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Mário Nogueira aponta para 10 estabelecimentos de ensino que tiveram mesmo de voltar a encerrar depois de terem sido detetados casos de Covid-19, número que, segundo disse ao Observador, lhe terá sido transmitido pela tutela

dpa/picture alliance via Getty I

Mário Nogueira aponta para 10 estabelecimentos de ensino que tiveram mesmo de voltar a encerrar depois de terem sido detetados casos de Covid-19, número que, segundo disse ao Observador, lhe terá sido transmitido pela tutela

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Não houve contágios nas escolas? Olhe que houve, senhor ministro, olhe que houve /premium

No parlamento, o ministro da Educação garantiu aos deputados que não houve contágios dentro das escolas. A realidade relatada pelos diretores de agrupamentos é outra.

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“Não houve nenhum contágio em ambiente escolar.” O ministro da Educação afirmou-o, a 21 de julho, durante a sua última audição regimental da atual sessão legislativa, mas os relatos ouvido pelo Observador mostram outro cenário nas escolas portuguesas. Frente aos deputados da comissão de Educação, Tiago Brandão Rodrigues assegurou que a ausência de contágios “permite dizer que as escolas são lugares seguros”. Mas quantas escolas tiveram casos de Covid-19 e quantas tiveram de fechar?

Mário Nogueira, da Fenprof, aponta para o encerramento de 10 estabelecimentos de ensino, número que, segundo disse ao Observador, lhe terá sido transmitido pelo próprio ministério, sem que nessa reunião tinham sido precisados quais. O líder do maior sindicato dos professores acredita que poderão ser mais e a estes juntam-se ainda aqueles onde, apesar de detetadas infeções, a decisão foi a de manter a escola a funcionar.

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Na maioria dos casos, segundo o levantamento feito pelo Observador, as infeções foram entre assistentes operacionais. Quanto a números, no início de julho, a secretária de Estado da Educação Susana Amador afirmava que “menos de uma dezena” de professores tinha tido testes positivos à Covid-19. Já o ministro, numa entrevista à TSF, garantia que num universo de 200 mil pessoas —alunos, assistentes e professores — foram “poucas dezenas” os diagnósticos confirmados. As infeções, reiterou, aconteceram “sempre fora do ambiente escolar”.

O Observador questionou o ministério e a Direção Geral de Saúde, mas até à publicação desta notícia não recebeu a listagem das escolas que tiveram de encerrar. Apesar disso, desde o regresso ao ensino presencial dos alunos de 11.º e 12.º ano e, mais tarde, com o retorno das Atividades de Tempos Livres, foram vários os casos noticiados — são, ainda assim, uma minoria tendo em conta que existem 812 agrupamentos escolares no país, que representam mais de cinco mil escolas da rede pública, com oferta dos ensinos pré-escolar, básico e secundário.

“[O contágio] Foi entre elas. São todas funcionárias que trabalham juntas no mesmo bloco da escola e, tirando duas, todas ficaram infetadas. Estou com uma grande apreensão porque acho que no início do ano letivo vai voltar a acontecer. Nessa altura, duvido que seja só entre as assistentes, acho que vai acontecer entre alunos também.”
Carlos Almeida, diretor do agrupamento de escolas de Almada

Escola Básica e Secundária Anselmo de Andrade, Almada

7 casos positivos

“Fechámos a escola na segunda-feira da última semana de aulas”, conta Carlos Almeida. Nesse início de semana, dia 22 de junho, o diretor do agrupamento de escolas de Almada recorda que chegou a ter alunos à porta da Escola Básica e Secundária Anselmo de Andrade. Mas já não os deixou entrar.

“Já não abrimos nesse dia, mas mantive os miúdos no portão enquanto esperava pela decisão superior para poder encerrar a escola que chegou quase uma hora depois, já passava das 10 horas da manhã”, relembra. Só no dia seguinte, terça-feira, é que teve luz verde para que todos os assistentes operacionais fossem testados. O balanço final foi de nove casos positivos de Covid-19, todos de funcionárias que trabalhavam juntas no mesmo bloco. Chegou a haver suspeita de infeção entre os alunos, mas não se confirmou.

O fecho não aconteceu assim que se soube do primeiro caso. Passaram-se 7 dias entre os dois episódios. “Às 16 horas de domingo, 14 de junho, a primeira funcionária teve teste positivo”, conta o diretor. A partir daí, foi em catadupa.

“Foi um fim de semana em que começaram a surgir os registos dos primeiros sintomas, febre e dores de cabeça. Depois, durante a penúltima semana de aulas, apareceram mais sete testes positivos”, sublinha Carlos Almeida. Já depois de encerrada a escola, os testes feitos ainda revelaram mais um caso de contágio.

