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French Presidential Candidate Marine Le Pen Holds A Rally Meeting In Ennemain
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▲Marine Le Pen sucedeu ao pai na liderança da Frente Nacional em 2011

Getty Images

▲Marine Le Pen sucedeu ao pai na liderança da Frente Nacional em 2011

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Gatos e "poder de compra". Como Marine Le Pen tenta "desintoxicar" a União Nacional e tornar-se presidenciável

Com Le Pen filha, a Frente (agora União) Nacional foi transformada de partido de protesto em projeto de poder. A mensagem económica para as classes baixas e o sorriso são duas das armas. Mas chega?

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“Les Chats Masqués”, os gatos mascarados. É este o nome de uma conta privada de Instagram que pertence nada mais nada menos que a Marine Le Pen, líder da União Nacional (UN) francesa e candidata à presidência que vai disputar a segunda volta da eleição com Emmanuel Macron este domingo. Até há pouco tempo, a conta era privada, um local secreto onde Le Pen partilhava imagens de gatos, animais que tanto adora. Em janeiro, porém, o segredo foi quebrado, quando o L’Express divulgou quem era a verdadeira titular da conta.

Foi uma violação da privacidade de Le Pen que, porém, fez das fraquezas forças. Afinal, a líder do partido histórico da extrema-direita francesa nunca escondeu que era amante dos felinos: ora publicando algumas fotos ora afirmando em entrevistas que, se for eleita, levará os seus seis gatos consigo para o Eliseu. Desde então, as fotos públicas de Le Pen com gatos vão sendo republicadas por vários media franceses — e até pelo diretor de comunicação do próprio partido. Alguns especialistas apontam que estas servem exatamente o propósito maior de Le Pen desde que tomou conta do partido do pai, Jean-Marie Le Pen: promover a dédiabolisation da Frente Nacional, ou seja, a tentativa de a tornar num partido com um rosto mais humano, mais próximo das pessoas, mais aceitável para a maioria do que a extrema-direita racista e anti-semita popularizada pelo seu pai.

Os gatos, é claro, são apenas uma ínfima parte desse esforço. A imagem é grande parte dessa transformação, mas também o foco do programa eleitoral, muito mais concentrado num projeto económico protecionista e mais próximo da esquerda, e cujo principal emblema se tornou a expressão “poder de compra”, repetida ad naseaum por Le Pen ao longo desta campanha. A 3 de abril, o experiente jornalista de política francesa Jean-Michel Apathie descrevia assim a “transformação” de Le Pen: “Ela impôs uma dinâmica nesta campanha em que ela é a candidata dos gatos e do poder de compra. Formidável. É uma transmutação excecional”.

Ouça aqui o episódio de “A História do Dia” sobre as eleições francesas.

Quem vai ganhar as presidenciais francesas?

Aparentemente, a Frente Nacional já não é o que era, a acreditar nas palavras da própria Le Pen, que rejeita a herança de Jean-Marie — “Estou a concorrer à presidência pela terceira vez. Ainda sou a filha de Jean-Marie Le Pen ou tornei-me finalmente a Marine Le Pen?”, desabafou recentemente. Mas há quem aponte que, para lá da imagem e das mudanças na política económica, o projeto da UN continua a ter no seu âmago a anti-imigração e a revolução constitucional como principais pilares. Há até quem sugira, como o investigador especializado em extrema-direita Arsenio Cuenca, que a obsessão com gatos traz também piscadelas de olho aos membros mais radicais da direita francesa. Certo é que, com maior ou menor grau de “moderação”, Marine Le Pen ainda é a candidata anti-sistema face a um Presidente como Emmanuel Macron. E eis que, a poucos dias da eleição, ela surge atrás dele nas sondagens, mas com uma diferença muito inferior à do resultado de 2017. Em apenas cinco anos, a possibilidade de uma presidência Le Pen tornou-se uma possibilidade muito mais real.

A dédiabolisation: Le Pen de sorriso e braços abertos e uma Frente tornada União (mas ainda Nacional)

Parte dessa transformação explica-se por um fator externo chamado Éric Zemmour. O candidato que obteve 7% dos votos na primeira ronda das presidenciais atuou como uma espécie de pára-raios da extrema-direita, concentrando em si as declarações mais polémicas e assumindo as propostas mais radicais. Se inicialmente as sondagens mostravam Zemmour a ultrapassar Le Pen, o tempo veio dar razão à estratégia da candidata da UN: a dédiabolization traria os seus frutos e Zemmour daria um empurrão, ajudando-a a parecer mais moderada por comparação. Até nos elementos aparentemente mais insignificantes: “Ela é mais gatos, para mim é mais livros”, comentou o próprio Zemmour com desdém — esquecendo-se, talvez, de que a palavra “gatos” é uma das mais procuradas em toda a internet.

