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JOÃO PORFÍRIO/OBSERVADOR

JOÃO PORFÍRIO/OBSERVADOR

Diário de Lisboa. Teresa Leal Coelho muda de assessor de comunicação para "reforçar" estratégia

Medina ouviu dizer que o trânsito estava uma vergonha. No dia em que o PS fez campanha sobre transportes, Cristas e Leal Coelho focam-se na habitação. E o PSD na correção dos erros de comunicação.

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Contagem decrescente: falta só uma semana para o fim da campanha. No dia em que Fernando Medina andou de transportes, deu uma entrevista ao Observador num comboio e ouviu queixas do trânsito. Assunção Cristas visitou o Bairro do Condado, um bairro social onde há muitas casas camarárias fechadas. A campanha está a correr tão mal a Teresa Leal Coelho que a candidatura do PSD mudou a assessoria de comunicação. O comunista João Ferreira esteve entre Alcântara, Ameixoeira e Olivais. E também falou dos problema dos transportes.

PSD. Primeira baixa. Teresa Leal Coelho muda assessor de imprensa para “reforçar” estratégia

A frase: “Foi uma questão de reforçarmos a comunicação nesta reta final da campanha oficial, que começou dia 19 e vai até ao dia das eleições”. Teresa Leal Coelho ao Observador sobre a mudança súbita de assessor de imprensa.

A promessa: Ganhar a junta de freguesia da Penha de França, mesmo que o PSD fique longe de ganhar a câmara. Nesta primeira semana de campanha oficial, Teresa Leal Coelho já foi duas vezes à Penha de França para exibir o seu candidato a presidente da junta: Afonso Costa, que promete vir a recuperar aquela junta, onde já foi autarca durante 16 anos (quando a junta era apenas do Alto de São João).

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O que correu mal: A mudança de assessoria de imprensa e a mensagem que passa de que, de facto, está mesmo tudo a correr mal ao nível da comunicação.

O que se (espera) que vá correr bem: Com a mudança de assessoria, Teresa Leal Coelho espera que as coisas comecem a correr melhor. Pelo menos ao nível da comunicação e da mensagem que passa para fora. Veremos.

A candidata do PSD em Lisboa dividiu esta sexta-feira da primeira semana de campanha entre uma descida da avenida dos luxos, para falar do seu projeto de voltar a colocar a Avenida da Liberdade a subir e a descer — revertendo a obra de António Costa — e mais uma volta por uma zona da “Lisboa esquecida”, na Penha de França. Ali, o PSD está confiante de que vai vencer a junta de freguesia. Mas o dia de campanha ficaria marcado por outro fator: a ausência do habitual assessor de imprensa e a informação de que tinha sido substituído por outro. Uma transição nada suave que deixou os jornalistas sem informação, mas que, ao Observador, Teresa Leal Coelho prefere dizer que foi para “reforçar” a estratégia na reta final da campanha.

“Foi uma questão de reforçarmos a comunicação nesta reta final da campanha oficial, que começou dia 19 e vai até ao dia das eleições”, explica Teresa Leal Coelho ao Observador, rejeitando que tenha havido problemas com a agência de comunicação, ou com o assessor em questão, e sublinhando que o contrato firmado com a Lift se mantém. Com o acréscimo de que agora a candidatura tem de contratar (e pagar) a mais um assessor. O convite a Nuno Roby Amorim, que a candidata descreve como um “sénior” no que diz respeito às assessorias, foi feito na terça-feira, dia 19, segundo o próprio.

Tudo se precipitou quando, ao final do dia de ontem, os jornalistas repararam que não tinham qualquer informação de agenda da candidata do PSD para o dia seguinte — função que cabia a Bernardo Santos, subcontratado pela agência de comunicação Lift, por sua vez contratada pelo PSD para prestar assessoria à candidata. Contactado pelos jornalistas, Bernardo Santos remetia tudo para Nuno Roby Amorim, o ex-jornalista que já andava a seguir a comitiva de perto desde quarta-feira, mas sem quaisquer funções de assessoria conhecidas, ou pelo menos declaradas.

