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JOÃO PORFÍRIO/OBSERVADOR

JOÃO PORFÍRIO/OBSERVADOR

Diário de Lisboa. “Um dia pode até ser candidato a primeiro-ministro”, ouve Medina na rua

Eram 8h30 da manhã e Cristas andava a propor "borlas" da EMEL pelos carros. Leal Coelho levou Marques Mendes que disse: "Responsabilidades políticas só depois". E Medina faz mega arruada.

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Num dia anda de mota e faz uma “cãocentração”, no outro oferece borla da EMEL aos moradores. Assunção Cristas tem sido a mais descarada candidata na “caça ao voto”. Esta terça-feira, Teresa Leal Coelho, do PSD, visitou a feira da ladra e esteve acompanhada por Luís Marques Mendes à tarde. O ex-líder disse ao Observador: “Responsabilidades políticas só depois, não agora”. Um ex-líder por dia faz assim tão bem a Teresa Leal Coelho quanto se dizia? Fernando Medina contactou com a população em Xabregas e à tarde desceu a Avenida Morais Soares, um clássico, com outras jovens promessas do PS… João Ferreira, da CDU, almoçou com trabalhadores do Metro e alertou para a necessidade de abertura das piscinad da Penha de França. Ricardo Robles, do Bloco, visioua a Escola Básica “O Leão de Arroios” e foi a Benfica à tradicional pastelaria Califa. Falta menos de uma semana.

PS. Um abraço enganado ou o futuro do partido na mesma rua

A frase: “Um dia pode até ser candidato a primeiro-ministro”, disse um senhor no Intendente. Medina fez-se desentendido. À frente estava outro candidato possível no futuro socialista, Pedro Nuno Santos.

A promessa: Bom, nesta fase é mais Medina que pede promessas… que votem nele. Sempre que alguém lhe diz que está ganho, dispara: “Não, não está. É preciso votar”.

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O que correu mal: Pode criar um ambiente apoteótico, mas o estilo de arruadas com bombos, papelotes, rosas e muita confusão afasta o candidato dos contactos e a Medina ainda faz falta.

As arruadas têm o seu quê de espontâneo, mas têm outro grande quê de encenação. A dada altura, na arruada de Fernando Medina na Morais Soares, um dos organizadores do PS diz a uma senhora que está ali o presidente da Câmara. Ela quer ir cumprimentá-lo, mas pergunta: “Qual é? É este?” “É o de azul”, respondem-lhe. E ela abraça-se o secretário de Estado dos Assuntos Parlamentares Pedro Nuno Santos, que estava à direita de Fernando Medina. “Não é esse, é o outro!”. A senhora lá corrige e dá um abraço ao verdadeiro candidato. Desta vez é ele, no futuro do PS pode ser qualquer um dos dois.

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A tradicional descida da Morais Soares juntou esta terça-feira um conjunto significativo da geração socialista que se perfila para tomar os comandos do partido no futuro mais ou menos próximo (aqui já depende de António Costa). Estavam lá Fernando Medina, Pedro Nuno Santos, mas também Ana Catarina Mendes (que hoje já é secretária-geral adjunta), Sérgio Sousa Pinto, Pedro Delgado Alves, Duarte Cordeiro. Um conjunto coeso hoje, no apoio à candidatura de Medina em Lisboa, mas amanhã é outro dia, já que alguns são vistos como possíveis líderes do PS e candidatos a primeiro-ministro pelo partido, possivelmente até em concorrência.

Dois deles são precisamente os que confundiram a senhora que queria abraçar o presidente da Câmara de Lisboa. “Um dia pode até ser candidato a primeiro-ministro”, atirou um apoiante de Medina, mesmo ao lado do candidato, no Largo do Intendente. Mas o autarca só sorriu, não disse nada, fez-se desentendido. À frente estava Pedro Nuno Santos, que fez uma pausa nas negociações do Orçamento do Estado, no Parlamento, e foi apoiar Medina.