Todas as escolas que fecharam depois de terem sido detetados casos de infeção pelo novo coronavírus foram desinfetadas

Sergei Karpukhin/TASS

O diretor não tem grandes dúvidas sobre como o coronavírus se espalhou: “Foi entre elas. São todas funcionárias que trabalham juntas no mesmo bloco da escola e, tirando duas, todas ficaram infetadas.”

Na quinta-feira seguinte, a escola foi desinfetada pela Marinha, mas já não voltou a funcionar com aulas presenciais. Agora, o receio do diretor é que em setembro o cenário volte a ser o mesmo ou pior.

“Estou com uma grande apreensão porque acho que no início do ano letivo vai voltar a acontecer. Nessa altura, duvido que seja só entre as assistentes, acho que vai acontecer entre alunos também”, sublinha Carlos Almeida.

Os problemas são muitos: casas de banho degradadas sem as condições necessárias para lidar com uma pandemia, uma cantina pequena onde mais de 1.500 alunos fazem refeições, ou um balneário onde tem sempre três turmas ao mesmo tempo, por vezes quatro. Mesmo que a regra passe a ser a obrigatoriedade de os alunos virem equipados de casa para a disciplina de Educação Física, é sempre preciso mudar pelo menos os sapatos, diz o diretor.

E de cada vez que uma turma abandonar uma sala, será necessário fazer uma desinfeção, seguindo as regras ensinadas pela Marinha, que dura pelo menos meia hora. O diretor já pondera ter os próprios alunos a fazerem uma limpeza rápida dos lugares quando entram na sala.

Por isso mesmo, o pior, acredita, será a falta de meios humanos, um problema antigo nas escolas, que os números anunciados pelo ministro da Educação não são suficientes para tranquilizar diretores. “Passado mais de um mês ainda tenho pessoas de baixa. É que não são só elas, são também as famílias. Há uma assistente que já teve teste negativo, mas como o marido continua positivo não pode sair de casa”, lamenta Carlos Almeida.

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Escola Secundária Pinheiro e Rosa, Faro

3 casos positivos

“Valeu-nos que mesmo contra as orientações que tinha e contra o parecer do delegado regional de educação, encerrei logo a escola, mesmo correndo riscos disciplinares”, conta Francisco Soares, diretor do agrupamento de Escolas Pinheiro e Rosa, em Faro. Se não o tivesse feito não tem dúvidas de que o problema seria maior e teria tido mais do que três assistentes operacionais, amigas chegadas, contaminadas.

“Tínhamos tido um surto de dimensões desconhecidas”, conta o diretor, lembrando que o delegado regional de educação lhe telefonou a lembrar que Francisco Soares não tinha competência para decidir o encerramento da escola.

Foi a 18 de junho, uma quinta-feira, que a primeira funcionária teve teste positivo e imediatamente a comunidade educativa foi avisada. A escola secundária acionou o plano de contingência e todas as atividades letivas foram encerradas. O diretor deu ordens para que todos os assistentes operacionais cumprissem quarentena e reduziu o pessoal administrativo ao mínimo, enquanto se remetia o pedido de desinfeção à equipa especializada dos bombeiros.

“Temos de distinguir o que são pareces técnicos do que são pareceres políticos. As declarações do ministro são pareceres políticos. E nos pareceres políticos podemos dizer tudo e o seu contrário.”
Francisco Soares, diretor do agrupamento de Escolas Pinheiro e Rosa

No dia seguinte, as aulas presenciais foram retomadas noutra escola do agrupamento, a Escola Neves Júnior, com uma nova equipa de funcionários que não tinha tido contacto com as assistentes que estavam de quarentena. A expectativa era de que não houvesse mais casos, mas no domingo, 21 de junho, os testes de Covid-19 revelaram outra coisa.

“Não era um caso isolado e mais duas funcionárias tinham sido infetadas”, recorda o diretor que, no imediato, acabou com as aulas presenciais. Nova lista de contactos próximos foi feita, mas não surgiram mais contágios.

E como é que tudo aconteceu? O diretor suspeita que a primeira funcionária contagiou as restantes, mas “certeza absoluta ninguém pode ter”. Por isso mesmo, confrontado com as declarações do ministro da Educação de que não houve contágios nas escolas é assertivo. “Temos de distinguir o que são pareces técnicos do que são pareceres políticos. As declarações do ministro são pareceres políticos. E nos pareceres políticos podemos dizer tudo e o seu contrário.”

Atualmente, a primeira doente de Covid-19 está recuperada, mas as demais continuam a ter testes positivos, ainda que assintomáticas, e estão impedidas de sair de casa.

