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A organização espera receber 70 mil pessoas ao longo dos quatro dias de evento
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▲A organização espera receber 70 mil pessoas ao longo dos quatro dias de evento

TOMÁS SILVA/OBSERVADOR

▲A organização espera receber 70 mil pessoas ao longo dos quatro dias de evento

TOMÁS SILVA/OBSERVADOR

O bê-á-bá para não perder o norte na décima edição da Web Summit em Lisboa

A Web Summit está de volta. Esta semana, cerca de 70 mil pessoas vão passar pelo evento dedicado à tecnologia e startups. Aqui fica uma cábula para ajudar nos planos.

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Muitas startups, empreendedores, investidores e até alguns ‘anjos’ do investimento à procura do próximo unicórnio. Estes termos passaram a fazer parte do glossário de quem vai à Web Summit, que desde 2016 assentou arraiais em Lisboa.

A cimeira dedicada ao empreendedorismo e tecnologia arranca já esta semana, ocupando o Meo Arena e uma boa parte do Parque das Nações ao longo de quatro dias. E não só: os eventos complementares à cimeira, como a Night Summit, também se espalham por outros pontos da cidade.

Nesta décima edição, não há grandes mexidas na fórmula: o palco central do evento, no antigo Pavilhão Atlântico, continua a estar dedicado aos oradores principais e, nos pavilhões da FIL, ficarão os palcos temáticos. Por lá vão passar sessões dedicadas a temas como a inteligência artificial (IA), robótica, economia ou recursos humanos. É também na FIL que vão ficar instaladas as pequenas bancas ocupadas por muitas startups, de diferentes fases de maturidade, a tentar fisgar investimentos para crescer.

Pelo menos 115 startups são portuguesas, chegando à Web Summit através do programa Road 2 Web Summit. Este ano, as empresas selecionadas operam na área da IA e aprendizagem automática, tecnologia para saúde, logística e hardware ou finanças.

A organização da Web Summit espera receber este ano 70 mil pessoas, um número em linha com as estatísticas da edição passada, e mais de 2.500 startups.

Quando e onde é que acontece?

A décima edição da Web Summit em Lisboa arranca na próxima segunda-feira, 10 de novembro, e termina na quinta-feira, 13 de novembro.

Como habitual, o evento vai ocupar parte do Parque das Nações, a Feira Internacional de Lisboa (FIL) e ainda o Meo Arena, onde fica instalado o palco principal da cimeira tecnológica.

Como chegar à Web Summit?

Se não fizer parte do grupo de participantes afetados pela “escassez de slots para jatos privados” alertada pela organização do evento, os transportes públicos são a opção mais recomendada para evitar filas de trânsito e complicações com o estacionamento. É possível chegar ao Parque das Nações através de autocarro, metro ou comboio.

Web Summit alerta para “escassez de slots de jatos privados” no aeroporto de Lisboa e aconselha voos comerciais

De autocarro, as linhas 705 e 744 vão do aeroporto até ao local da Web Summit. Já se estiver no centro de Lisboa, há várias opções disponíveis, como os autocarros 708, 728, 759, 782 ou 794. Há ainda uma opção de shuttle direto entre o Oriente e a Praça do Comércio, que será operado pela Carris.

De metro, é possível chegar ao Oriente, a cerca de 300 metros do Meo Arena, a partir da linha vermelha.

Tal como em edições anteriores, está disponível um passe de transporte Web Summit, que permite circular entre Lisboa, Sintra e Cascais, através de metro, autocarro, elétrico ou comboio urbano. Há três opções: um passe de um dia (10 euros e apenas disponível online), um passe de três dias (23 euros) e um passe de cinco dias (31,5 euros).

É possível comprar os passes até 12 de novembro, inclusive, online ou em pontos de venda no aeroporto de Lisboa (de 8 a 11 de novembro) ou na Gare Intermodal de Lisboa (apenas a 11 de novembro). No caso de adquirir um título online, ficará apenas com o voucher, que terá de ser trocado por um bilhete nas máquinas automáticas do Metro — é possível fazê-lo de 6 a 16 de novembro.

Uma nota: para os participantes que tenham de deslocar-se de outros pontos do país, nomeadamente através da CP, atenção à greve dos revisores. Está em curso uma greve parcial convocada pelo S.F.R.C.I. – Sindicato Ferroviário da Revisão e Comercial Itinerante, com impacto mais expressivo nos serviços de longo curso (Alfa Pendular e Intercidades).

CP. Greve volta a suprimir dois comboios e sindicato denuncia redução de carruagens para minimizar impactos

No aviso disponibilizado no site da CP, são mencionadas “perturbações na circulação, com especial impacto no dia 10 de novembro”.

