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Não é que tivesse alguma urgência em conversar com Kiko. Queria falar com ele sobre qualquer coisa, provavelmente algum assunto relacionado com dardos — já nem se lembra bem. Ainda assim pareceu-lhe “estranho” que não tivesse atendido o telefone naquela manhã de 5 de outubro. “Quando eu lhe ligo, ele atende-me sempre. Que coisa estranha“, desabafa quase como se estivesse a reviver o momento José de Sousa, campeão de dardos português, mas a viver em Espanha há quase duas décadas. Começou a percorrer a sua lista de contactos e a ligar para algumas pessoas para ver se conseguia perceber o que se passava: “Foi quando soube que tinha sido preso. Foi uma surpresa para mim”, garante.

Podia passar-lhe tudo pela cabeça, menos o que viriam a contar-lhe. Francisco Hernandez, o seu verdadeiro nome, não era só um amigo que patrocinara a sua carreira internacional, nem tão pouco apenas o dono de um bar bem sucedido onde costumava jogar dardos. Kiko era um narcotraficante temido e procurado para polícia, que geria uma rede de tráfico de droga, um negócio que vinha de família. Duas semanas depois de desmantelada a rede de narcotráfico que liderava e de detidas várias pessoas, em conversa com o Observador, José de Sousa é quem escreve o cartão de apresentação de Kiko: “É o maior mafioso daí de Madrid e arredores”.

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