Escola Básica 1 de Tagilde, Vizela

2 casos positivos

Foi já depois do encerramento do ano letivo, quando funcionavam as Atividades de Tempos Livres, que foi detetado o primeiro caso de Covid-19 numa escola básica da freguesia de Vizela, a 8 de julho.

A transmissora do vírus veio da região Centro, conta a vereadora da Educação da Câmara Municipal de Vizela. “No fim de semana de 27 e 28 de junho, uma das funcionárias da escola recebeu a visita da filha que mora em Coimbra”, conta Agostinha Freitas.

A partir daí, os acontecimentos sucederam-se rapidamente. Durante a semana, a filha da assistente operacional avisou a mãe que estava infetada com o novo coronavírus e a 3 de julho chegou o telefonema da delegada de saúde para que também ela fizesse o teste. Como era uma sexta-feira, o resultado positivo só foi conhecido na terça-feira seguinte, 7 de julho. Pelo caminho, a assistente operacional já não saiu de quarentena, que foi feita sempre em casa, sem complicações.

“Só que antes de ser avisada pela filha e de ter feito o teste, já se tinha passado quase uma semana e ela tinha estado a trabalhar no ATL com os nossos alunos, que estava a ser frequentado por dez crianças”, recorda a vereadora.

A ação da autarquia foi rápida. Assim que o agrupamento soube do resultado, falou com a câmara de Vizela que reuniu com pais, direção da escola e delegado de saúde. No dia seguinte, 8 de julho, a Escola Básica 1 e o Jardim de Infância de Torre Tagilde já não abriram. E foram precisos mais dois dias para, a 10 de julho, se saber o resultado de todos os testes à Covid-19.

De cada vez que uma sala é usada por uma turma tem de ser desinfetada pelas assistentes operacionais antes da entrada de novos alunos

Getty Images

“Só essa funcionária e uma criança de 4 anos é que testaram positivo. Como os pais tiveram testes negativos, presume-se que a criança tenha sido infetada pela funcionária. Não houve mais nenhum caso positivo e o menor esteve em contacto com a assistente operacional”, sublinha Agostinha Freitas.

Os dois casos já estão completamente recuperados, a criança esteve sempre assintomática, a funcionária cumpriu o isolamento em casa, e a escola já reabriu a 23 de julho, passados os 14 dias de quarentena, e depois de ter sido desinfetada pelos bombeiros.

O concelho de Vizela, conta a vereadora, é muito atípico e fica no conclave de Guimarães, Lousada e Felgueiras. “Temos 24 quilómetros quadrados e 24 mil habitantes, ou seja, uma alta densidade, mas torna-se muito fácil saber do que se passa, até oficiosamente. E a capacidade de ação do município acaba por ser subestimada por outras autoridades”, argumenta.

Um dos exemplos que marcou a região, foi o surto no município vizinho, altura em que a Direção Geral de Saúde fechou as escolas em Felgueiras e Lousada. Barrosas, onde foi fechada uma fábrica de calçado depois de ter sido detetado um caso, fica a uma distância curta de Vizela.

“As escolas de Felgueiras encerraram todas, algumas mais distantes de Barrosas do que uma nossa, que fica a 4 quilómetros e se manteve aberta. E fomos nós que logo nessa semana tomámos diligências. Há linhas cegas que são traçadas para tomar este tipo de decisão que são difíceis de perceber.”

Sobre o regresso às aulas, no próximo ano letivo, há apreensão no município. “Ninguém está tranquilo. Reunimos-nos na penúltima semana de julho com os diretores dos agrupamentos — porque a câmara aceitou a delegação de competências da educação — e estivemos a estudar soluções”, conta Agostinha Freitas.

Para além de estarem a trabalhar com os assistentes operacionais a questão da higienização das escolas, estão a fazer testes para perceber como podem funcionar as cantinas com horários desencontrados e como vai ser resolvido a questão dos transportes públicos. “Não serve de nada termos cuidado nas escola, se os alunos forem todos juntos, aos magotes, dentro de um autocarro”, frisa.

Para já, a autarquia equipou todas as escolas com dispensadores de gel e com tapetes de limpeza de pés para o 1.º ciclo e jardim de infância. Em cima da mesa, está a hipótese de trabalhar por turnos, dividindo as turmas de 2.º e 3.º ciclo e de secundário. “O problema é que isso esbarra no crédito horário e o aumento anunciado pelo Ministério da Educação não é suficiente”, conclui a vereadora.

