Maria Isabel de Bragança. A rainha “feia, pobre e portuguesa” que fundou o Museu do Prado /premium

23 Março 20194.638

Casou-se com o tio Fernando VII e passou pela história de Espanha "como uma sombra", mas iluminou a história da arte como poucas. Há 200 anos, abria portas o Prado, graças à desditosa consorte.

Os bordões populares desprezam a figura tímida, pouco bafejada pela beleza, e impreparada para encher os cofres régios. Madrid cerra os braços, enche a boca e distribui insultos à porta do palácio real: “Fea, pobre y portuguesa. Chúpate esa!“, atiram a Maria Isabel de Bragança, que desembarcara em solo espanhol para se casar com Fernando VII e reinar durante uns fugazes 25 meses. Entenda-se: para lhe dar um herdeiro varão, sarar feridas das invasões napoleónicas e zelar por uma aliança política.

Em 1816, desconhece-se ainda que a jovem infanta portuguesa com 19 anos terá um papel decisivo no rumo da arte espanhola e europeia, mas por esta altura já ninguém teria dúvidas que o seu destino está ao nível de um ingrato borrão. Valeu-lhe o semblante afável, a bonomia e o facto de ter dispensado gastos excessivos na festa de casamento, facto que terá aplacado a crueldade local. “Viveu o exílio, a falta de amor dos seus pais, um casamento por conveniência com o rei espanhol, que era seu tio materno e tinha quase o dobro da sua idade. Teve que suportar as atoardas da corte de Madrid pela sua modéstia e simplicidade. Não apreciava os luxos, nem as joias ou os vestidos. Tão pouco apreciava as intrigas palacianas, mas adorava a pintura e quis o destino que desempenhasse um papel importante como mecenas”, assim a descreveu a jornalista espanhola Cristina Morató, num artigo de janeiro deste ano que compila a vida da infanta.

“Era sobrinha do rei, chegou sem dote e, segundo dizem à época, era pouco atraente”, recorda Sonia Tortajada, restauradora de escultura do Museu Nacional do Prado, ao comentar a escultura de José Álvarez Cubero. Imortalizada nessa obra em pedra inacabada, “que ficou por polir”, Maria Isabel passou como um fugaz clarão pela história de Espanha e hoje permanece praticamente na sombra. Mas a verdade é que a primeira coleção de obras que deram origem ao museu que este ano assinala o seu bicentenário deve-se à mulher que reinou o tempo de um sopro, e que se apagou de forma trágica, a dar à luz, apenas dois anos depois de ter chegado. “Segundo autores como Madrazo e Barón, foi ela que sugeriu a Fernando VII que criasse um museu como aquele que agora conhecemos, porque quando chegou a Espanha ficou impressionada com as coleções de arte que o rei possuía”, confirma Sonia Tortajada.

Culta, aficionada das belas artes, ela própria pintava e fazia parte da Real Academia de San Fernando. E, apesar de não corresponder aos padrões de uma estampa, consta que vários artistas se apaixonaram pelas suas mãos e braços, pelo seu estilo despretensioso e pela sua figura média, com cara e boca pequenas. São dois os principais registos que evocam a figura da rainha, ambos expostos no Prado. Por um lado, a referida escultura, que mereceu um vídeo comentado no acervo audiovisual, uma obra a título póstumo, em tamanho real, num paralelismo com a figura de Agripina no Museu Capitolino de Roma. O trabalho neoclássico foi uma encomenda do monarca para o Prado, confiada ao primeiro escultor ao serviço do rei, um discípulo de Antonio Canova, que não chegou a concluir a escultura. Foi transferida da capital italiana, onde o seu autor vivia, para Madrid em 1828 — o autor inspirara-se no busto em formato ovalado que o seu pai, Vicente, fizera da rainha em 1816.

Destaque ainda para a pintura a óleo de Bernardo López Piquer, de 1829, e talvez a imagem mais presente da rainha, cujo nome e feito não vai além de uma modestíssima legenda na brochura que o museu lançou no final de 2018, quando arrancaram os festejos dos 200 anos, apesar de ter sido considerado o “maior encarte cultural da história do Prado”. Foram 1,2 milhões de exemplares a circular com os jornais de toda a Espanha, mas sobre a rainha pouco se leu — também ficaram por responder as perguntas que o Observador endereçou a Andrés Úbeda, chefe de conservação do museu.