Esta manhã estava assumida a mudança para este consultor que já trabalhava para Luís Newton, presidente da Junta de Freguesia da Estrela e recandidato ao mesmo cargo. “A partir de agora, a comunicação com a imprensa é feita através de Nuno Roby Amorim”. Ao Observador, o até então assessor da candidata do PSD, Bernardo Santos, limitou-se a dizer que deixava as funções de assessoria por “opção” de Teresa Leal Coelho, ficando a acompanhar a comitiva na mesma até ao dia 1, mas sem especificar em que funções exatamente. “Vou acompanhar, ajudar na parte digital, vídeo, por aí”, disse.

O mal-estar entre o anterior assessor e a candidata foi, no entanto, evidente ao longo dos últimos dias, refletindo-se nas falhas na organização dos eventos. Na quarta-feira, por exemplo, a candidata marcou uma visita a uma vila insalubre da Penha de França apenas duas horas antes de a visita se realizar. “Havia muitos problemas, a comunicação social estava muito negativa e a candidata não estava a conseguir passar bem a mensagem, era preciso melhorar drasticamente a comunicação”, admite fonte próxima da candidatura.

PS. “Ó Medina, olha o trânsito, pá! Isto ‘tá uma vergonha!”

A promessa: “É possível que venhamos a assumir a gestão do Metro depois de termos a Carris a funcionar”.

A queixa: ” “Ó Medina, olha o trânsito, pá! Isto ‘tá uma vergonha!”, um automobilista no Eixo Central da cidade.

A frase: “29 é uma percentagem muito baixa. 69 é muito ambicioso. 49, dê cá essa”, disse Medina quando comprou uma cautela da lotaria e escolheu o número a pensar na noite eleitoral.

Veja aqui a entrevista do Observador sobre transportes a Fernando Medina durante uma viagem de comboio:

Eixo central, 11h da manhã e ainda há carros parados numa longa fila na lateral da Avenida da República que sobe para o Saldanha. Fernando Medina vai no passeio largo que planeou para ali, numas obras que atrapalharam a vida dos lisboetas durante meses, e cumprimenta quem passa sem grandes sobressaltos

-Não arrisca cumprimentar quem vai no trânsito?, pergunta o Observador.

-Não? Arrisco!

E sai disparado até aos carros parados a acenar para quem lá vai dentro que, sem abrir o vidro, acena de volta. Três automobilistas seguidos correm bem ao autarca, que argumenta que foi “um mito” o que se disse sobre as obras naquela zona e o afunilamento das laterais e o trânsito piorar. Foi? “Sim, antes havia sempre carros estacionados em segunda fila, numa das duas faixas, por isso era igual”. O presidente da câmara e candidato socialista para num semáforo vermelho para os peões, num separador a meio da estrada. Tem carros de um lado e de outro, e de dentro de um salta a queixa irritada: “Ó Medina, olha o trânsito, pá! Isto ‘tá uma vergonha!”.

O candidato socialista e atual presidente da câmara não concorda. E vai dizendo que é inevitável diminuir o número de carros que entram na cidade porque, diz, “quando a economia melhora muito, o número de carros a circular também aumenta”. “Em dois anos há mais 15 mil a entrar em Lisboa diariamente”, contabiliza, para argumentar que a sua prioridade é “pôr os transportes públicos a funcionar bem”.

Mas isso não devia ser feitos antes de limitar a circulação de carros? Medina não admite que tenha limitado, até porque não há “nenhuma medida de restrição”, diz. “Não há portagens, como noutras cidades europeias, nem vai haver. Não faz sentido penalizar quando não há alternativas”. “Só quando houver um sistema de transportes eficaz é que se podem tomar medidas limitativas”, diz, deixando a porta entreaberta logo depois de ter afirmado que conta ter a Carris — que passou para a gestão camarária —a funcionar “melhor” no tempo do mandato.