“Só essa funcionária e uma criança de 4 anos é que testaram positivo. Como os pais tiveram testes negativos, presume-se que a criança tenha sido infetada pela funcionária. Não houve mais nenhum caso positivo e o menor esteve em contacto com a assistente operacional.”
Agostinha Freitas, vereadora da Educação da Câmara Municipal de Vizela

Os outros casos de escolas que encerraram

Escola Stuart Carvalhais, Massamá

4 casos

A 19 de junho, sexta-feira, confirmava-se a existência de quatro alunos infetados na Secundária Stuart Carvalhais, do agrupamento de escolas de Massamá, que foi imediatamente encerrada. O primeiro caso foi detetado em dois irmãos gémeos, de turmas diferentes do 12.º ano, e o terceiro numa amiga dos jovens. O quarto caso da escola do concelho de Sintra foi também confirmado num aluno, mas do 11.º ano.

Ao longo de sexta-feira, os estudantes foram chamados à secundária para despistagem de Covid-19, mas por falta de testes parte da comunidade educativa teria de ser testada na segunda-feira seguinte. O presidente da Câmara Municipal de Sintra, Basílio Horta, acabaria por anunciar, já no sábado, que a autarquia disponibilizava “de imediato” os testes em falta naquele estabelecimento de ensino.

Escola Básica e Secundária Domingos Saraiva

2 casos

A 21 de junho mais uma escola do concelho de Sintra era encerrada, desta vez a Escola Básica e Secundária Domingos Saraiva do agrupamento do Algueirão. Neste caso, tudo aponta para que as infeções tenham acontecido fora da escola.

Segundo comunicado da diretora, Fátima Morais, um assistente operacional e um familiar direto de uma aluna testaram positivo. “Não tendo nós conhecimento sobre a situação da aluna, uma vez que se encontra em curso o diagnóstico, parece mais prudente que as aulas presenciais sejam ministradas de forma síncrona ao longo desta última semana do ano letivo”, escrevia a diretora, o que aconteceu na segunda-feira, 22 de junho.

A diretora pedia que a decisão não fosse “alvo de alarmismo, mas encarada no âmbito da prevenção”.

Creches e escola secundária de Reguengos de Monsaraz

surto na região

A 22 de junho, creches e escolas de Reguengos de Monsaraz encerraram portas, mas por prevenção. O motivo nada teve a ver com os estabelecimentos de ensino, mas antes com o surto de Covid-19 que teve origem num lar de idosos e que se suspeitava já estar disseminado na comunidade.

Reguengos de Monsaraz. Creches e escolas com aulas presenciais encerradas após surto que começou em lar

Escola Secundária de Caneças

1 caso

A 24 de junho, as aulas presenciais do 11.º e do 12.º ano foram suspensas depois de uma aluna da Escola Secundária de Caneças, do agrupamento do mesmo nome, ter testado positivo a Covid-19.

Na altura, o presidente da união de freguesias de Ramada e Caneças, Manuel Varela, negou que houvesse um surto no estabelecimento de ensino. A região estava a ser afetada pela pandemia, mas os surtos conhecidos eram na Casa de Repouso e no lar de Nossa Senhora da Aparição.

Dois lares e uma escola com surtos de Covid-19 em Caneças

Escola Secundária do Lumiar

2 casos

A Escola Secundária do Lumiar, em Lisboa, foi encerrada a 25 de junho, terça-feira, depois de identificados dois alunos infetados com o novo coronavírus, informação que chegou aos pais através de um comunicado assinado pelo diretor da escola, João Martins. Ambos terão sido contagiados fora da escola.

O primeiro caso foi de um aluno do 11.º ano, infetado por um elemento do “agregado familiar”. O segundo foi de um aluno do 12.º ano que, segundo o mesmo comunicado, também foi infetado em ambiente familiar. A direção da escola garantiu que os dois casos se tratavam de “contágio exterior à escola”.

O Lumiar, apesar de ter um número elevado de casos, nunca fez parte do grupo de 19 freguesias lisboetas que foram mantidas em estado de calamidade. Chegou a ser referenciada pela DGS, devido ao surto no Lar dos Inválidos do Comércio, mas o Governo considerou que esses casos estavam confinados àquele espaço.

Lisboa. Escola Secundária do Lumiar encerrada depois de casos positivos em duas turmas

Centro Escolar de Paços de Ferreira (Escola Básica n.º 2)

6 casos

A 5 de julho, as autoridades de saúde encerram a Escola Básica n.º 2 de Paços de Ferreira onde foram identificados seis casos de Covid-19. As infeções, segundo foi noticiado na altura, estariam relacionadas com outros três casos numa empresa de móveis da região, a Lacados Abrelac, na freguesia de Eiriz.

O presidente da Câmara de Paços de Ferreira, Humberto Leão de Brito — que viria a ser um dos contagiados —, avançou na altura que as infeções foram detetadas em alunos, professores e assistentes operacionais. A ARS Norte admitia haver um foco da pandemia na cidade.

Escola e empresa de Paços de Ferreira encerradas devido a casos positivos de Covid-19

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