Tem acesso livre a todos os artigos do Observador por ser nosso assinante.

O calendário não podia ter vindo mais a propósito. É certo que esta remodelação é muito baralhar e dar de novo, muito promoção ao palco principal de caras que já lá estavam, mas tem uma vantagem importante para António Costa: a oito meses das próximas eleições, o primeiro-ministro chama para o núcleo do governo gente que lhe é próxima, que conhece bem e em quem confia. E pode já testar, com experiência prática, opções para um eventual novo governo socialista, que saia das legislativas deste ano.

Em outubro do ano passado, à conta da demissão do ministro da Defesa, Costa já tinha conseguido refrescar a imagem do executivo, e dar-lhe um peso mais político, com a substituição-relâmpago de quatro ministros. Nessa altura, o elenco governativo tinha acabado de fechar em conjunto a proposta de Orçamento do Estado e só no fim da reunião é que Costa dispensou alguns deles.

Este artigo é exclusivo para os nossos assinantes: assine agora e beneficie de leitura ilimitada e outras vantagens. Caso já seja assinante inicie aqui a sua sessão. Se pensa que esta mensagem está em erro, contacte o nosso apoio a cliente.