Serviços como o transporte através de aplicações (TVDE), como a Bolt ou a Uber, também vão estar disponíveis.

E se quiser mesmo levar o carro?

Para quem quer mesmo levar o carro, existe uma parceria com a Telpark, em que é possível reservar um lugar de estacionamento por um preço fixo de 6,90 euros por dia. Porém, nenhum dos parques abrangidos por esta promoção ficam próximos do Parque das Nações. A lista completa de parques pode ser consultada aqui.

Os parques de estacionamento mais próximos da Web Summit (o parque do Oceanário e o parque da Gare do Oriente), também da Telpark, vão estar disponíveis mas com o preçário habitual.

Web Summit, participantes

Sportsfile

O que tenho de preparar antes do evento?

Sendo uma cimeira dedicada às startups e tecnologia, a entrada no evento passa, inevitavelmente, por ter uma aplicação instalada no smartphone. Além de um bilhete válido, a app (disponível para Android e iOS), é o primeiro passo de preparação.

É na app que está o bilhete para o evento (depois de inserir o código de acesso que recebeu via email), que tem obrigatoriamente de ser apresentado para ter acesso a uma credencial com identificação e a uma pulseira. Estes artigos são de uso obrigatório ao longo de todo o evento e é preciso apresentá-los sempre que quiser entrar no recinto.

A app também concentra as funções de pedidos de contacto a outros participantes, mensagens e a agenda. Para não se perder, convém que dê uma olhadela à lista de oradores e às sessões disponíveis antes do evento, para poder organizar o plano diário. Há palcos dedicados a diferentes temáticas, como inteligência artificial (IA), energia, marketing, área governamental, comércio, economia, robótica, recursos humanos ou startups.

Há duas opções para obter a credencial. Pode fazê-lo antes do evento, no terminal 1 do aeroporto de Lisboa, de 8 a 11 de novembro, com os seguintes horários:
– Sábado, 8 de novembro: 9h30 às 22h;
– Domingo, 9 de novembro: 7h30 às 22h;
– Segunda-feira, 10 de novembro: 7h30 às 22h;
– Terça-feira, 11 de novembro: 7h30 às 15h.

Ou, por questões de conveniência, antes de entrar no recinto, bastando dirigir-se ao Pavilhão de Portugal. Os horários para confirmar o registo e levantar a credencial e a pulseira são estes:
– Sábado, 8 de novembro: 12h às 18h;
– Domingo, 9 de novembro: 12 às 18h;
– Segunda-feira, 10 de novembro: 12h às 20h;
– Terça-feira, 11 de novembro: 7h30 às 17h30;
– Quarta-feira, 12 de novembro: 7h30 às 17h30;
– Quinta-feira, 13 de novembro: 7h30 às 17h.

É preciso apresentar um documento de identificação com fotografia para levantar a acreditação.

Como está organizado o espaço?

Ainda antes de entrar no recinto, vai precisar de fazer o registo e recolher a acreditação. Se não o fizer no aeroporto, terá de dirigir-se primeiro aos vários balcões disponíveis num espaço perto do Pavilhão de Portugal. Na hora de entrar no recinto, e dependendo da credencial que tem, há diferentes filas para aceder ao evento, devidamente identificadas.

O recinto inclui o Meo Arena, onde fica o palco central do evento, e a FIL, com diferentes stands e palcos disponíveis dentro dos vários pavilhões. Uma nota para a cerimónia de abertura, que acontece na segunda-feira: convém chegar cedo. Há muitos lugares disponíveis, mas já houve anos em que quem chegou mais tarde ficou à porta. As portas abrem às 17h00 e a cerimónia começa às 18h.

Que oradores estão em destaque nesta edição?

Há um pouco de tudo para ouvir na Web Summit, desde CEO de empresas de tecnologia, fundadores de startups, governantes, estrelas do desporto e algumas celebridades saídas de Hollywood. E, ao longo dos últimos anos, foi-se notando uma presença crescente de criadores de conteúdo de plataformas como o YouTube ou o TikTok.