Está aqui o futuro do PS?, perguntou o Observador a Ana Catarina Mendes que contornou a questão: “Estão aqui muitos socialistas”. São a geração que se segue no PS? “É sinal de renovação. Isso é bom”, disse apenas. Minutos antes, a banda que ia a abrir a arruada socialista na Morais Soares tocava o popular tema de Marco Paulo “Eu tenho dois amores” e, sem saber, dava um toque premonitório a esta ação de campanha de Fernando Medina. Afinal, tanto Pedro Nuno como Medina são nomes fortes (e ambos são escolhas diretas de António Costa nas funções que ocupam) para o pós-costismo no PS.

Mas também havia outra geração a marcar presença na arruada, que contava com Edite Estrela, Jorge Lacão , Vitalino Canas e João Soares, antigo presidente da Câmara da cidade. No Intendente juntou-se Manuel Alegre, para lembrar que Medina “é hoje um dos principais rostos de uma nova geração de autarcas que tem por trás uma grande história do PS na gestão de Lisboa que vem desde Jorge Sampaio e António Costa, passando por João Soares”. No mini-comício, o histórico socialista disse ainda que Medina representa “essa história e também o PS da liberdade, dos direitos sociais e políticos, do Serviço Nacional de Saúde”.

E comparou ainda a abertura de António Costa, como presidente de Câmara, à abertura de Mário Soares. O fundador “abriu Portugal à Europa e ao mundo” e o “PS à inclusão” e Costa “abriu o Intendente”. Na Praça renovada, o socialista disse que aquela “era uma zona pouco recomendável, quase proibida. E o que fez António Costa? Trouxe para aqui o seu gabinete e abriu o Intendente”.

De Medina espera o mesmo, tanto que também lhe atribui uma quota de responsabilidade na solução governativa do país: “Está ligado a uma grande revolução cívica na vida portuguesa, que foi acabar com o mito do arco de governação”. “É a política de inclusão, da abertura e da modernidade”, concluiu apelando ao voto.

Pedir o voto é já a única coisa que o candidato socialista à Câmara faz pelas ruas da cidade, nesta reta final da campanha. Travar excessos de confiança é um dos lemas da candidatura e Medina diz sempre o mesmo quando na rua ouve “isto está ganho”. “Não, não está ganho. É preciso ir votar”. Ou mais à frente, na Almirante Reis, perante a mesma manifestação de apoio: “É preciso votar, é preciso votar”. No final da “incrível descida”, como classificou a arruada quando chegou ao Largo do Intendente, Medina deixou um “grande apelo”: “Faltam três dias de campanha, três dias, temos de mobilizar todos, para todos irem votar no dia 1 para irem votar para que Lisboa continue a avançar”.

Pela rua, cabia a Pedro Nuno Santos, ao vice-presidente na CML, Duarte Cordeiro, e a Ana Catarina Mendes a distribuição de rosas vermelhas. Das varandas caíram papelotes — de algumas varandas, até porque uma senhora fez questão de dizer a Medina que estava zangada, e não deixou que deitassem papelotes da sua janela. Porquê? “Vocês nem sequer deixam dar água aos animais e água não se nega a ninguém!”. “Aos pombos? Isso não deixamos”, atirou Medina enquanto a senhora continuava a falar. “Ok, está bem”, disse o candidato seguindo caminho.

O espetáculo montado pelo PS à volta da arruada, acaba por tirar detalhe ao contacto do candidato com a população, que entre selfies e encontrões vai seguindo o esquema montado. E leva-o à encenação de acenar para prédios de onde não lhe respondem, como aconteceu a meio da Almirante Reis. Só à terceira insistência do candidato, uma senhora fez o favor de acenar do 4º andar. Nos outros andares, ficou-se apenas a ver as vistas. Noutra esquina, o candidato foi disparado dar dois beijos a uma senhora que estava à porta do prédio a admirar a agitação. Respondeu e recebeu a rosa vermelha. Sabia quem era? Não, mas sei que é um desses das eleições”. É o presidente da câmara. “Ah! É do PS, não é? Então é do que eu sou”.