D’ O desejado ao pior dos monarcas, o gatilho para uma coleção

Na pintura, que abre o artigo, Maria Isabel surge a apontar para o edifício do Museu do Prado, enquanto a outra mão repousa sobre os projetos do museu, com o olhar dirigido ao público, num claro sinal de ação da consorte a braços com a indiferença e vida devassa do rei, e que encontrou refúgio e consolo na proteção das artes e dos artistas. Eram mais que conhecidas as saídas do soberano, “homem de muitos e desordenados apetites”, segundo o marquês de Villa-Urrutia, que se aventurava noite fora disfarçado, na companhia do duque de Alagon, para se inteirar do que se dizia por aí. Um mulherengo que dispensava pouco crédito às mulheres e que mereceu da sua primeira sogra os piores adjetivos. Feio, bruto, gordo, de pernas tortas, vago e antipático, assim descreveu María Carolina de Nápoles o monarca que não sabia “caçar nem pescar”. Para a história ficam as cartas que Isabel escrevia à sua mãe e um diário íntimo cheio de entradas melancólicas. “A resignação é a divisa dos santos”, remataria a progenitora.

Maria Isabel tinha 20 anos quando reuniu os primeiros tesouros e morreu sem chegar a assistir à inauguração do Prado. A descoberta das obras fundadoras deu-se durante uma estadia no mosteiro de San Lorenzo do Escorial, onde repousavam uma série de peças entregues à sua sorte desde a guerra da Independência.

Inicialmente apelidado de “O desejado”, Fernando VII resumiu o reinado à perseguição dos liberais, viu o império espanhol ultramarino ir por água abaixo, sofria ainda de uma peculiar malformação genital que mereceu uma escatológica descrição do escritor Prosper Merrimé, continua a ser troçado por quatro rocambolescas noites de núpcias, e não raras vezes é considerado o “pior rei” do outro lado da fronteira. Sem conseguir assegurar descendência depois de todos os casamentos, foi sucedido pela filha Isabel (fruto da derradeira união), o que atiraria o século XIX espanhol para uma disputa sangrenta. Inculto e sem vontade de colmatar lacunas, permanece alvo de troça num episódio com o duque de Wellington, a quem preferiu confiar quase uma centena de quadros do que pensar no que fazer com eles. O episódio, que envolveu ainda o irmão mais velho de Napoleão, permitiu que quase metade do espólio museológico de Aspley House, outrora residência em Londres dos Wellington, seja composto por estas preciosidades.

Maria Isabel tinha 20 anos quando reuniu os primeiros tesouros e morreu sem chegar a assistir à inauguração do Prado. A descoberta das obras fundadoras deu-se durante uma estadia no mosteiro de San Lorenzo do Escorial, onde repousavam uma série de peças entregues à sua sorte desde a guerra da Independência. A rainha dirigiu-se a um conjunto de curadores e logrou a sua exposição no palácio de Riofrío. Tratava-se de criações de grandes mestres italianos e espanhóis e ainda de obras expropriadas pelos franceses, entretanto armazenadas num sótão e à espera de seguirem para Paris. Decisiva terá sido a proposta do génio Francisco de Goya, que sugeriu a Maria Isabel a transladação dos quadros para Madrid, para que pudessem ser melhor conservadas e admiradas por um maior número de pessoas, ideia que encantou a portuguesa, que se apressou a industriar o rei.

Em janeiro, por ocasião do lançamento de “La Familia del Prado”, obra que reconstitui as dinastias que passaram por Espanha, o escritor Juan Eslava Galán traçava o retrato de “uma mulher inteligentíssima”, que descobriu no espaço que os franceses haviam convertido em quartel uma série de obras que haviam sobrevivido ao saque, algumas delas por ali desde o incêndio que em 1734 devastou o Real Alcázar de Madrid, sede da corte desde o reinado de Carlos I. “Maria Isabel apreciou o valor das obras e as pegadas dos nossos mestres. O seu empenho em reconverter o edifício desenhado em 1785 por Juan de Villanueva em  museu de pinturas e de esculturas foi uma decisão que muito provavelmente salvou da destruição muitos dos tesouros que a coleção reune. É graças a ela que temos o que temos”, resume Galán.

A 19 de novembro de 1819, o museu abria as suas portas pela primeira vez, sob o nome de Real Museu de Pintura e Escultura. Nesse mesmo dia, nas suas paredes eram exibidas 311 obras, não mais, e todas elas de autores espanhóis. “Desde a Idade Média até começo do século XX, a capacidade evocativa destas imagens moldou toda a visão do nosso passado, ao ponto de não sermos capazes de imaginar outro Felipe IV que aquele pintado por Velásquez ou uma imagem de Carlos IV distinta da representada por Goya em 1800”, sublinha o museu nas notas que acompanham a efeméride. Para trás ficara a hipótese de ser instalado no Palacio de Buenavista, na Praça Cibeles, ficando sediado no edifício outrora pensado para Gabinete de Ciências Naturais no tempo de Carlos III, no passeio do Prado.

