou com o melhor registo de golos marcados e o segundo melhor de golos sofridos, dominando nos dois lados do retângulo de jogo. Essa foi uma das valências desenvolvidas por Scaloni desde 2018, técnico que conquistou todos os troféus internacionais que disputa no espaço de três anos.
▲ A Argentina vai defrontar Argélia, Áustria e Jordânia no grupo J da competição
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BI
- Ranking FIFA atual: 3.º (a 1 de abril de 2026)
- Melhor ranking FIFA: 1.º (março de 2007, outubro de 2007 a junho de 2008, julho a outubro de 2015, abril de 2016 a março de 2017 e abril de 2023 a julho de 2025)
- Patrocinador: Adidas (desde 2002)
- Alcunha: La Albiceleste
- Presenças em fases finais: 18
- Última participação: 2022 (campeão, França)
- Melhor resultado: campeão em 1978 (Países Baixos), 1986 (Alemanha) e 2022 (França)
- Qualificação: 1.º lugar na qualificação da CONMEBOL (38 pontos em 18 jogos com Equador, Colômbia, Uruguai, Brasil, Paraguai, Bolívia, Venezuela, Peru e Chile)
- O que seria um bom resultado? Voltar a conquistar o título
Jogos desde junho de 2025
- Jogo particular, 9/6: Islândia (neutro)
- Jogo particular, 6/6: Honduras (neutro)
- Jogo particular, 31/3: Zâmbia (casa), 5-0 (V)
- Jogo particular, 27/3: Mauritânia (casa), 2-1 (V)
- Jogo particular, 14/11: Angola (fora), 2-0 (V)
- Jogo particular, 14/10: Porto Rico (neutro), 6-0 (V)
- Jogo particular, 10/10: Venezuela (neutro), 1-0 (V)
- Qualificação CONMEBOL, 9/9: Equador (fora), 0-1 (D)
- Qualificação CONMEBOL, 4/9: Venezuela (casa), 3-0 (V)
- Qualificação CONMEBOL, 10/6: Colômbia (casa), 1-1 (E)
- Qualificação CONMEBOL, 5/6: Chile (fora), 1-0 (V)
O onze
- 4x3x3: Emiliano Martínez; Nahuel Molina, Cristián Romero, Lisandro Martínez, Nicolás Tagliafico; Alexis Mac Allister, Rodrigo De Paul, Enzo Fernández; Lionel Messi, Thiago Almada e Julián Alvarez
O treinador
- Lionel Scaloni (argentino, 48 anos, desde setembro de 2018)
- Outros clubes: Argentina Sub-17, Argentina Sub-20 e Sevilha (adjunto)
- Títulos (4): 1 Mundial, 2 Copas América e 1 Finalíssima
▲ Lionel Scaloni ambiciona conquistar o quinto título em oito anos no comando da seleção principal argentina
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O craque
- Lionel Messi (38 anos, avançado do Inter Miami)
- Outros clubes: Newell’s Old Boys (formação), Barcelona e PSG
A revelação
- Nico Paz (21 anos, médio do Como)
- Outros clubes: Tenerife e Real Madrid
O mais internacional e o maior goleador
-
Lionel Messi (198 internacionalizações e 116 golos)
▲ A jogar no país que o acolheu nos últimos anos, Messi pode despedir-se dos Mundiais
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Os 26 convocados
- Guarda-redes (3): Emiliano Martínez (Aston Villa, Inglaterra), Gerónimo Rulli (Marselha, França) e Juan Musso (Atl. Madrid, Espanha)
- Defesas (8): Gonzalo Montiel (River Plate, Argentina), Nahuel Molina (Atl. Madrid, Espanha), Nicolás Otamendi (Benfica, Portugal/River Plate, Argentina), Cristian Romero (Tottenham, Inglaterra), Leonardo Balerdi (Marselha, França), Lisandro Martínez (Man. United, Inglaterra), Nicolás Tagliafico (Lyon, França) e Facundo Medina (Marselha, França)
- Médios (11): Valentín Barco (Estrasburgo, França), Giovani Lo Celso (Betis, Espanha), Nico Paz (Como, Itália), Enzo Fernández (Chelsea, Inglaterra), Leandro Paredes (Boca Juniors, Argentina), Alexis Mac Allister (Liverpool, Inglaterra), Rodrigo de Paul (Inter Miami, EUA), Exequiel Palacios (Bayer Leverkusen, Alemanha), Nicolás González (Atl. Madrid, Espanha), Giuliano Simeone (Atl. Madrid, Espanha) e Thiago Almada (Atl. Madrid, Espanha)
- Avançados (4): Lionel Messi (Inter Miami, EUA), Julián Álvarez (Atl. Madrid, Espanha), Lautaro Martínez (Inter Milão, Itália) e Flaco López (Palmeiras, Brasil)
O local do estágio
- Origin Kansas City Riverfront, em Kansas City (treinos: Sporting KC Training Center)
A antevisão
A ligação a Portugal
- Historicamente, o Campeonato português tem dado palco a muitas figuras argentinas, que aproveitam a porta de entrada no futebol europeu para darem o salto para outros patamares. Não é esse o caso de Nico Otamendi e Alan Varela, jogadores que têm sido presença regular nas escolhas de Lionel Scaloni, embora o central esteja em fim de ciclo na seleção e o médio continue à procura do seu espaço, ficando de fora da competição depois de estar nos 55 pré-convocados. Por outro lado, Gianluca Prestianni é visto como uma das grandes promessas do futebol local num futuro não tão longínquo, mas vai falhar o Mundial depois de também ter estado na pré-lista.