A manhã do dia dedicado aos transportes era para começar a bordo do metro, mas o candidato preferiu andar a pé pelas Avenidas Novas, com a candidata à Assembleia Municipal, Helena Roseta (do Movimento Cidadãos por Lisboa) que anima as hostes (há um punhado de ‘jotas’ a acompanhar esta espécie de arruada) com rimas: “Com quem Lisboa atina? Com Fernando Medina). A hora da ação de campanha é pouco (ou nada) arriscada. Quem ali trabalha já não está nas ruas e muito menos no comboio que o candidato apanha de Entrecampos até ao Parque das Nações. Medina quer falar da ligação da linha de Cascais com esta onde circula. Mas isso depende de uma negociação com o Governo. Na entrevista em direto do Observador para o facebook, o socialista diz que espera ver “executado o mais rapidamente possível o projeto que está numa fase avançada”. E garante que o Governo “concordou com a opção” de colocar este como um dos grande projetos prioritários no plano de investimentos.

Para não deixar dúvidas sobre esta capacidade negocial, Medina — bem como todos os autarcas socialistas da Área Metropolitana de Lisboa — terá esta tarde uma boleia de peso: António Costa vai estar no Cais Sodré para assinar com um compromisso de mobilidade, numa cerimónia conjunta.

E o metro? O transporte urbano que o candidato diz que mais usa — embora depois admita que só o faz ao fim-de-semana — é gerido por uma empresa pública, mas Medina assume a ambição de ter esta gestão também no seu poder, tal como aconteceu com a Carris. “É possível que venhamos a assumir a gestão do Metro depois de termos a Carris a funcionar”, promete.

A viagem de comboio acaba na estação do Oriente, no Parque das Nações — onde está o projeto-piloto das bicicletas partilhadas (a disponibilização de bicicletas em todas as docks é que continua a atrasar). O candidato avança animado e confiante para uma bicicleta, embora confesse que já tem “quedas suficientes” no currículo. Pratica BTT e já era autarca quando, depois de uma volta por Monsanto, caiu e foi atropelado por um outro ciclista. Ficou muito mal-tratado, diz. Desta vez não houve quedas e no fim gracejou com a “camisola amarela” na meta do dia 1 de outubro. De manhã já tinha comprado uma cautela da Lotaria (para o prémio de 800 mil euros), a um cauteleiro na Duque d’Ávila, e escolheu a terminação do número a pensar nessa noite: “29 é uma percentagem muito baixa. 69 é muito ambicioso. 49, dê cá essa”.

CDU. João Ferreira quer resultado que assegure “presença da CDU na gestão municipal”

A proposta: apostar no diálogo com outros municípios limítrofes de Lisboa para coordenar a criação de parques de estacionamento que retirem carros do centro da cidade.

A frase: “A CDU está a crescer e esse pode ser o dado decisivo no da 1 de outubro, um crescimento da CDU que assegure uma presença da CDU na gestão municipal”, disse João Ferreira.

O que correu bem: a comitiva queria exemplificar o contraste entre o estacionamento ordenado e o estacionamento descontrolado com dois casos próximos entre si. O caso do parque pago junto ao metro estava mais vazio que cheio, enquanto os lugares junto aos prédios, a poucos centenas de metros, estava sobrelotados. E esses, são gratuitos — pelo menos por enquanto.

A queixa: fugiu ao tema que se cria central na visita à Ameixoeira (o estacionamento e a mobilidade), mas ainda assim ficaram registadas as reclamações sobre a gestão do jardim da Ameixoeira.

Em linha reta são menos de 200 metros. De um lado, um estacionamento afeto à estação de metro da Ameixoeira, pago, não tinha um terços dos lugares ocupados a meio da tarde desta sexta-feira. Do outro lado, estacionamento urbano livre (por enquanto). À mesma hora, estava cheio. “Está-se a caminhar no sentido contrário àquele que era desejável e que todas as boas práticas recomendam”, defende João Ferreira, candidato da CDU à câmara de Lisboa, que já pede um resultado que assegure “uma presença da CDU na gestão municipal”.

O tema só surgiu entre uma curta visita aos dois parques de estacionamento e uma mini-arruada pela Ameixoeira. A pouco mais de uma semana do dia das eleições, a resposta de João Ferreira às questões dos jornalistas mostrou maior abertura para entendimentos com o PS, na eventualidade de uma vitória socialista sem maioria absoluta. Para o candidato, aquilo que as sondagens mostram é que “a CDU está a crescer” e que “esse pode ser o dado decisivo no da 1 de outubro, um crescimento da CDU que assegure uma presença da CDU na gestão municipal”, admitiu João Ferreira.