PSD. Marques Mendes diz:”Responsabilidades políticas só depois, não agora”. Um ex-líder por dia faz assim tão bem quanto se dizia?

A frase: “Eles dão-lhe rosas, nós compramos a taça, já viu?”

O que ouviu: “Eu vou votar em si, voto sempre no PSD”. É ao peso do PSD que a candidata se tem de agarrar para conseguir votos no dia 1. Esta tarde, Teresa Leal Coelho teve o ex-líder Luís Marques Mendes ao seu lado. Ontem foi Manuela Ferreira Leite.

O que ouviu (parte 2): “Assim é que é, continuem assim, a outra dá cambalhotas e faz o pino”.

O que não correu bem: Mais uma ação de campanha com pouca gente e pouca comunicação social. Mas o pouco mediatismo pareceu agradar a pelo menos um feirante, que criticou Assunção Cristas pelo excesso de malabarismos na campanha eleitoral.

A candidata chegou sensivelmente à hora marcada, um pouco depois das 17h, ao cruzamento da Almirante Reis com a Guerra Junqueiro. Mas o convidado especial fez Teresa Leal Coelho esperar: 10 minutos, 15 minutos, e lá veio ele. Luís Marques Mendes, o comentador político e ex-líder do PSD, era a estrela do dia. Agora tem sido assim, primeiro Paulo Rangel, depois Jorge Moreira da Silva, depois Manuela Ferreira Leite, hoje Marques Mendes, amanhã Pedro Santana Lopes, na quinta-feira um jantar-comício com Passos Coelho. A candidata do PSD, que tem andado sozinha, sem qualquer aparato, e sem o partido na rua, agora tem sempre companhia de um “barão” ou ex-líder do PSD. Mas será que ajuda assim tanto?

Talvez. Mas pouco. Quem, na Morais Soares e na Almirante Reis, tivesse visto passar a caravana de Fernando Medina minutos antes, veria um partido na rua, com gente, bombos, bandeiras e até confetti. Artificial, dirão uns, ou vontade de ganhar, dirão outros. O mesmo aparato continua sem se ver na comitiva laranja, mesmo com a presença do comentador político mais popular da televisão portuguesa (com Marcelo fora da jogada). “Deixe-me dizer-lhe que sou sua fã”, diz uma senhora sentada na esplanada, que recebeu de seguida um beijinho do ex-líder do PSD. O beijinho de Teresa Leal Coelho vinha de seguida, por acréscimo. Mais à frente, outra senhora conheceu a cara de Marques Mendes, mas falhou-lhe a memória. “Deve ser ser da televisão”, apressa-se a dizer o próprio. Desta vez há “jotas” na comitiva — não muitos, uns dez –, mas esforçam-se por entoar cânticos de apoio ao partido e à candidata. De resto, o barulho que se ouve na Avenida da República é o das buzinas dos carros que, naquela zona nobre da cidade de Lisboa, mais afeta à classe média, soa a manifestações de apoio ao partido social-democrata.

Quanto a Marques Mendes, que em março, quando foi anunciado o nome da candidata a Lisboa, disse que era “uma solução de último recurso” e que “se tudo correr mal, tem de ser o líder, ele próprio, a ser responsabilizado”, diz agora ao Observador que agora não é momento de avaliar responsabilidades. “Responsabilidades políticas só depois, não agora”, diz, mantendo que o “processo foi mal conduzido”, e que Passos só podia ter esperado tanto para anunciar um candidato se fosse um candidato “tchanan”. O que não é o caso. Antes, em declarações aos jornalistas em plena avenida Guerra Junqueiro, já tinha dito que “as análises e avaliações políticas devem-se fazer antes das campanhas, e depois, não durante”.