A estratégia de Le Pen não é sequer uma novidade. Em 2010, quando se candidatou para substituir o pai na liderança do partido, Marine deixou claro que pretendia que a Frente Nacional largasse “a túnica de Belzebú”. E a sua própria figura era, em si mesma, uma pedrada no charco para os padrões do partido, como explicaria Sophie Pedder, correspondente da Economist em França, sobre o momento em que conheceu Marine, em 2003: “Não era óbvio que ela teria o que é preciso e que o partido, mergulhado em masculinidade e ortodoxia católica, à semelhança de outros movimentos de extrema-direita, aceitaria uma divorciada que recusava condenar o aborto”.

Front National's Congress And New President Elections in Tours - Day 1

▲ Marine Le Pen com o pai, Jean-Marie Le Pen

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Quase 20 anos depois, Le Pen provou que sim. Com a liderança de Jean-Marie Le Pen, a FN teve o seu melhor resultado na segunda volta das presidenciais contra Jacques Chirac, em 2002, obtendo 18% dos votos. Com Marine, o partido conquistou 18% logo na primeira volta das presidenciais de 2012, mas falhou a passagem à segunda ronda. Não falharia a seguir: em 2017, teve 21% e chegou aos 34% no confronto contra Macron na segunda volta; agora, em 2022, teve 23% na primeira volta e as sondagens dizem que pode chegar aos 46% este domingo. A vitória, porém, pode ainda estar ao alcance de Le Pen. Mas a tendência é claramente de subida de eleição para eleição.

Para isso, Le Pen manteve-se no rumo da “desintoxicação” do partido, sem misericórdia. Em 2015, afastou o pai da força política — “Lutei muito por ele, mas a certa altura isto tem de acabar”, disse. Em 2018, alterou o nome da Frente Nacional para União Nacional, sem esconder que há um objetivo claro com isso: “Frente é uma palavra defensiva, significa resistência”, afirmou ao Le Monde já este ano. “União é diferente. Não temos medo, somos abertos”, disse, abrindo os braços e inspirando fundo. O ‘Nacional’ mantém-se, contudo. “Mudança, mas não demasiada”, acrescentou a candidata na conversa com a jornalista.

“Frente é uma palavra defensiva, significa resistência”, afirmou ao Le Monde já este ano. “União é diferente. Não temos medo, somos abertos”, disse, abrindo os braços e inspirando fundo. O ‘Nacional’ mantém-se, contudo. “Mudança, mas não demasiada”.

Em público, mudou a postura. Marine aparece agora mais frequentemente a sorrir, inclusivamente nos cartazes de campanha, ao contrário do que acontecia em 2017, como lembrou à France 24 o especialista em comunicação política Christian Delporte. “Marine Le Pen acha que foi bem sucedida em criar uma imagem positiva junto do público francês e que tem de capitalizar isso para atrair simpatia para lá dos apoiantes do seu partido”, afirmou.

As mudanças são cirúrgicas e nunca feitas ao acaso. A UN diz agora que não é contra o Islão, mas sim contra os islamistas, os muçulmanos radicais. O partido defende que seja totalmente proibido o uso do véu islâmico em público — “Quem usa o véu é islamista”, declarou o chefe de gabinete de Marine, Renaud Labaye, ao Le Monde. Mas a candidata diz que esse é “um problema complexo”, que será sujeito a “debate” no Parlamento.

French 2022 Presidential Electoral Campaign Posters

▲ Le Pen tem sorrido bastante ao longo da campanha, em contraste com a imagem da campanha de 2017

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Em março, num debate no programa Face à Baba, Le Pen defrontou o antigo apoiante Jean Messiha (que nesta campanha se juntou a Zemmour) e explicou por que razão tirou uma fotografia com uma adolescente de véu: “Vou fazê-lo entender a diferença entre lutar contra o islamismo e atacar uma jovem rapariga que não devia ter mais de 15 anos e que queria tirar uma foto comigo. O que teria feito? Ter-lhe-ia arrancado o véu?” Uma vez mais, foi no contraste com a campanha de Zemmour que o tom mais suave de Le Pen floresceu. “Ela fez a escolha oposta de normalizar, suavizar, adocicar o seu discurso”, resumiu Cécile Alduy, professora francesa na Universidade de Stanford. A grande questão é: será a mudança substancial ou apenas cosmética?

Um programa contra “ideologias islamistas” que quer uma revolução constitucional

A maioria dos especialistas que estudam política e, em particular, a UN, consideram que a embalagem pode ter mudado, mas o conteúdo mantém-se o mesmo. É o caso de Michel Eltchaninoff, filósofo francês e autor de Dans la Tête de Marine Le Pen (Na cabeça de Marine Le Pen, sem edição em português). “Não creio que ela tenha desintoxicado o partido. É apenas uma questão de apresentação”, disse em entrevista à New Statesman.