Fica no entanto, claro que essa abertura traz condições. “Em função de grandes opções para a cidade que passem por um corte com aquilo que foi o caminho seguido nos últimos anos em áreas fundamentais estamos disponíveis para esse diálogo”, diz Ferreira, que concretiza: cortes com as políticas de solos, com o planeamento, mobilidade e estacionamento e transportes públicos.

A visita à zona norte da cidade serviu para João Ferreira falar sobre um dos temas em que mais tem insistido nestas eleições: o modelo do executivo lisboeta para o estacionamento de quem se desloca para o centro da capital não serve. O candidato comunista dá o exemplo da Ameixoeira, onde a câmara construiu um parque anexo à estação do metro mas que, ao contrário daquilo que ficou aprovado em reunião camarária, continua a ser pago, inclusive para os utilizadores do metro. “Ninguém ganhou com este volumoso investimento”, defende João Ferreira.

Há, aliás, um pormenor curioso: há cancelas a funcionar, o novo parque de estacionamento está alcatroado, as faixas que delimitam os lugares estão pintadas a branco e o habitáculo que alberga o responsável de manutenção do espaço está devidamente instalado à entrada. Mas a câmara diz que o equipamento é “temporário”, refere o candidato da CDU.

A uns 30 passos dali, a sinalética para a estação do metro, linha amarela, dá o mote a João Ferreira para falar sobre o projeto da câmara para a expansão da rede. “Toda os habitantes da zona norte da cidade, que hoje têm uma ligação direta à cidade, vão ver essa ligação quebrada pela projeto de Fernando Medina de criação de linha circular”, considera.

Em suma, resume o eurodeputado, a CDU defende que a ideia de “parque dissuasor seja levado à letra, que os carros sejam dissuadidos de entrar na cidade”. Muitos desses parques já existem no interior da cidade, por isso, é preciso agora olhar para fora: “Era importante trabalhar com os concelhos limítrofes para identificar áreas onde possam ser construidos estes parques e construí-los.”

Cristas esbarra na lei das rendas, mas pede “uma casa para cada família”

A promessa: “Tem de haver transparência na atribuição das habitações. E se há casas disponíveis nos bairros da câmara têm de ser atribuídas”. Cristas garante que se for presidente da autarquia vai entregar, em dois meses, as 1600 (pelo menos) casas municipais que estão fechadas.

A queixa: “Em 2013 pagava 21 euros de renda, agora pago 256, e ninguém me perguntou quanto é que eu pagava de medicamentos ou de despesas para os meus filhos”, ouviu Cristas a uma moradora do bairro do Condado.

O que correu bem: Assunção Cristas foi a um bairro social, em Marvila, e foi bem recebida. Os moradores quiseram mostrar e explicar em que condições vivem e que há casas vazias por atribuir.

O que correu mal: Um caso, ao início, podia ter manchado a narrativa: uma senhora chegou-se perto da candidata com os recibos de renda de 2013 e de 2017: sofreu um aumento de 21 euros para 256 euros. Culpa da lei das rendas, da autoria de Assunção Cristas.

Parece um slogan do Bloco de Esquerda ou do PCP, mas é mesmo da candidata do CDS à câmara de Lisboa: “Uma casa = Uma família”, lê-se nos cartazes que Assunção Cristas distribuiu esta manhã no bairro do Condado, em Marvila. Atribuir todas as casas que estão fechadas a quem necessita de habitação é uma das “absolutas prioridades” de Assunção Cristas para Lisboa e foi isso que foi mostrar naquele bairro social às portas de Chelas. No caminho, encontrou uma mãe de três filhos, que viu a sua família ser “desfeita” porque não tinha casa para os acolher. Está desempregada mas vive num quarto alugado, com dois filhos pequenos, sendo que o terceiro, o mais velho, de 22, que é “problemático”, dorme no sofá da avó. O exemplo perfeito para a sua narrativa:

“O que ouvimos são relatos de incompreensão, por haver tantas casas fechadas e tantas famílias a precisar de habitação camarária”, diz a candidata do CDS, que acrescenta a necessidade de obras naqueles edifícios da câmara, geridos pela Gebalis, que têm “além de más condições, têm perigos de infiltração e de eletricidade”. “A Gebalis só intervém por fora, para ficar bonito, Fernando Medina faz obras de cosmética em várias zonas da cidade mas depois, aqui, nem sequer há obras de manutenção para assegurar a segurança básica dos moradores”, diz.