Ou seja, o que está feito está feito, não vale a pena chorar sob leite derramado. Marques Mendes admite que Teresa Leal Coelho está em “desvantagem” face a Medina, que tem “maior visibilidade enquanto presidente da câmara”, e face a Assunção Cristas, que tem a atenção mediática “suplementar, na qualidade de líder do partido”. Em todo o caso, diz que não está preocupado com sondagens. “As sondagens têm sido mais ou menos para todos os gostos, e vão falhar um pouco em todo o lado”, diz, referindo-se particularmente aos casos difíceis de Lisboa e Porto.

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Mendes tem “admiração” por Teresa Leal Coelho, pela sua “lealdade, frontalidade e grande coragem”, mas admite que não foi só por estima pessoal que marcou presença na campanha. Foi também porque “não se vira as costas à família política a que se pertence, e a minha família política é esta, apesar de estar afastado da vida política há 10 anos, e querer manter-me assim”.

Quanto a Teresa Leal Coelho, admite que pede dicas e conselhos ao ex-líder do PSD. Ainda que a experiência autárquica de Mendes na capital, enquanto líder, não tenha sido a melhor. Em 2007, Marques Mendes acabaria por falhar a reeleição para a liderança do partido na sequência de umas autárquicas onde o PSD teve em Lisboa (com Fernando Negrão) o pior resultado até hoje, 15%. Mas a candidata tem em linha de conta as sugestões do comentador. “Oiço ao domingo, mando sms, telefonamos um ao outro, às vezes almoçamos”, diz, sublinhando que são sempre “boas dicas, sugestões e comentários”.

O dia de ontem em Lisboa foi assim:

Diário de Lisboa. Cristas vai de mota. Leal Coelho vai de Ferreira Leite com avisos ao CDS

Teresa Leal Coelho na Feira da Ladra ouvir os feirantes. Compra um leque, um espelho e… leva a taça

A candidata do PSD continua a sua campanha discreta. Sem a criatividade ou o alarido das ações de campanha de Assunção Cristas, Teresa Leal Coelho esteve esta manhã na Feira da Ladra na companhia de alguns deputados: Rubina Berardo, António Leitão Amaro e Joana Barata Lopes. Discretamente e com o passo lento, demorou-se em cada banca, onde até… enfeirou. Um leque, um espelho e uma taça, foi tudo quanto levou para casa. “Eles dão-lhe rosas, nós compramos a taça, já viu?”, diria a candidata enquanto a comerciante procurava um saco para guardar a compra acabada de fazer.

Na reta final rumo ao dia 1 de outubro, a campanha do PSD continua sem colorido, à exceção das personalidades mediáticas do PSD que vai convidando para fazerem aparições. Mas há entre os feirantes quem veja isso como um sinal muito positivo. “Assim é que é, continuem assim, a outra dá cambalhotas e faz o pino”, dizia um feirante a José Eduardo Martins, candidato à Assembleia Municipal, elogiando-o por “saber criticar o partido quando tem de ser” e atacando a abordagem da “outra” candidata, Assunção Cristas.

Teresa Leal Coelho foi ouvir os comerciantes e pelo caminho ouviu alguns elogios ao PSD. “Força, eu vou votar em si, voto sempre no PSD”, dizia uma senhora que passou de rajada, sem grandes conversas. Atrás, três feirantes que viam que a candidata se aproximava, comentavam que “com Sá Carneiro é que era, se ainda cá estivesse…”.

— Posso cumprimentá-las?, pergunta Teresa Leal Coelho.

— Depende do partido a que pertence.

— Ao Partido Social Democrata.

— Ah então está bem!

Teresa perguntava como corria o negócio. As feirantes que gostavam do PSD diriam que o negócio não ia nada bem, mas que o importante era que se divertiam muito por ali. Menos mal. Mais à frente, uma senhora chateava-se porque os políticos só iam à feira em vésperas de eleições, e a candidata perguntava se o atual presidente da câmara costumava andar por lá. Nem por isso, respondia. “Vou recomendar-lhe a sua banca”, diria a um deles.