Até porque, com maior ou menor humanidade face às muçulmanas que usam véu, o caráter crítico do Islão está claro no seu programa eleitoral: para além da proibição do uso do véu, a UN quer ainda proibir a “prática, manifestação e disseminação pública” das “ideologias islamistas”. Na questão da imigração, vai ainda mais longe: quer aplicar a chamada “prioridade nacional”, ou seja, dar prioridade aos cidadãos que nasceram em França no acesso a emprego público, habitação social, cuidados de saúde e apoios sociais face a imigrantes, mesmo que estejam totalmente legais. Um ponto que, segundo constitucionalistas como Dominique Rousseau, seria totalmente inconstitucional.

É para contornar esse problema que Le Pen sugere um referendo sobre a sua proposta de lei para “imigração e identidade”, dizendo que assim o “Estado de Direito não é posto em causa”. Os constitucionalistas, porém, alertam que há grande risco de tal proposta ser absolutamente contrária à lei fundamental do país — e colocar diretamente França em rota de colisão com a União Europeia (UE), num processo semelhante ao que enfrentam atualmente Hungria e Polónia.

“O pai dela nunca quis o poder e nunca o tentou alcançar. Ele evitava a responsabilidade. Ela, por outro lado, está a construir uma rede de representantes, a trabalhar nos dossiês, a recrutar especialistas: exatamente aquilo que é necessário para se conquistar o poder”.
Sylvain Crépon, investigador da Frente Nacional à Economist em 2016

A questão europeia é outra frente onde Le Pen parece ter suavizado o discurso, mas onde as ideias de fundo se mantêm. É certo que a candidata já não defende abertamente a saída da UE ou do euro, mas propõe agora “uma renegociação de muitas das leis que emanam dos tratados [europeus] ou até [uma renegociação] dos próprios tratados”. Uma vez mais, o choque com Bruxelas seria quase certo. Mas não há dúvidas de que, aos ouvidos do eleitorado, propor “renegociar tratados” soa sem dúvida muito mais moderado que “sair da UE”.

Marine Le Pen pode não ter esvaziado a FN das suas ideias de outrora, mas aprendeu como vestir as suas propostas de forma mais tragável. No meio desse processo, transformou a sua força política num projeto de poder, em vez de continuar a existir apenas como partido de protesto. Sylvain Crépon, investigador da FN na Universidade de Tours, não tem dúvidas de que tal aconteceu porque Marine, ao contrário de Jean-Marie, tem uma ambição verdadeira de chegar ao Eliseu: “O pai dela nunca quis o poder e nunca o tentou alcançar”, disse à Economist em 2016. “Ele evitava a responsabilidade. Ela, por outro lado, está a construir uma rede de representantes, a trabalhar nos dossiês, a recrutar especialistas: exatamente aquilo que é necessário para se conquistar o poder”.

Marine Le Pen e a “campanha de terapia” com os franceses

A tudo isto soma-se a sagacidade política. Ao longo dos últimos cinco anos, Le Pen soube exatamente como procurar alargar a sua base de apoio. Foi assim, por exemplo, com o movimento dos Coletes Amarelos — Le Pen apoiou-o, mas não tentou colar-se demasiado. Philippe Olivier, um dos seus conselheiros, gabou-se precisamente de que o partido “entendeu a essência do movimento”, de estrutura “horizontal”, que não queria ser capturado por nenhuma força política em particular. Agora, na primeira volta das presidenciais, 41% dos auto-intitulados “Gilet Jaunes” votaram em Le Pen.

"Yellow Vests- Gilets Jaunes" Protest Against The Rise Of Fuel Oil Prices In Paris

▲ Os Coletes Amarelos votaram maioritariamente em Marine Le Pen na primeira volta

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O mesmo aconteceu com o movimento anti-vacinação da Covid-19. Marine Le Pen criticou Macron nesta matéria, afirmou ser contra o passe sanitário e a vacinação de crianças, mas não se ligou diretamente aos movimentos mais negacionistas da doença. A lógica é a de manter apoiantes nos extremos sem alienar eleitores mais ao centro e somar.