Foi em 1868 que o Real Museu se converteu em Museu Nacional, na sequência da Revolução Gloriosa. Em 1888, o presidente do governo, Práxedes Mateo Sagasta, incumbia Antonio Gisbert de um trabalho que representasse a nação, a atual e genuína proprietária do Prado: nasce assim “Fusilamiento de Torrijos y sus compañeros en las playas de Málaga”, onde o herói liberal aparece acompanhado por personagens que evocam as diferentes regiões espanholas.

Infanta portuguesa, ‘fada madrinha’ espanhola

Ligada às artes desde cedo, de formação esmerada, uma das raras evocações de Maria Isabel é feita através de um conto. Na plataforma “No me cuentes cuentos”, projeto coletivo liderado por Kloshletter e Prodigioso Volcán, que desenterra os trajetos de espanholas inspiradoras que em muitos casos passam despercebidas aos olhos contemporâneos, lê-se “A Fada Madrinha do Museu do Prado”, de Itxaso Recondo e ilustrações de Beatriz Menéndez, a história de uma infanta portuguesa que não largava os pincéis desde que veio ao mundo. Maria Isabel Francisca de Assis Antónia Carlota Joana Josefa Xavier de Paula Micaela Rafaela Isabel Gonzaga nasceu a 19 de maio de 1797, no palácio de Queluz, filha mais velha de João VI de Portugal e de Carlota Joaquina de Bourbon, irmã de D. Pedro, Imperador do Brasil, para onde a família partiu quando a infanta tinha 9 anos, apenas a ponta do icebergue de um roteiro de atribulações.

Em vésperas da sua saída do Rio de Janeiro, as irmãs seriam imortalizadas em retratos atribuídos a Nicolas-Antoine Taunay, hoje conservados em Queluz. “Maria Isabel é retratada em meio corpo. Penteada à moda do período, tem os cabelos divididos ao meio e cacheados. O rosto é alvo, pintado de forma delicada; a boca é levemente rosada e está entreaberta. Em sua orelha direita, a princesa porta um brinco de pingente preto, que estabelece um diálogo subtil entre os cabelos e a roupa igualmente negra, mantendo o canal de ligação entre as partes. No centro do retrato, a gola branca de três babados ou colerette se destaca. No peito de Maria Isabel, pende o retrato em miniatura do rei Fernando VII, seu noivo, ao lado da placa da Ordem das Damas Nobres de Santa Isabel ou da Ordem da Cruz Estrelada de Áustria77, e da faixa de Carlos III.” Assim descreve Elaine Dias, docente do curso de História da Arte da Universidade Federal de São Paulo, que estudou as imagens, com o “papel político das princesas” a ser determinante para a sua realização.

Princesa D. Maria Isabel de Bragança num retrato atribuído a Nicolas-Antoine Taunay. Foi pintado no Rio de Janeiro em vésperas da sua partida e hoje encontra-se no Palácio de Queluz.

Viúvo de Maria Antonia de Nápoles há já dez anos, Fernando VII planeou o seu novo casamento ao regressar a Espanha depois da guerra da Independência e com o contexto das colónias americanas no horizonte. Em dezembro de 1815 já tem em vista a oferenda de casamento adequada para a futura mulher, como assegura o arquivo do Património Nacional de Espanha. Um magnífico jogo de toucador composto por 53 peças de artífices espanhóis, em prata dourada, com assinatura de de Ventura Pardo, Tadeo Aguado ou Luis Pecul.

A presença de João VI no Brasil desde a ocupação napoléonica precipitara o acordo entre casais reais: o seu enlace com Maria Isabel, e o matrimónio do seu irmão Carlos María Isidro com Maria Francisca de Bragança, irmã de Isabel. A missão terá sido encomendada à revelia do ministro do Estado, Cevallos, que se opunha à aproximação com a corte portuguesa. Os contratos matrimoniais seriam celebrados a 22 de fevereiro de 1816, em Madrid. Em setembro, as princesas eram recebidas com as devidas honras em Cádiz. “A comitiva nupcial zarpou do Rio de Janeiro a 15 de junho de 1816 no navio San Sebastian, rumo à Peninsula Ibérica, escoltado apenas por uma fragata espanhola, La Soledad. A travessia contou com várias adversidades”, recorda Maria-Luz Carretero Baeza no livro “Reinas Españolas, Infantas Portuguesas … Destinos Cruzados”. Os festejos da boda aconteceram a bordo do navio. Em 29 de setembro de 1816, Isabel e a irmã entravam em Madrid, onde ratificaram o seu matrimónio na Igreja de São Francisco o Grande, vizinha do Palácio Real.