A candidata do PSD parava para ouvir os comerciantes. Perguntava-lhes pelos problemas que sentiam, e no fim fazia o diagnóstico. “A feira tem vários problemas, que passam sobretudo pela falta de estacionamento, e pelo facto de os feirantes pagarem o local da sua banca e chegarem aqui e não terem lugar. Como não há sinalização em língua inglesa ou francesa os estrangeiros não percebem que não podem estacionar em dias de feira. Tudo isto tem de ser avaliado e as regras têm de ser transparentes”, afirmava.

José Eduardo Martins foi, no entanto, quem recebeu mais elogios e cumprimentos — e também quem mais compras fez na feira. Entre o senhor que lhe elogiou a língua afiada nas críticas ao próprio partido “quando tem de ser”, um outro comerciante adivinhou-lhe o futuro: “Vai ser o futuro líder do PSD”. Mas José Eduardo Martins assustou-se com a adivinhação.

— Eu?? Não, não.

— Não me importava nada que fosse.

— Pois, mas eles lá é que se importavam um bocado.

CDS. “Borlas” no lugar de multas da EMEL

A palavra: “Borlas”. Assunção Cristas sabe que os lisboetas se queixam da EMEL e quer facilitar-lhes a vida. Nada melhor do que pedir votos oferecendo borlas no estacionamento.

A promessa: Duas zonas de estacionamento “à borla” em Lisboa, a da residência e outra à escolha, como o local de trabalho; 20 minutos grátis por dia em qualquer zona da cidade, para facilitar as cargas e descargas; e mais, 50% de desconto automático em todas as tarifas da EMEL.

O que correu bem: Mais uma vez Assunção Cristas inova nas ações de campanha, para dar uma imagem apetecível às televisões. Madrugou e, de colete fluorescente vestido, foi colocar panfletos azuis nos para-brisas de todos os carros que encontrou.

O relógio marcava sensivelmente 8h15 quando Assunção Cristas chegou ao local marcado, no Saldanha, para começar a tarefa de pôr panfletos nos para-brisas dos vários carros estacionados ao longo das avenidas e transversais da freguesia das Avenidas Novas. Não escapava um. Quando os moradores daquela zona chegassem ao carro esta manhã para irem para o trabalho, teriam uma pequena surpresa “só para residentes”: duas zonas de estacionamento “à borla”, a da residência e outra à escolha, como a do local de trabalho; 20 minutos grátis por dia em qualquer zona da cidade, para facilitar as cargas e descargas; e mais, 50% de desconto automático em todas as tarifas da EMEL.

O termo “à borla” parece escolhido a dedo. Mais popular do que “gratuito”, o termo estacionamento “à borla” faz imediatamente brilhar os olhos dos residentes. Assunção Cristas quer mesmo captar votos, e depois de ontem ter organizado uma “cãocentração” para puxar por outro dos temas mais apetecíveis da população — o cuidado com os animais domésticos –, esta manhã foi a vez de apontar baterias à EMEL, um dos inimigos mais profundos do lisboeta. A ideia, explicou, é “acabar com a perseguição da EMEL aos moradores. E não é aos moradores da classe alta, que esses têm garagem, é aos da classe média, que têm dístico de residente mas não têm espaço para estacionar o carro”.

O que fazer então à EMEL? É para acabar? Nem por isso. A candidata do CDS dá uma no cravo outra na ferradura. “A EMEL pode ser um benefício para os lisboetas, porque deve ordenar o estacionamento, mas não é isso que tem feito. A EMEL deve beneficiar os moradores, que já têm o custo acrescido de viverem no concelho de Lisboa, mas não deve fazer dinheiro à custa dos lisboetas”, disse a meio da tarefa minuciosa de não deixar escapar nenhum carro.