Este é um exemplo, mas Cristas opta sempre por falar noutro caso que a “chocou” particularmente, no bairro da Flamenga: uma família de 13 pessoas vivia em 4 quartos, sendo que precisamente ao lado, há um T4 vazio, sem ser ocupado. É tudo propriedade da câmara, que, segundo dizem os moradores do bairro do Condado a câmara não atribui porque precisa de ter casas vazias para a eventualidade de uma qualquer “catástrofe natural”.

Segundo explica uma moradora, Isabel Rodrigues, as casas já estiveram ocupadas mas os moradores saíram por qualquer motivo e as casas ficaram vazias. Há 22 anos que mora, agora com mais seis pessoas, naquela casa, com cinco quartos, duas salas, uma cozinha e duas casas de banho. Mas não tem tomadas elétricas a funcionar nem tem a cozinha em condições por causa da humidade.

O cenário era favorável à mensagem que Assunção Cristas queria passar. Ou quase todo o cenário. À entrada, uma senhora foi-lhe mostrar dois recibos de renda: um de 2013, antes de ser aplicada a lei das rendas, da autoria de Assunção Cristas, e outro dos dias de hoje. Antes, pagava 21 euros, agora paga 256. Mas em que base foi feita a atualização da renda? “Com base no IRS do meu marido, mas não me perguntaram que despesas tinha, nomeadamente com os meus filhos e em medicamentos”, disse. Mas Cristas não se demoraria muito neste caso que não se encaixava na sua narrativa.

O dia de ontem em Lisboa foi assim:

Diário de Lisboa. Passos com Teresa: “PSD não está a lutar pela sua sobrevivência aqui em Lisboa”

BE. Um “inferno” de viagem que foi perfeita para o candidato Ricardo Robles

A queixa: “Foi um inferno”, disse o candidato da viagem de elétrico atrasado, cheio e sem ar condicionado”

O que correu bem: O dia, a hora, a viagem, o elétrico podiam ter sido escolhidos a dedo. Correu tudo tão mal que acabou por correr bem ao candidato.

Tudo programado para apanhar o elétrico número 15 às 16 horas, na Praça da Figueira, até Belém. Mas em vez do elétrico Ricardo Robles viu aparecer um autocarro a substitui-lo por causa de uma avaria. Meia hora depois, lá surge o elétrico, cheio, sem ar condicionado. A viagem demorou uma hora. O que é que um candidato a Lisboa, que vem ali reclamar pelo mau funcionamento dos transportes e que o metro deve ir até Belém, podia pedir mais?

“This is crazy”, comentava uma senhora estrangeira que já se abanava com o jornal do Bloco de Esquerda. Mas o comentário também se ouvia em português. O calor era insuportável dentro do elétrico, tanto que valeram os jornais distribuídos pelo Bloco de Esquerda a fazer de leque numa ação de campanha que se passou praticamente toda a bordo do 15, tal era o trânsito naquela zona da cidade.

Quando finalmente o candidato chegou ao seu destino, depois da viagem que classificou como “um inferno”, a declaração saiu disparada: . “A experiência que temos é que a Carris não é confiável como meio de mobilidade”. “O prolongamento do metro para a zona ocidental da cidade é prioritária”, acrescentou ainda o candidato do Bloco.

Ricardo Robles foi ali praticamente dizer isto mesmo e também escrevê-lo, numa parede em Belém. Quando chegou o mural do Bloco de Esquerda estava praticamente terminado, mas o candidato a Lisboa ainda deu uns retoques, aqui e ali, com a tinta vermelha.

Ali ficou escrito que: “Em Belém tem de haver metro”. A mensagem que o candidato acredita que “os habitantes desta zona querem passar. É preciso que haja investimento forte para que haja bons transportes nesta zona”. E escrever numa parede porquê? “É uma forma de expressão como outra qualquer”.

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