A rainha termina os seus dias de forma brutal, num parto mal sucedido. Julgando-a morta, os médicos arriscam uma cesariana para salvar a criança. Nenhuma sobrevive. Aos 48 anos, e depois de mais dois casamentos, Fernando VII, o rei "inculto" de "muitos apetites", morre sem o desejado varão. 

No ano seguinte, Maria Isabel tinha a sua primeira filha, que morreu apenas quatro meses depois. A 26 de dezembro de 1818, não sobrevive ao segundo parto. A rainha acusa pré-eclâmpsia e os médicos, julgando-a morta, decidem-se por uma fatal cesariana na esperança de resgatar a criança. Esventrada, a parturiente e a bebé acabam por morrer no Palácio de Aranjuez. Foi sepultada no panteão dos infantes do Escorial. Na Gaceta de Madrid sublinhou-se então, em 27 de dezembro de 1818, que ‘ As artes perderam uma ilustrada protetora, que se comprazia em apoiá-las e fomentá-las”. Em 2013, o ABC recuava aos detalhes do monumento erguido em sua homenagem.

Nieves Michavilla, descendente de uma antiga camareira da rainha, Gertrudes Romero, recorda como a até então respeitada mulher de um militar e mãe de sete filhos foi posta ao serviço do rei antes mesmo do matrimónio, destacando no seu blogue a bondade da rainha, um dos seus legados mais fortes. “Há uma curiosa referência num aviso do Diario de Madrid de 10 de junho de 1817”. Nesse, pedia-se que quem encontrasse uma pulseira perdida do Prado a devolvesse a Gertrudes Romero Puig, “camareira de nossa rainha, que vive no palácio, quarto num. 61, 67 ou 69, a quem entregará o respetivo achado”.

Um #200yearschallenge para o Museu do Prado

Aquele que é um dos mais importantes acervos da Europa preserva obras dos grandes mestres da pintura dos séculos XVI e XVII, um leque composto por Bosch, El Greco, Tiziano, Tintoretto, Durero, Rubens, Ribera, Murillo, Velázquez e Goya, com o catálogo a atingir as 7800 obras, muitas delas depositadas em diferentes instituições pelo país.

Nos últimos meses, nem o museu passou ao lado do #10yearchallenge, com um bem pedagógico antes e depois, alusivo a obras do acervo e figuras que marcaram o trajeto da instituição, uma forma de assinalar a data redonda. Na imagem em baixo, o destaque vai precisamente para o rei Fernando VII, pintado por Luis de la Cruz, em 1825, que morreu aos 48 anos, sem o desejado varão, a semente das Guerras Carlistas que se seguiriam, opondo a sua filha Isabel II e o seu irmão Carlos. E não faltam outros exemplos de figuras femininas sujeitas ao xadrez europeu de alianças políticas, funcionando como meras peças de intercâmbio. Basta pensar na mais famosa retratada do Prado, a princesa Margarita, que morreu com apenas 20 anos, protagonista do célebre “As Meninas”, de Velazquez, à frente do qual atuou esta quinta-feira o pianista Lang Lang, num evento com transmissão em direto para todo o mundo.

Fernando VII e o #10yearchallenge do Prado: o retrato de Goya (1815) coincide con o período absolutista do monarca. Luis de la Cruz pintou-o em 1825.

Nos primórdios da sua história, o museu abre ao público apenas dois dias por semana. Em 1898/1931 entrava na sua idade de prata, sobretudo quando se inaugura em Espanha o museu de Arte Moderna e o Prado passa a especializar-se em arte antiga, ensaiando-se a sua primeira expansão. Em 1902 estreia-se nas exposições temporárias com uma mostra dedicada a El Greco e estende os seus limites cronológicos até à arte medieval. A partir de 1931 a II República legisla a favor da proteção do património e o período do franquismo (1939–1975) traz ampliações arquitetónicas e uma política de aquisições que garante obras de Rubens, Goya, Tintoretto ou Bosch. Pelo caminho, o Prado serve de cenário a diferentes produções, caso do título de George Marshall, de 1961, com Rita Hayworth e Rex Harrison, um dos filmes que integra o projeto “Memoria audiovisual do Museu do Prado”.

Em janeiro, o Prado partilhava na sua conta oficial de Instagram uma imagem do ator Jeremy Irons no museu, divulgando que está em marcha um documentário sobre o bicentenário. Em fundo, um dos muitos quadros que forram as paredes dos corredores. Na sala 75, encontra o retrato da nossa infanta. Se for um pouco mais ambicioso, esteja atento a licitações. Em dezembro de 2018, foi a leilão um trabalho de Luis de la Cruz “El Canario” (1776-1853), pintura que retratava Fernando VII e Maria Isabel de Bragança.

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