Acompanhada da candidata à junta das Avenidas Novas, a ex-jornalista Raquel Abecassis, Assunção Cristas comentou o facto de Fernando Medina ter reagido às acusações que o CDS tem feito sobre a “hora Medina”, a chamada hora de trânsito que já não é só de manhã e ao fim do dia, mas sim a todas as horas. É que Fernando Medina apropriou-se do slogan centrista para dizer que está na “hora de votar Medina”, mas Cristas tomou a apropriação como um elogio. É pelo menos sinal de que a ameaça mais direta do PS é…o CDS. “Demorou uns dias para encontrar uma resposta”, começou por dizer Cristas, para a seguir corrigir a mão e dizer que “está na hora de virar a página de 10 anos de governação socialista”, para dar lugar a uma “lufada de ar fresco”.

PAN. Candidata defende a criação de um pombal contracetivo em Lisboa

A promessa: A criação de um pombal contracetivo.

A frase: “Queremos um pombal contracetivo por cada freguesia para ajudarmos a controlar a população dos pombos de forma ética e que a autarquia suspenda de imediato as capturas e o abate da população dos pombos”, disse Inês Sousa Real, a candidata do PAN.

A candidata do PAN à Câmara de Lisboa, Inês Sousa Real, defendeu hoje a criação de um pombal contracetivo em cada freguesia para ajudar a controlar estes animais e a suspensão imediata do seu abate por parte da autarquia.

Queremos um pombal contracetivo por cada freguesia para ajudarmos a controlar a população dos pombos de forma ética e que a autarquia suspenda de imediato as capturas e o abate da população dos pombos”, disse à agência Lusa a candidata do PAN (Pessoas-Animais-Natureza), numa ação de campanha para as eleições de domingo.

Segundo um documento do PAN, o pombal contracetivo “consiste na utilização de estruturas simples, para as quais os animais são atraídos a nidificar através da oferta de alimento, água e sombra. Uma vez aí estabelecidos os pombos irão passar a maioria do seu tempo dentro da estrutura (pombal), estabelecendo aí os seus ninhos. Posteriormente, equipas responsáveis limpam e cuidam do espaço, retirando também os ovos e assim prevenindo nascimentos.”

O PAN escolheu hoje o Campo Pequeno para distribuir panfletos e fazer um vídeo em direto para a rede social facebook, no qual divulgou as medidas do partido para a proteção dos animais em Lisboa. O vídeo foi este:

“Foi uma escolha simbólica, aquilo que o PAN se propõe é colocar Lisboa na rota do bem-estar animal”, sublinhou Inês Sousa Real, dando conta que “a bandeira” do partido à Câmara Municipal de Lisboa é a criação de um hospital público veterinário.

A candidata adiantou que se trata de “uma medida muito importante” destinada às pessoas em situação de carência económica que não têm meios para tratar os animais.

Inês Sousa Real defendeu também a proibição, por parte da Câmara Municipal de Lisboa, de qualquer tipo de incentivo financeiro ou institucional à tauromaquia.

“Lisboa tem cedido espaço gratuito, quer na agenda cultural, quer através da permissão da utilização do logotipo. Apesar de não ser um financiamento direto, indiretamente é um fomento à atividade. Não faz sentido que faça parte da agenda cultural este tipo de atividades, quando podemos e devemos ceder espaço gratuito a outras atividades”, como a Orquestra Metropolitana de Lisboa, sustentou.

A candidata disse ainda que a Câmara Municipal, enquanto sócia fundadora da Associação do Turismo de Lisboa, devia pressionar para que a sociedade do Campo Pequeno deixe de ser associada desta associação.

“As regras da Associação de Turismo de Lisboa devem ser alteradas, não permitindo que os seus associados participem ou apoiem estas atividades. Caso não aconteça, que Lisboa saia da Associação de Turismo de Lisboa”, concluiu.

Com Agência Lusa

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