Se já em 2017 Marine Le Pen dizia ser a candidata “contra a direita dos ricos e a esquerda dos ricos”, em 2022 carregou ainda mais nesta tónica. Com o foco no “poder de compra” e propostas como a redução do IVA de 20% para 5,5% nos combustíveis e na eletricidade, bem como o fim do IRS para os jovens com menos de 30 anos, alarga a base de apoio a toda a classe trabalhadora e parte da classe média. Assim se explica que, nesta segunda volta, esteja a disputar parte do eleitorado da extrema-esquerda de Jean-Luc Mélenchon. É aquilo a que os especialistas da Fundação Jean Jaurès classificaram como “a passagem do neoliberalismo ao social-populismo” da Frente Nacional, que lhe traz votos. Mas que, para especialistas como Gilles Ivaldi, da Sciences Po, não alteram no essencial o seu programa de governação, cuja principal prioridade é a de “devolver aos franceses o seu país” — seja em termos económicos seja ao nível da imigração. O slogan da sua campanha nesta segunda volta é claro: “Para todos os franceses”, em vez do “Mulher de Estado” da primeira volta.

France's National Front President Le Pen meet in Moscow

▲ Le Pen no seu encontro com Vladimir Putin, em 2013

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Não é claro, porém, se tal chega para Le Pen derrotar um Presidente que pode não ser popular, mas que tem um projeto mais centrista e europeísta. O risco de apostar numa candidata anti-sistema pode não agradar a todos, ainda para mais tendo em conta os laços próximos da própria Le Pen à Rússia de Vladimir Putin. Para além das suas posições elogiosas de Putin ao longo dos tempos, do empréstimo concedido ao partido por uma empresa russa sancionada pelos norte-americanos ou das afirmações de que o referendo na Crimeia foi legítimo e legal, a viagem oficial de Le Pen ao país em 2013 levou-a a encontrar-se com múltiplos representantes de Moscovo e até a deixar-se fotografar na Crimeia com símbolos soviéticos. Uma imagem que contrasta com as posturas públicas do pai — que chegou a fazer um minuto de silêncio em plena entrevista televisiva para homenagear “as vítimas da ditadura comunista” da URSS.

Marine Le Pen tem tentado a todo o custo desvalorizar as suas ligações a Putin. Um dos seus conselheiros, Renaud Labaye, confirmou inclusivamente ao Le Monde que Le Pen pediu a Thierry Mariani — eurodeputado da UN conhecido pelos laços próximos ao Kremlin — para que fosse discreto durante a campanha. Também no caso dos refugiados ucranianos, Le Pen procurou seguir a tendência da opinião pública e defendeu o seu acolhimento, dizendo que estes são “refugiados da guerra” e não “migrantes económicos” — muito embora no passado não tenha tido a mesma postura com refugiados da guerra da Síria ou do Afeganistão. Uma fonte do partido explica ao Médiapart a diferença que diz que Le Pen, ao contrário de Zemmour, entendeu: “As pessoas não reagem da mesma maneira quando o refugiado é branco, europeu, cristão e se parece consigo.”

A líder da UN tem compreendido bem o sentimento nacional nestas e noutras matérias. Enquanto Zemmour ocupava todos os noticiários, Le Pen ia fazendo uma campanha discreta e de contacto direto com as pessoas — visitou cinco mil mercados desde janeiro. “Estou farta do barulho e da fúria. Quero eficácia e serenidade”, resumiu em entrevista ao Figaro em fevereiro. Raphaël Llorca, investigador da Fundação Jean Jaurès, escreve no Dossiê Le Pen, publicado pela mesma Fundação, que Le Pen entendeu “a sociedade francesa como um todo”. “Polifraturados, politraumatizados por uma série ininterrupta de crises (Coletes Amarelos, pandemia, guerra na Ucrânia), a sociedade não precisa de uma terapia de choque, que a levaria a um colapso nervoso, mas simplesmente terapia, permitindo-lhe curar as suas feridas, aliviar os seus sintomas”.

Marine Le Pen, National Rally Candidate, Campaigns For President

▲ O "poder de compra" tem sido uma das principais bandeiras da campanha da União Nacional

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Aquilo que Marine Le Pen está a fazer é, diz, “campanha de terapia”, que em vez de “instrumentalizar emoções negativas (como os populistas costumam fazer), acompanha emocionalmente os sentimentos dos franceses”. É por isso que, desta vez, Marine Le Pen fala sobre a sua vida pessoal, reflete sobre a ligação difícil com o pai, admite os erros que cometeu no debate presidencial de 2017. E, sim, deixa-se fotografar com os seus gatos. Quando lhe colocam um microfone à frente, repete apenas “poder de compra”, o fantasma que assombra a cabeça dos franceses comuns nos últimos meses. Até agora, a estratégia tem resultado. Mas nesta segunda volta, com o útil Éric Zemmour fora do caminho, pode ser mais difícil para Marine Le Pen convencer os eleitores de que a “túnica de Belzebú” já não lhe serve. Ou que os gatos não são os únicos mascarados.

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