A abertura da Web Summit 2025 traz a Lisboa um fenómeno de popularidade que conquistou 161 milhões de seguidores sem abrir a boca: a estrela do TikTok Khaby Lame, conhecido pelos vídeos cómicos. No mesmo palco estará ainda a lenda do ténis Maria Sharapova ou Anton Osika, o cofundador e CEO da Lovable, uma plataforma online com IA que permite desenvolver produtos de software através de uma interface de chat, dispensando as longas horas de programação.

epa08249645 (FILE) - Russian Fed Cup team player Maria Sharapova smiles during a press conference in Moscow, Russia, 03 February 2016. Russia will face the Netherlands in their Tennis Fed Cup World Group 1st round tie on 06 and 07 February 2016 (re-issued 26 February 2020). Five-time grand slam champion Sharapova announced her retirement from professional tennis according to reports 26 February 2020.  EPA/SERGEI ILNITSKY *** Local Caption *** 52567562

▲ A tenista Maria Sharapova é um dos rostos da cerimónia de abertura da Web Summit deste ano

SERGEI ILNITSKY/EPA

Destaque ainda para os executivos de empresas ligadas à tecnologia, como Brad Smith, presidente da Microsoft, Cristiano Amon, presidente de CEO da empresa de chips Qualcomm, Alex Schultz, diretor de marketing da Meta, a dona do Facebook e Instagram, ou Khartoon Weiss, de soluções globais de negócio do TikTok. No desporto, será possível ouvir Toto Wolff, um rosto conhecido da Fórmula 1, o tenista Jamie Murray, ou Andrew Cotton, surfista de ondas gigantes, entre outros. Do mundo da música, destaca-se a confirmação do DJ Armin van Buuren.

Como habitual, também há presença de membros do Governo em vários painéis. Ao longo dos quatro dias de evento, haverá cinco ministros e três secretários de Estado. Por exemplo, Gonçalo Matias, ministro da Reforma do Estado, estará na cerimónia de abertura, enquanto Manuel Castro Almeida, ministro da Economia e Coesão Territorial, fará as considerações finais na cerimónia de encerramento. A despedida da décima edição ficará a cargo de Sir Tim Berners-Lee, o fundador da World Wide Web, e uma presença habitual no evento.

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Há comida disponível? Ou tenho de levar marmita?

Há uma área de alimentação dentro do recinto, com a organização a afirmar que tenta garantir “opções alimentares para todos os participantes”, incluindo para quem tem restrições alimentares. A Web Summit é um evento sem dinheiro físico, pelo que convém não se esquecer do cartão ou carteira digital para fazer os pagamentos. Porém, também é possível levar a própria comida para o evento.

O que é que não posso levar para a cimeira?

Sendo um evento de grandes dimensões, todos os participantes estão sujeitos a revistas e controlos de segurança. É pedido aos participantes que não levem malas ou mochilas de grande dimensão para o recinto. Quem tiver malas de viagem ou mochilas maiores terá de recorrer ao bengaleiro, disponível no local.

De resto, são as habituais proibições: facas, armas ou qualquer objeto do género e que possa ser usado como projétil, substâncias ilegais, fogo de artifício, drones, sistemas de som, skates, scooters e bicicletas. Também não são permitidos hotspots além do telemóvel.

Os guardas-chuva de maiores dimensões não podem entrar no recinto — são permitidos os dobráveis. Uma alteração face à informação vista pelo Observador na semana passada, quando a página de artigos proibidos especificava que não eram permitidos guarda-chuvas de maiores dimensões ou os mais pequenos. Segundo as previsões do IPMA, vai estar a chover em Lisboa ao longo de praticamente toda a semana.

▲ Na Web Summit há conferências, aulas e encontros para comunidades (por nacionalidade, profissão ou hobby)

TOMÁS SILVA/OBSERVADOR

Há mais para ver além de conferências?

Sim. Dentro dos pavilhões da FIL há muitos stands para explorar e startups à procura de conversar com investidores. No ano passado, estiveram mais de cinco mil startups no evento, vindas de diferentes pontos do mundo.

Há também espaço para masterclasses, onde é possível aprender mais sobre determinados temas, ou juntar-se aos meetups — os encontros de cerca de 20 minutos orientados por diferentes interesses. Há meetups para quase tudo: organizados por nacionalidades, profissão, cargo, hobbies, interesses pessoais, vida familiar, entre muitos outros.

Na agenda, o evento “Palestina na Web Summit” é o derradeiro meetup, convidando os participantes a “conectarem-se a outros apoiantes da comunidade da Palestina”. O evento acontece ao mesmo tempo que o encerramento, na quinta-feira. É uma das poucas referências a um dos lados do conflito israelo-palestiniano, depois de, em 2023, as críticas de Paddy Cosgrave a Israel terem motivado um boicote que levou à demissão do CEO e ao afastamento do evento de várias empresas de tecnologia.

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Fora do recinto do Parque das Nações, há ainda a Night Summit, eventos que vão decorrer em bares e restaurantes em seis áreas diferentes da capital: Santos, Príncipe Real, Bairro Alto, Graça, Marvila e Alvalade.

(Artigo atualizado às 16h55 de 10 de novembro)

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